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Saúde Pública

Vigilância suspeita que Ômicron já esteja circulando em Tangará da Serra; TCC é de 19%

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O recrudescimento da Covid-19 em Tangará da Serra e em todo o estado de Mato Grosso preocupa. E as autoridades de saúde do município suspeitam que a variante Ômicron já possa estar circulando em Tangará da Serra.

A suspeita é confirmada pelo responsável técnico da Vigilância Epidemiológica no município, Fabrício Queiróz (na foto do topo, à esquerda), que chama atenção para a taxa de crescimento da contaminação (TCC) de 19% no município.

Segundo ele, a suspeita está fundamentada no fato de que muitos munícipes saíram da cidade para passar as festas de final de ano em outros estados, inclusive onde já fora registrada presença da ômicron. “Nós suspeitamos, até pelas características de alta contaminação. Temos 19% de contaminação e isso é um índice alto, considerando que temos um público já imunizado”, disse, durante entrevista coletiva organizada pelo Executivo Municipal na manhã desta sexta-feira (07).

Queiróz mencionou, também, que a suspeita é reforçada pelo índice de contaminação, na medida em que a ômicron consegue infectar o paciente, porém não alcançando maiores gravidades justamente em função da vacina já ministrada, que protege as células do organismo. “Temos a imunização celular e a mediada por anticorpos. Esta variante consegue superar a imunidade mediada por anticorpos, mas não a imunidade mediada por células (…) O  vírus consegue adentrar no sistema imunológico preparado para patógenos externos, com partículas de defesa, porém não consegue alcançar o trato inferior para causar maior gravidade, que é a questão pleural, pulmonar (…) Se acumula mais as vias aéreas superiores…”, explicou.

Vacina

Fabrício Queiróz afirma que todas as unidades de saúde dispõem de todos os imunizantes. “Basta procurar o sistema de saúde e entrar no esquema de agendamento. É um agendamento simples, para garantir e completar o esquema vacinal”, finalizou.

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Saúde Pública

Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

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O aumento nos casos de Covid-19 neste mês de junho em Tangará da Serra é, uma vez mais, motivo de alerta. Em 15 dias, o município registrou 844 novos casos, saltando de 23.660 casos acumulados em 13 de junho para 24.504 desde o primeiro registro da pandemia no município, em abril de 2020.

Segundo dados contidos no boletim divulgado nesta terça-feira (28.06) pela Secretaria Municipal de Saúde, Tangará da Serra conta com 307 casos ativos, um aumento de 357% nos últimos 15 dias (86 ativos em 13 de junho). Somente nas últimas 24 horas foram diagnosticados 128 novos casos da doença entre os tangaraenses, o que significa quase seis vezes mais no período de duas semanas (23 em 13 de junho). (Boletim atualizado a seguir)

Dado positivo é que não há nenhum paciente do município internado em UTI, enquanto os internados em enfermaria somam 11. Neste mês de junho há registros de dois óbitos ocasionados pela doença.

A secretária de Saúde do município, Gicelly Zanatta, concederá entrevista coletiva sobre o atual quadro da pandemia em Tangará da Serra logo mais, às 15h30. A pauta será a vacinação contra a doença, mas há possibilidade de anúncio de medidas restritivas, como uso de máscaras em locais públicos.

91% com vacinação incompleta

Dos 101 pacientes que estão internados pela Covid-19, em UTIs de Mato Grosso, 91% não completaram o esquema de vacinação. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

O dado preocupa as autoridades, pois demonstra que a falta da imunização é hoje o principal motivo do crescimento de pacientes infectados e internados em estado grave. Ou seja, hoje, dia 28 de junho, são 92 pacientes que estão na UTI e que não tomaram todas as doses da vacina.

“Já se passaram mais de dois anos que a pandemia teve início e está comprovado que a vacinação foi a grande responsável por nós termos retornado as atividades normais, como ir para a escola, passear, retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras, mas, infelizmente, as pessoas insistem em não fazer o principal, que é completar o esquema vacinal”, destacou a secretária de Estado de Saúde Kelluby de Oliveira.

Kelluby ainda afirmou, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, que infelizmente esses pacientes “escolheram não se vacinar e a coletividade é que está pagando por isso”. “As pessoas precisam se conscientizar que tomar todas as doses não protege só quem é vacinado, mas toda a coletividade. Reduz a transmissão do vírus e as chances de quem é infectado com a covid seja levado para uma UTI”, acrescentou.

Atualmente não há falta de vacina no Estado. A secretaria tem recebido as doses do Ministério da Saúde e encaminhado para os municípios de acordo com a demanda apresentada. Estão em estoque na Rede de Frio do Estado e nos 15 Escritórios Regionais de Saúde, um total de 646 mil doses, entre Coronavac, Pfizer, Astrazeneca, Pfizer pediátrica e Jansen.

Números em MT

Mato Grosso tem confirmado 759.242 casos de Covid-19, sendo registrados 14.984 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Dos 759.242 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.313 estão em isolamento domiciliar e 734.260 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 65 internações em UTIs públicas e 76 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 78,65% para UTIs adulto e em 15% para enfermaria adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (135.575), Várzea Grande (53.603), Rondonópolis (44.288), Sinop (34.357), Tangará da Serra (24.504), Lucas do Rio Verde (23.397), Sorriso (23.317), Primavera do Leste (22.715), Cáceres (17.473) e Alta Floresta (17.013).

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