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Política & Políticos

VÍDEO: Em Tangará, deputado bebe água ‘contaminada’ e reafirma presença de agrotóxicos

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Com a proximidade das eleições de 2022, os políticos começam a se reaproximar do povo e mostrar as caras com visitas estratégicas. Depois de algum tempo sem aparecer em Tangará da Serra, o deputado estadual Lúdio Cabral, do PT, visitou a cidade para estabelecer contatos com correligionários visando o próximo pleito.

Lúdio, que tem base em Cuiabá, virou ‘celebridade’ entre os tangaraenses quando afirmou, em 2019, que a população local é servida de água contendo um “coquetel” de 27 tipos diferentes de agrotóxicos.

A manifestação do parlamentar ocorreu em postagem nas redes sociais em junho daquele ano e rendeu, inclusive, moção de repúdio da Câmara Municipal de Tangará da Serra e resposta do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), negando contaminação mediante apresentação de laudos.

No último domingo, o deputado petista percorria a Feira do Produtor do Centro com correligionários quando foi questionado pela reportagem do Enfoque Business, que o convidou a beber um copo com água servida de um bebedouro do local (foto topo). Lúdio bebeu, elogiou o sabor da água tangaraense, mas reafirmou que há agrotóxicos na água, não só em Tangará da Serra como em todo o estado de Mato Grosso. (Assista vídeo com as afirmações de Lúdio, ao final do texto)

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Negativa

Em junho de 2019, o Samae respondeu à postagem feita por Lúdio Cabral em sua página no Facebook por meio de uma nota de esclarecimento onde negou as afirmações do parlamentar. A autarquia afirmou que são realizados, mensalmente, testes que não detectam agrotóxicos na água que abastece as residências dos mais de 100 mil habitantes do município.

“Os resultados demonstram a inexistência desses princípios ativos em nossa água”, registrou a nota, informando a realização de todos os meses e análises que verificam 98 parâmetros, dos quais 27 são de princípios ativos de agrotóxicos, os quais têm resultado negativo.

Na mesma nota, o Samae afirmou que realiza, além das análises citadas acima, outras 150 mil análises todos os anos. “Uma demonstração clara do cuidado, zelo e preocupação com a qualidade da água fornecida à população tangaraense”, diz a nota, destacando que não recebeu nenhuma notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertado para possível presença de agrotóxicos na água tangaraense.

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O Samae citou, ainda os nomes dos laboratórios que realizam as análises da qualidade da água: Escola de Engenharia de São Carlos (da USP-SP), o Agroanálise, o Ecosystem e o Control.

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Política & Políticos

Barra do Bugres: Justiça nega pedido de Divino para anulação de oitivas; Testemunhas ‘desaparecem’

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A Câmara Municipal de Barra do Bugres deu prosseguimento desde a manhã desta sexta-feira (03) às oitivas das comissões processantes (CP’s) que apuram denúncias de irregularidades contra o prefeito Divino Henrique Rodrigues (PDT).

O andamento dos trabalhos foi bastante conturbado, já que o prefeito ingressou com mandado de segurança pedindo a suspensão do Processo Administrativo de Cassação de Mandato sob alegação de inépcia da inicial (vícios/inconsistências), dupla imputação (responsabilização como agente público e como pessoa física) e litispendência (ação movida ao mesmo tempo que outra ainda não julgada).

O processo contra Divino, neste caso, diz respeito ao acúmulo da função de prefeito de Barra do Bugres com a de médico do sistema público na zona rural de Alto Paraguai. A comissão processante (foto topo) é formada pelos vereadores Simônia Auxiliadora Arantes de Souza (Presidente), Marivaldo Marcos de Magalhães (Relator) e Arthur José Franco Pereira (Membro).

Divino, ao centro, e sua defesa: Mandado de segurança negado pela Justiça.

O mandado de segurança foi indeferido pelo juiz da 1º Vara Cível da Comarca de Barra do Bugres, Silvio Mendonça Ribeiro Filho, que não acolheu a argumentação da defesa do prefeito. A decisão do juízo foi anunciada no início da tarde desta sexta-feira (03).

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Também foram ouvidas testemunhas no caso de denúncias de improbidade contra Divino, referente a irregularidades em processo licitatório e decurso de prazo (15 dias) para resposta a requerimentos encaminhados pela Câmara Municipal.

Relatório de CPs contra Divino serão apreciados em plenário no próximo dia 09.

Nestes processos, ao menos quatro testemunhas não comparecerem, o que forçou a interrupção das oitivas pouco antes do meio-dia. Os membros da comissão, então, se dirigiram à prefeitura, local onde trabalham as testemunhas arroladas, mas estas não foram encontradas.

Na sequência, os membros da comissão registraram boletim de ocorrência na Polícia Judiciária Civil e retornaram à Câmara para prosseguir nas oitivas com as demais testemunhas.

Os motivos da ausência das testemunhas ainda não foram esclarecidos, mas o advogado do prefeito, Reinaldo Lorençoni Filho, assegurou a presença das mesmas no prosseguimento das oitivas, marcado para a próxima terça-feira (07.12), a partir das 09h00, na Câmara Municipal.

Relatório

Os relatórios das comissões processantes que apuram as denúncias contra o prefeito Divino Henrique Rodrigues (PDT) serão apreciados pela Câmara de Barra do Bugres no próximo dia 09 (quinta-feira), podendo resultar no arquivamento dos processos ou cassação do mandato do atual gestor.

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(Colaboração: Rubens Leite/Barra do Bugres)

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