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Turismo do país perde R$ 474 bi com pandemia; Em Tangará, setor mostra otimismo

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A retomada do turismo em 2021 não bastou para recuperar as perdas da pandemia. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor deixou de faturar R$ 214 bilhões em 2021. Do início da pandemia, em 2020, até dezembro passado, as perdas somam R$ 473,7 bilhões.

Após um tombo de 36,7% em 2020, o volume de serviços nas atividades turísticas terminou 2021 com crescimento de 21,1% ante 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, o volume das atividades turísticas cresceu 3,5% ante novembro, mas o nível de atividade ainda está 11,4% abaixo de fevereiro de 2020.

Eventos artísticos foram duramente afetados durante a pandemia.

Para a CNC, a recuperação completa das perdas ainda não virá em 2022. A entidade projeta crescimento de apenas 1,7% no volume de serviços prestados nas atividades turísticas este ano. Além da crise sanitária, que levou ao cancelamento de eventos, o desempenho deverá ser afetado pela conjuntura econômica.

“O quadro adverso ainda não se reverteu. Ao contrário dos demais serviços, as atividades turísticas ainda operam ‘no vermelho'”, aponta um trecho do relatório.

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O acompanhamento da CNC toma como base o ritmo de receitas do setor em janeiro e fevereiro de 2020. O faturamento de dezembro ficou R$ 10,2 bilhões abaixo do padrão pré-pandemia. No auge das perdas, em julho de 2020, a frustração de receitas mensais foi de R$ 34,9 bilhões.

Tangará da Serra

Para o secretário municipal de Turismo, Wellington Rondon, o turismo foi um dos setores mais impactados com a pandemia. “Em Tangará da Serra não foi diferente. Todos sentem, em alguma medida, os efeitos da crise, com desemprego e prejuízos em várias atividades do setor de turismo” observou.

Rondon: “Nosso trade turístico caminha para voltar à normalidade”.

Ele destaca que os maiores reflexos da crise foram sentidos mais fortemente em pousadas, restaurantes, redes de hotéis, balneários e demais atividades turísticas, como nos eventos e nas agências de viagem.

“O Ministério de Turismo criou algumas ações pra auxiliar e dar um apoio para manter os estabelecimentos ativos”, disse, referindo-se a linhas de crédito e outros incentivos.

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Crise à parte, Rondon garante que o setor está otimista e mostra sinais de recuperação, mesmo que lentamente. “Tangará da Serra volta a receber turista de toda região e o nosso trade turístico caminha para voltar à normalidade”, considerou.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra (ACITS) e empresário do ramo turístico, Junior Rocha, confirma o otimismo do setor. “Já estamos praticamente com o mesmo faturamento de antes da pandemia”, disse, observando que, em viagens realizadas recentemente, constatou ótima movimentação nos aeroportos.

(Redação EB, com Agência Estado)

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Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

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O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

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As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

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