conecte-se conosco

Agronegócio & Produção

Tangaraense conduz debate na CNA sobre novo padrão chinês para classificação da soja; Assista vídeo

Publicado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu a live “Um novo padrão chinês para a classificação da soja”, na quarta (25). O debate foi moderado pelo presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Entre os participantes estiveram a coordenadora de Regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Karina Fontes Coelho Leandro; o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Paulo César Corrêa; e o presidente do Comitê de Contratos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Marcos Gomes Amorim.

Segundo Arioli, a China notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) que pretende alterar o seu padrão interno de classificação de soja no início deste ano. Entre as modificações propostas, estão a redução do teor de umidade dos grãos, de 14% para 13%, e o aumento dos teores de óleo e de proteína.

Debate foi moderado pelo presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, tangaraense Ricardo Arioli.

“O Brasil já exportou 66 milhões de toneladas de soja em 2021 e, deste total, 70% tiveram como destino o mercado chinês. Esse volume é igual a toda produção de soja da Argentina na safra passada. Precisamos entender como esse novo padrão de soja chinês pode afetar a produção e as exportações do Brasil”, afirmou ele.

Leia mais:  Produtor rural adquire fazenda da BrasilAgro, em Alto Taquari, por R$ 589 milhões

De acordo com Karina, a revisão do padrão brasileiro de soja (IN nº 11/2007) vem sendo discutido desde o ano passado e isso deverá favorecer o debate técnico às propostas de mudanças da China. Ela apresentou as principais diferenças identificadas na proposta do país asiático em pontos como escopo das normas, obrigatoriedade de cumprimento, tabelas de tolerâncias e parâmetros de qualidade – índice elevado de óleo e de proteína.

“Aparentemente a nova regra está menos rigorosa que o atual padrão, principalmente no que diz respeito aos grãos danificados. Trouxe uma preocupação no escopo da norma, que passou a ser toda obrigatória. Estamos em contato com as autoridades chinesas para saber como será feito esse controle. Essa é a nossa maior preocupação neste momento”, disse.

Paulo César explicou que o padrão é a base da comercialização de qualquer produto e pode variar com o tempo, características da produção e exigências do comprador, entre outros aspectos. Ele também analisou possíveis dificuldades que os produtores brasileiros terão para atender aos novos padrões e as diferenças regionais brasileiras na produção de soja.

Leia mais:  Momento Agrícola: Cenário da soja, fraudes em adubos e posse na Comissão de Grãos da CNA são destaques

“A redução do teor de umidade vai exigir gastos maiores com energia para secagem, mas a proposta é positiva para a redução das perdas com transpiração na armazenagem. Precisaremos, ainda, investir no melhoramento e de novas variedades que possam atender a níveis mais elevados de óleo e de proteína”, declarou.

Marcos Gomes Amorim falou sobre como é desenvolvido o contrato padrão da Anec e como o critério oficial de classificação da soja influencia as negociações de compra e venda. Conforme ele, a padronização é sugerida pela Associação e sempre vai “espelhar” o produto que está sendo comercializado no Brasil.

A coordenadora de Regulamentação da Qualidade do Mapa informou que será aberta uma consulta pública para discutir o padrão da soja do Brasil nas próximas semanas. Após publicação no Diário Oficial da União (DOU), o documento será disponibilizado no Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman).

(Fonte: CNA)

publicidade

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Crime de baderna, congelamento na Argentina e entrevistas são destaque

Publicado

Os atos de vandalismo contra uma entidade do Agro, as medidas para combate à inflação da vizinha Argentina, a tributação sobre os combustíveis e outros assuntos são os destaques do Momento Agrícola deste sábado.

O programa é produzido e apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli e transmitido pela rede de rádios do agro aos sábados. É, também, repercutido em formato de matéria jornalística pelo Enfoque Business, com o link da Soundcloud ao final do texto.

Baderna e afronta

O primeiro assunto abordado pelo Momento Agrícola foi a baderna promovida pela Via Campesina e pelo MST na sede da Aprosoja, em Brasília, na manhã da última quinta-feira (14).

Cerca de 50 integrantes da Via Campesina invadiram a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, na capital federal, e picharam a fachada e paredes internas. A direção da entidade ligada ao Agro lamentou os atos de vandalismo e considerou uma afronta ao Estado Democrático de Direito.

Baderna da Via Campesina e do MST será investigada pela Polícia.

Segundo informações repassadas à imprensa pelos vândalos ligados à Via Campesina, a depredação foi motivada pelo veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei 823/2021 (PL Assis Carvalho). Ainda conforme a imprensa nacional, a Via Campesina alega que a proposta do projeto consiste numa iniciativa dos movimentos populares do campo para garantir a segurança alimentar e subsídios na agricultura familiar.

Leia mais:  A pedido da CNA e Famato, Confaz prorroga convênios que reduzem cobrança de ICMS no agro

Ricardo Arioli faz um comentário sobre o lamentável episódio de vandalismo ocorrido na capital federal.

Congelamento na Argentina

O governo da Argentina congelou os preços de 1.245 produtos de consumo em massa por 90 dias para tentar controlar a inflação. O secretário de Comércio, Roberto Feletti, pediu que as empresas enviem as tabelas de preços válidas até dia 1º de outubro.

Os preços permanecerão inalterados aos consumidores até 7 de janeiro, numa medida clara do governo para buscar a estabilização dos preços.

O Momento Agrícola comenta o assunto relacionado ao país vizinho.

Outras

Outra notícia comentada nesta edição do Momento Agrícola é a unificação das alíquotas do ICMS sobre os combustíveis nos estados, através de projeto de lei aprovado pela Câmara Federal e que, agora, está sob apreciação no Senado.

O decreto do MAPA para simplificação dos processos de pesquisa, análise e registro comercial de defensivos agrícolas é outra abordagem do Momento Agrícola, assim como as entrevistas.

No segundo bloco, o entrevistado é César Borges, do Instituto da Soja Livre. Na sequência, o tema abordado é “O ritmo de plantio e da entrega de insumos em Mato Grosso”. Concluindo o programa, Ricardo Arioli discorre sobre “A Crise dos Insumos”.

Leia mais:  Momento Agrícola aborda MP do Agro, etanol na China, gás e ureia da Bolívia e outras notícias

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

 

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana