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Saúde Pública

Tangará da Serra: Índices da pandemia crescem e óbitos batem recorde em maio; Casos novos aumentam em 42%

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O aumento nos índices da pandemia da Covid-19 no mês de abril e neste início de maio resultaram em recorde de mortes e na ampliação da média diária de casos ativos da doença em Tangará da Serra e lotação dos leitos de UTI no Hospital Municipal (foto acima).

O mais preocupante dos indicadores da pandemia – os óbitos -mostrou um avanço tragicamente significativo nestes primeiros 10 dias maio, que já contabiliza 23 fatalidades em decorrência da doença, perfazendo uma média fúnebre de 2,3 mortes por dia. Em abril, com 30 mortes registradas, a média de óbitos foi de 01 por dia. (Gráfico comparativo a seguir)

No mês de abril, os óbitos acumulados desde o início da pandemia, em 1º de abril do ano passado, foram 221. Nestes primeiros 10 dias de maio, os óbitos acumulados já chegam a 244. Ou seja, em apenas dez dias foram registrados mais de 10% dos óbitos ocorridos ao longo de 13 meses (de 01/04/2020 a 30/04/2021).

Segundo boletim divulgado na manhã desta segunda-feira pelo município, somente neste final de semana foram registrados 10 óbitos. Um número que assusta, considerando que há, ainda, aumento de outros indicadores da pandemia, como as novas notificações, as médias diárias de casos ativos e as taxas de ocupação de leitos de UTI e enfermaria.

Outros indicadores

O número de óbitos é um reflexo do aumento dos demais índices da pandemia. Em maio, os novos casos apresentam um cumulativo de 448 nos primeiros 10 dias, o que significa uma média de 44,8 novos casos/dia. Então, se em abril os 949 novos casos somados ao longo de 30 dias indicam uma média diária de 31,6, o mês de maio, com sua média de 44,8, apresenta um crescimento de praticamente 42% a mais de casos novos por dia.

Já nos casos ativos – nos quais são computados os pacientes internados e em isolamento – a média diária de abril foi de 72,6 contra a média de 78 casos ativos registrados até este dia 10 de maio. (Gráficos comparativos a seguir)

As altas taxas de ocupação de leitos (TOL) de UTI e enfermaria também preocupam. Enquanto em abril a média de ocupação de UTI foi de 93,8% e de 65,5% nas enfermarias, neste mês de maio estas taxas se mantiveram em 100% entre os leitos públicos de UTI e de até 95% nos leitos de UTI particulares.

Nos leitos públicos de enfermaria, a taxa de ocupação mais baixa registrada nestes primeiros 10 dias de maio é de 89%.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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