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Tangará da Serra: Friagem surpreende e termômetros registram 14°C na madrugada

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A intensidade do frio que fez nesta virada de mês surpreendeu em Tangará da Serra e em toda metade sul do estado de Mato Grosso. Na madrugada desta sexta-feira, os termômetros desceram aos 14°C, com intensa garoa.

Por volta das 08h30, os termômetros registravam 16 graus celsius, contrariando os mais céticos quando do anúncio da chegada desta frente fria, pelo Enfoque Business, na última segunda-feira (28).

A friagem – atípica para o período – é resultado de uma massa de ar polar que adentrou o continente atingindo os estados do Sul do Brasil, em São Paulo e Mato Grosso do Sul, em parte de Mato Grosso, Acre e Rondônia.

As temperaturas máximas não passam dos 26°C nesta sexta-feira e deverá persistir ao menos até amanhã (sábado, 02), com mínimas de 16 graus celsius. As temperaturas voltam a subir a partir do próximo domingo, segundo o Clima Tempo.

As mesmas condições climáticas ocorrem no Chapadão, em Campo Novo do Parecis e Sapezal, na região abaixo da Serra de Tapirapuã, desde Nova Olímpia/Barra do Bugres até a Baixada Cuiabana.

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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