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Tangará da Serra: Feirantes usam Pix para facilitar vendas e já percebem incremento

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Tecnologia, agilidade, simplicidade e segurança. Este conjunto de vantagens está levando muitos agricultores familiares que atuam na Feira do Produtor de Tangará da Serra a adotarem o Pix na comercialização dos seus produtos.

A iniciativa partiu do produtor Valdeci Ferraz Aquino, que tem propriedade na Linha 12, localidade de Gleba Juntinho, e é vice-presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra. “Ouvi a sugestão de alguns amigos e fui conferir no banco. Vi que é um sistema bom e, então, nós (os feirantes) conversamos e resolvemos trazer para cá”, conta o feirante. Ele informa que o mesmo sistema também está disponível na Feira da Vila Alta.

Hoje, apenas 40 dos 290 feirantes da Feira do Produtor do Centro aderiram ao sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. Mas há mais feirantes interessados, inspirados nos colegas que adotaram o Pix e já perceberam as vantagens de um sistema instantâneo, simples e gratuito.

Valdeci conta com a ajuda das filhas Vanessa (dir), Camila e Kelline no trabalho realizado na Feira. Pix favorece vendas.

Muitos consumidores agradecem, pois o PIX dispensa a necessidade de andar com dinheiro em espécie e, de quebra, dispensa o troco. “É mais seguro nesta pandemia”, observa Valdeci, que se mostra satisfeito com o uso da tecnologia e garante já ter percebido incremento nas vendas. “Acho que já deu uns 30% a mais, mas dali a pouco já chega aos 50%”, aposta.

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Ele conta com o apoio das filhas Vanessa, Camila e Kelline nos trabalhos do box 81-C da Feira do Produtor do Centro. A atividade ajuda a bancar os cursos da faculdade Unic das três moças. Vanessa se forma em Fisioterapia ainda este ano. Camila também cursa Fisioterapia, enquanto Kelline escolheu o curso de Nutrição.

Facilidade

O Pix é uma função que aparece no aplicativo de celular dos clientes de bancos. Na hora de efetuar o pagamento, basta escolher o Pix no aplicativo e capturar a imagem do QR Code mostrado na plaquinha sobre o balcão. A transferência do valor exato é instantânea da conta do consumidor para a conta do feirante.

Eleição

Valdeci Ferraz Aquino não esconde sua paixão pelo trabalho na Feira. “Estou aqui há cinco anos e vejo que trazemos nossos produtos direto do campo, com dedicação, para oferecer qualidade à nossa clientela. Muitos daqui saem da cama à 01h00 da manhã para colher um pé de alface e oferecer esse produto fresquinho, aqui na Feira”, conta.

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Atual vice-presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra, Valdeci colocou seu nome à disposição como pré-candidato à eleição que definirá a nova diretoria da entidade, no próximo dia 30. Nesse dia, um domingo, haverá na Feira, das 07hs às 11hs, uma urna para recepção dos votos.

Ainda sem saber de outros possíveis postulantes no pleito, Valdeci diz que pretende registrar sua chapa nos próximos dias e já tem seu planejamento, caso seja eleito. Ele projeta ações de marketing para uma maior divulgação dos produtos oferecidos nas feiras do Centro e da Vila Alta. Também defende a pintura da estrutura e a reforma do piso.

Outra bandeira de Valdeci é a regularização do imóvel da Feira do Centro. “O imóvel não está regular, e isso impede nosso acesso a verbas de convênio, por exemplo”, disse. A reorganização dos estacionamentos no entorno da Feira também está na pauta de Valdeci.

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Brasil deverá ter moeda digital emitida pelo Banco Central; Setor privado será consultado

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O Brasil poderá ter uma moeda digital emitida pelo Banco Central (BC), como uma extensão da moeda física. O BC anunciou, hoje (24), em Brasília, as diretrizes para a criação da moeda no país.

Em nota, a instituição disse que “tem promovido discussões internas e com seus pares internacionais visando ao eventual desenvolvimento” da moeda. Segundo o BC, a moeda deve “acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica da economia brasileira”.

O coordenador dos trabalhos sobre a moeda digital do Banco Central, Fabio Araujo, explicou a moeda digital será diferente das criptomoedas. “Os criptoativos, como o Bitcoin, não detém as características de uma moeda mas sim de um ativo. A opinião do Banco Central sobre criptoativos continua a mesma: esses são ativos arriscados, não regulados pelo Banco Central, e devem ser tratados com cautela pelo público”, disse.

Ele acrescentou que a moeda será garantida pelo Banco Central e a instituição financeira vai apenas guardar o dinheiro para o cliente que optar pela nova modalidade.

Diretrizes

Entre as diretrizes estão a ênfase na possibilidade de desenvolvimento de modelos inovadores a partir de evoluções tecnológicas, como contratos inteligentes (smart contracts), internet das coisas (IoT) e dinheiro programável; a previsão de uso em pagamentos de varejo; e a capacidade para realizar operações online e eventualmente operações offline.

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A distribuição ao público será intermediada por custodiantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), sem remuneração às instituições financeiras pelo BC.

Também deverá ser garantida a “segurança jurídica em suas operações” e a “aderência a todos os princípios e regras de privacidade e segurança determinados, em especial, pela Lei Complementar nº 105, de 2001 (sigilo bancário), e pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”.

De acordo com o Banco Central, a tecnologia de criação da moeda deve “seguir as recomendações internacionais e normas legais sobre prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa, inclusive em cumprimento a ordens judiciais para rastrear operações ilícitas”. A moeda também deve permitir pagamentos em outros países.

Cronograma

Na nota, o BC diz ainda que é preciso aprofundar a discussão com o setor privado antes de definir um cronograma de implementação da moeda. “O diálogo com a sociedade permitirá uma análise mais detalhada não apenas de casos de usos que possam se beneficiar da emissão de uma CBDC [sigla em inglês referente a Central Bank Digital Currencies, moedas digitais emitidas pelos bancos centrais], como também das tecnologias mais adequadas para sua implementação”.

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Segundo Araujo, a expectativa é que sejam reunidas as condições necessárias para que a implementação da moeda em “dois ou três anos”. “As condições são a tecnologia e segurança que atendam às diretrizes que foram determinadas hoje pelo Banco Central”, disse.

(Agência Brasil)

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