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Sistema Sepotuba: Samae aguarda ‘LI’ da Sema; Conclusão em sete meses após licitação

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) analisa os projetos do sistema de captação de água bruta do rio Sepotuba para tratamento e abastecimento em Tangará da Serra. A informação é do diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Heliton Luiz de Oliveira.

Segundo ele, a análise estava paralisada em razão de uma atualização que a autarquia procedeu no projeto específico de captação. “Houve uma alteração e por isso a análise estava parada”, relatou Heliton. Segundo ele, com a atualização, a análise prossegue concessão da licença de instalação (LI) pela pasta estadual é uma questão de tempo.

Heliton, diretor do Samae: “Saindo a LI começamos a obra, vamos assentar os tubos com equipe própria”.

A concessão da LI dará o start para a licitação, que será fracionada. Haverá um certame para o sistema de captação, outro para a subestação de energia e outra para o assentamento dos tubos, com linha sobre o solo e, também, sob a rodovia (MT-358), sendo este trabalho realizado conjuntamente por equipes do próprio Samae e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra). “Com o fracionamento, teremos mais rapidez no processo”, justificou Heliton Oliveira.

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Concluídas as licitações, a obra será iniciada e o prazo de conclusão será de sete meses. “Teremos várias frentes de trabalho para agilizar a obra”, completou o diretor da autarquia.

A obra é uma das prioridades da gestão do prefeito Vander Masson (PSDB) e muito cobrada pela população em geral. A partir da licença de instalação, o sistema estará em vias de ser, finalmente, viabilizado.

Cobrança

Considerando que as obras terão um cronograma de execução de sete meses a partir da conclusão dos certames licitatórios, a tendência é que, na melhor das hipóteses, o sistema esteja apto para operação a partir de dezembro próximo.

Na Câmara Municipal, alguns vereadores externaram preocupação com o andamento das obras, temendo possível desabastecimento de água neste período de estiagem.

Fabão, sobre desabastecimento de água: “Nesse ano eu não vou aceitar”.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Fábio brito (PSDB), foi taxativo em relação ao tema. “Ano passado todos nós enfrentamos esse problema de falta de água, mas nesse ano eu não vou aceitar”, declarou, na tribuna livre, durante a última sessão ordinária do Legislativo.

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O vereador Ademir Anibale (MDB), por sua vez, também demonstrou preocupação e pediu ao diretor do Samae a apresentação de um cronograma de trabalhos. “Queremos esse posicionamento do Samae, para nos dar com mais certeza uma resolução disso”, declarou, na tribuna livre.

Anibale disse, ainda, que a programação solicitada ao Samae tem por finalidade esclarecer quais os caminhos a serem seguidos pelo município para enfrentar o período de estiagem que já iniciou. “Do Sepotuba não virá água, então, qual é a alternativa? Precisamos saber da programação do Samae, se a água virá do Russo, se o Queima Pé será suficiente.”, questionou.

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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