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Economia & Mercado

Setor de materiais de construção sofre com queda nos estoques provocada pela pandemia

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A redução da atividade industrial e a quase paralisação da economia em razão da pandemia do novo coronavírus ainda mostra muito fortemente seus efeitos em todo o país. Desabastecimento e alta nos preços são os principais reflexos sentidos em muitos setores, como o da construção civil.

É a conta que chega em resposta às frases mais ouvidas no início da pandemia, como “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”.

Materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões, estão entre os que mais preocupam.

Em Tangará da Serra, as lojas de materiais de construção sentem as consequências da redução da atividade industrial em seus estoques. Além disso, os estabelecimentos precisam atualizar os preços, já que o custo das mercadorias subiu, em alguns casos mais de 50%. No final das contas, o maior prejudicado sempre acaba sendo o consumidor, que precisa abrir ainda mais o bolso na hora de construir e reformar.

Os materiais que mais preocupam quanto aos estoques são o ferro, ferramentas e equipamentos, além de materiais que levam aço e cobre, como fios e cabos.

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A indústria de louças e cerâmicas – inclusive pisos – também tem dificuldades em atender pedidos, assim como forros, telhas de fibrocimento e materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões.

Conforme já publicado pelo Enfoque Business, a falta desses materiais e seus insumos ocasiona a alta de preços, obedecendo a lei da oferta e da procura.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC), os indicadores imobiliários nacionais do quarto trimestre de 2020 mostram que o aumento dos preços do material de construção e as ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor, em especial os empreendimentos dos imóveis ligados aos programas habitacionais populares, voltados para famílias com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

Recuperação

Segundo pesquisa Agenda 2021, da consultoria Delloite, a maioria dos executivos brasileiros apostam em uma retomada da atividade econômica em 2021. Uma parcela de 42% dos entrevistados acredita que, neste ano, a atividade econômica no Brasil voltará a ser igual ao nível pré-crise da covid-19, enquanto 18% acreditam que haverá crescimento e que a atividade econômica será superior ao nível pré-pandemia.

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No entanto, há uma parcela importante que se mostra mais pessimista. Entre os pesquisados, 37% acham que a economia não terá grande recuperação em 2021, ficando abaixo do nível de antes da crise causada pelo novo coronavírus. Apenas 3% dos entrevistados disseram esperar que a economia terá queda em relação ao fechamento de 2020.

Segundo especialistas, uma condição que deverá embasar a recuperação é a vacinação contra o novo coronavírus. Porém, a lentidão no país na distribuição dos imunizantes representa atraso na recuperação econômica projetada para este ano.

Mas, apesar do atraso, as coisas parecem se encaminhar, já que Anvisa começou a aprovar as vacinas para uso. Ontem (terça, 23), a Anvisa aprovou o registro definitivo da vacina da Pfizer/Biontech contra a Covid-19.

Conforme comunicado divulgado pela agência, foi “comprovada a segurança, qualidade e eficácia” do imunizante, “aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores”.

Vacinas de outros fabricantes, como a Coronavac e Oxford, também estão com suas aprovações encaminhadas.

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Economia & Mercado

Preço da gasolina deverá sofrer redução de 21%; Etanol já tem preços mais baixos no MT

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Os preços dos combustíveis derivados de petróleo e o etanol deverão ficar mais em conta aos consumidores de todo o Brasil. Em Mato Grosso já há combustíveis a preços menores e em Tangará da Serra os primeiros efeitos das reduções começarão a ser sentidos nos postos no final desta semana.

Ontem (terça, 28), o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou que o preço do litro da gasolina cairá para R$ 5,84. A declaração foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O encontro, solicitado pelo deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), teve como objetivo avaliar os reajustes dos preços do combustível e da energia elétrica.

“Quando você olha a Lei Complementar 194 [de 2022] mais a ADI [Ação Direta de Inconstitucionalidade] 7.164, nós estamos dizendo o seguinte: que o preço [do litro] da gasolina, que hoje é R$ 7,39, vai cair para R$ 5,84. Uma queda de 21%”, disse Sachsida. A declaração ocorreu enquanto apresentava a estimativa de impacto das duas medidas sobre o valor médio nacional do combustível. Porém, o titular de Minas e Energia não citou a partir de quando a redução poderá ser percebida pelos consumidores.

O ministro sustentou o argumento que prevê a redução no preço com base no Projeto de Lei Complementar n° 18, de 2022 (PLP 18), quando exibiu a composição dos impostos sobre a cobrança de energia elétrica. “Não dá para um bem tão essencial à população brasileira ter uma carga tributária tão alta. Com todo respeito que eu tenho aos estados, mas o PLP 18 foi uma tremenda iniciativa e, realmente, vai ajudar muito o povo brasileiro”, pontuou.

Em Tangará da Serra, a redução dos preços ainda não ocorre em razão dos estoques dos postos, que ainda comercializam combustíveis adquiridos das distribuidoras com incidências tributárias normais. Por enquanto, em Mato Grosso, não está liberada a redução do ICMS sobre os combustíveis derivados de petróleo, mas já está confirmada a redução no PIS/Cofins.

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Etanol

Por sua vez, o etanol já é comercializado com preços reduzidos em Mato Grosso. Ao contrário da gasolina, que sofre seguidas altas, com o litro ultrapassando a casa dos R$ 7, o etanol faz o caminho inverso, ficando abaixo de R$ 4,00 em muitos postos do estado, sobretudo na capital.

Depois de seguidas baixas, o combustível – cuja cotação não segue a volatilidade do petróleo, uma vez que pode ser feito da cana ou milho – tem sido encontrado com mais de R$ 3,00 de diferença no litro, em relação a gasolina.

Há postos vendendo o combustível a R$ 3,85 o litro, em Cuiabá. É a primeira vez, em meses, que o consumidor sentirá, na prática, os efeitos da política de venda direta do etanol aos postos de combustíveis.

Em Tangará da Serra, segundo informações levantadas pelo Enfoque Business, o etanol terá, ainda esta semana, uma redução média de R$ 0,24.

a redução dos preços ainda não ocorre em razão dos estoques dos postos, que ainda comercializam combustíveis adquiridos das distribuidoras com incidências tributárias normais. Por enquanto, em Mato Grosso, não está liberada a redução do ICMS sobre os combustíveis derivados de petróleo, mas já está confirmada a redução no PIS/Cofins.

Até pouco tempo atrás, o etanol tinha que, obrigatoriamente, passar pelas centrais de distribuição controladas pela Petrobrás, o que fazia com que o combustível acompanhasse a tendência de altas da gasolina.

Uma Medida Provisória enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que já defendia a desvinculação como deputado, acabou aprovada no Congresso Nacional, em 2021, permitindo o fim do monopólio de comercialização da estatal.

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Desde que os carros flex começaram a ser fabricados, gasolina e etanol ganharam contornos de concorrentes diretos, com o adendo de que o segundo, além do atrativo de preço, tem o apelo de ser um combustível mais limpo e menos nocivo ao meio ambiente.

Petrobrás

O ministro de Minas e Energia apresentou também números relacionados ao desempenho da Petrobras e comparou a estatal com outras petrolíferas do mundo. Sachsida destacou a composição acionária da empresa, destacando que 36,6% do capital total pertence ao governo federal, ao BNDES e ao BNDESPAR. “O governo federal tem o controle porque tem 50,2% das ações ordinárias. Mas notem que é uma empresa de capital aberto e tem que ser respeitada. Nós não temos tanta liberdade assim como, algumas vezes, as pessoas colocam”, ressalvou.

Na audiência pública, o ministro afirmou que sanções adotadas em razão do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que acontece há mais de quatro meses, influenciam no aumento do preço do diesel no Brasil.

“Nós não somos autossuficientes em diesel por um motivo simples, porque as quatro refinarias começadas em governos passados – uma delas que o TCU [Tribunal de Contas da União] disse que teve uma perda de R$ 47 bilhões – não foram concluídas”, criticou. O ministro acrescentou que “os tributos federais já estão zerados tanto no diesel como no GLP, na gasolina e no etanol”, em função do PLP 18. “Realmente, existe um peso muito grande dos tributos estaduais sobre o preço do combustível”, considerou Sachsida.

(Redação EB, com informações de R7, InfoMoney e Minuto MT) 

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