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Samae retoma abastecimento 3 dias/semana; Clima frustrante prevê máximo de 90 mm

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O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) anunciou ontem (domingo, 29.11) a retomada do abastecimento de água em três dias por semana em toda a área urbana de Tangará da Serra.

As condições para a retomada foram garantidas após a início dos trabalhos de transposição de água por caminhões-pipa do rio Sepotuba para a Estação de Captação, Tratamento e Distribuição de Água (ETA) no rio Queima Pé. (Veja, ao final do texto, o cronograma de abastecimento por bairro).

De acordo com o cronograma do Samae, o abastecimento nos bairros acontecerá de forma intercalada, com parte da cidade recebendo água ás segundas, quartas e sextas e, outra, às terças, quintas e sábados. Domingo não haverá abastecimento, com o dia dedicado ao suprimento de água bruta na ETA pelos caminhões-pipa.

O retorno das chuvas, apesar da frustração proporcionada pelos volumes aquém do esperado, também tem representado um alento ao sistema de abastecimento do município.

Clima adverso

De fato, o clima não tem correspondido às expectativas e faz a cidade reviver o histórico recente da pluviometria local, reprisando, em especial, o período chuvoso frustrante de 2020/2021. Ou seja, as ocorrências de chuvas em Tangará da Serra se mostram irregulares e as previsões da meteorologia não se cumprem.

Precipitações tem sido esparsas em Tangará da Serra e indicam nova crise hídrica para 2022.

As chuvas para outubro e novembro ocorreram em apenas um terço do previsto e a população de Tangará da Serra já vê com desconfiança toda e qualquer projeção da meteorologia, antevendo mais um período decepcionante de chuvas. Com isso, o município tende a passar por mais uma crise hídrica em 2022, talvez amenizada com a entrada em operação do sistema Sepotuba.

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Segundo informações do Samae, a previsão para esta semana (até domingo) em Tangará da Serra não chega a 90 milímetros acumulados.

Já o portal Clima Tempo prevê um volume ainda menor para a semana. De hoje a domingo, o site especializado em meteorologia prevê pouco mais de 70 milímetros em volume acumulado.

As previsões meteorológicas do Clima Tempo indicam, ainda, um período sem chuvas entre o próximo sábado (04.12) e a quinta-feira, dia 09.

Confira, na sequência, o cronograma de abastecimento:

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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