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Roubos de cargas de grãos entre Campo Novo e Rondonópolis causam temor entre caminhoneiros

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O alto valor das cargas de grãos tem despertado a cobiça de criminosos nas principais regiões produtoras de Mato Grosso.

Diante desta conjuntura, reduzir a marcha ao se aproximar de quebra-molas tem representado um pesadelo aos caminhoneiros que trafegam pelas rodovias na malha viária entre o município de Campo Novo do Parecis, no Chapadão, e Rondonópolis, no sul do estado.

Quadrilhas de assaltantes realizam abordagens a caminhões quando estes têm a velocidade reduzida ao passar pelos quebra-molas. Alguns acessam a carreta pela carroceria e outros sobem junto às portas dos motoristas e dos caroneiros, armados, forçando a rendição destes trabalhadores.

Localidade de Currupira é um dos locais preferidos da quadrilha.

Após dominarem os caminhoneiros, os bandidos, armados, os imobilizam e, na maioria das vezes, os amarram em matas fechadas e levam os caminhões, apoderando-se das cargas e abandonando os veículos em algum lugar ermo.

Na região polarizada por Tangará da Serra, os maiores riscos estão nas MTs 246 e 343, no trecho Currupira e Barra do Bugres.

Seguidas ocorrências

Segundo o presidente da Associação dos Proprietários de Caminhões de Transporte de Tangará da Serra (APCTTS), Edgar Laurini, nas últimas semanas foram registradas várias ocorrências destes assaltos. Somente esta semana, três caminhões foram interceptados, dois na região de Barra do Bugres, no trecho que inclui as localidades de Bauxi, Currupira e Assari.

Caminhões roubados pela quadrilha e abandonados após descarga.

Houve, ainda, tentativas de assaltos a uma carreta que transportava soja de Campo Novo do Parecis e outra com caroço de algodão carregada em Sapezal.

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Ontem à noite, uma carreta foi alvo dos bandidos na região de Campo Verde, na Serra de São Vicente, proximidades de um pedágio da BR-163. Os criminosos renderam o motorista e amarraram-no numa mata fechada, onde permaneceu imobilizado entre as 02h00 até por volta das 08h00, quando conseguiu se livrar das amarras. “Ele não foi agredido fisicamente, mas passou muito frio esta madrugada”, relatou o presidente da APCTTS.

Receptação

Edgar Laurini destaca que o interesse dos assaltantes está claramente voltado às cargas, em razão do alto preço de produtos como a soja. “É uma quadrilha, pois estas cargas são receptadas em algum lugar próximo. Tem alguém comprando estes grãos”, observa o líder dos caminhoneiros, que entre as providências adotadas consta um ofício encaminhado ao governo do Estado pedindo a retirada de quebra-molas no trecho entre Currupira e Barra do Bugres, como os que existem na passagem pela “Palhoça”, localidade onde há um restaurante, nas proximidades de Currupira, localidade da região da Serra das Araras.

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Traumas e restrições

Laurini conta que, embora não tenha havido violência física contra os caminhoneiros, fica o trauma por ficarem sob a mira de armas e, também, ao serem amarrados em locais de mata, além do prejuízo material.

Criminosos também costumam agir na localidade de Assari, distrito de Barra do Bugres.

Outro problema relatado por Edgar Laurini está relacionado às restrições impostas pelas empresas seguradoras aos caminhoneiros vítimas destes assaltos. “Estes profissionais ficam como suspeitos de envolvimento nos roubos, fazendo com que fiquem meses sem poder carregar seus caminhões. Então, há muitas consequências negativas para estes colegas com os crimes destes bandidos”.

Segundo informações levantadas pela redação do EB, os roubos de cargas já estão sob investigação da Polícia Federal e, também, da Polícia Judiciária Civil, através das unidades DERF (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) nos municípios das regiões de ocorrência destes crimes.

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Anvisa alerta que testes de covid não detectam anticorpo, nem eficácia das vacinas

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A Anvisa divulgou esta semana um alerta reforçando que testes de covid -19 não comprovam a proteção da vacina. A Agência lembra que estes testes não devem ser usados para medir o nível de proteção contra o coronavírus após as pessoas se vacinarem.

O alerta da Anvisa informa que os testes de identificação da covid-19 registrados no país, vendidos até em farmácia, não tem a finalidade de indicar se a pessoa está protegida do vírus. Só confirma se a pessoa foi infectada ou não. Segundo a agência, esses testes não verificam o nível de proteção que cada pessoa tem contra a doença.

A Anvisa reforça que nenhum teste que detecta a presença de anticorpo (seja neutralizante, IGM, IGG ou outro) dão a garantia de imunidade e nem atestam qualquer nível de proteção contra a covid.

O professor da Universidade de Brasília, Wender Silva diz que, como estes testes não identificam a presença da proteína do coronavírus que a vacina combate, não conseguem medir a eficácia dos imunizantes. O professor Wender Silva reforça que, uma vez aprovadas, não é necessário se preocupar se as vacinas são eficazes e seguras.

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A Anvisa ainda alerta que não existe, até o momento, estudos indicam a quantidade de anticorpos neutralizantes necessária para garantir a proteção contra a covid-19. Esses anticorpos são os que evitam a entrada e multiplicação do coronavírus. E que também é preciso desenvolver outras pesquisas científicas para avaliar qual o grau de proteção é necessário contra a doença.

Para a Agência, ainda é preciso adotar as medidas preventivas contra o coronavírus, com uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social, mesmo após a vacinação.

(Agência Brasil)

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