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Economia & Mercado

Risco de crise energética justifica investimentos em hidrelétricas; Região tem seis projetos

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O risco de uma crise energética por consequência das sucessivas estiagens é motivo de grande preocupação nas esferas de governo e nos setores da economia no Brasil. Afinal, a energia elétrica é insumo básico para a atividade econômica e mola propulsora do desenvolvimento do País.

As hidrelétricas são responsáveis por 65% da matriz energética do país atualmente. Por força do período de grande baixa nas chuvas, que influencia diretamente o funcionamento das unidades geradoras, a tendência é de racionalização do consumo. Tal circunstância leva à necessidade de uma otimização da geração e transmissão de energia elétrica, com novos investimentos no setor hidrelétrico e, também, em alternativas de produção de energias renováveis que contribuem para a melhor sustentabilidade do meio ambiente brasileiro.

Em recente entrevista concedida à Gazeta do Povo, do Paraná, o presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, destaca que essa conjuntura deve impulsionar a discussão sobre a importância de novos investimentos em geração hidrelétrica, inclusive considerando projetos com ampla capacidade de reservatórios. “Se o país pretende preservar uma matriz limpa e renovável, é fundamental que se volte a considerar a plurianualidade dos reservatórios como premissa para assegurar tarifas mais acessíveis, segurança e confiabilidade na geração de energia elétrica”, afirmou.

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Segundo o governo federal, apenas um terço do potencial hidráulico do Brasil está sendo explorado, o que abre a possibilidade de um significativo crescimento na área. No caso específico das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o potencial existente é de 25 mil megawatts (MW). Hoje, existem mais de 9 mil MW em projetos já desenvolvidos na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São aproximadamente 600 empreendimentos que, juntos, possibilitariam um volume de investimentos de R$ 75 bilhões.

Solução e dificuldades

Somente para Tangará da Serra – cujo território tem grande potencial para geração de energia hidráulica – há seis projetos de construção de hidrelétricas. Além da geração de energia para a região, as unidades geradoras significam empregos e impostos, além de proteção ambiental na área onde estão instaladas.

Somente para Tangará da Serra – cujo território tem grande potencial para geração de energia hidráulica – há seis projetos de construção de hidrelétricas.

Na entrevista concedida à Gazeta do Povo no último dia 10, o presidente da Abragel afirmou que há uma visão equivocada em relação à energia hidráulica, o que resulta em dificuldades para viabilizar esses projetos. “É uma fonte que gera energia limpa, renovável, ambientalmente sustentável, que proporciona empregos e paga impostos aqui no país, já que sua cadeia produtiva é 100% nacional, além de competitiva quando se trata de impacto na tarifa paga pelo consumidor”, confirma.

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Política pública

Água na estiagem: Reservatórios de hidrelétricas podem servir de fonte alternativa de abastecimento.

Ainda segundo Lenzi, é importante apostar e trabalhar na construção de uma política pública mais voltada para o segmento das centrais hidrelétricas até 50 MW e de um processo de licenciamento ambiental mais justo. “O licenciamento ambiental é, ainda, um processo complexo e sem previsibilidade. Obter uma licença ambiental para uma PCH é um grande desafio e um desestímulo ao investimento. É muito importante que uma fonte que explora bens de uso público e que possui significativos atributos para o sistema tenha um programa de contratação específico que assegure perspectiva e perenidade para os empreendedores”, avaliou.

Vale destacar que o Brasil é privilegiado em recursos naturais, principalmente hídricos, o que torna o país muito favorável para investimentos na área. Segundo o próprio setor elétrico, já há avanços significativos nesse sentido, com um volume representativo de empreendimentos hidrelétricos. Estes, vale frisar, são responsáveis por cerca de 60% do volume de energia elétrica gerado no país.

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Economia & Mercado

Diesel e gasolina ainda sem alíquota reduzida de ICMS; Altas em 2021 chegaram a 44%

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A gasolina e do diesel em Tangará da Serra ainda estão sendo comercializados com incidência de alíquota de 25% e 17% de ICMS, respectivamente.

Os preços já com as alíquotas reduzidas de 23% e 16% serão praticados somente após as primeiras aquisições de cargas pelos postos de combustíveis. A informação foi levantada pelo Enfoque Business junto a estabelecimentos.

A redução de 2% na alíquota de ICMS representará de R$ 0,10 a R$ 0,14 a menos no preço do litro da gasolina nas bombas, assim que passar iniciar a comercialização dos novos estoques.

Desde o último sábado (01/01/2022) vigora o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) implementado pelo Governo de Mato Grosso sobre a energia elétrica, a comunicação, o gás industrial, a gasolina e o diesel.

As reduções das alíquotas estão determinadas pela Lei Complementar nº 708, sancionada pelo governador Mauro Mendes em dezembro.

No país

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum subiu 44,3% e o do diesel, 44,6%, nos postos de combustíveis do país em 2021.

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A gasolina começou o ano, em janeiro passado, com o valor médio de R$ 4,622 enquanto o diesel estava em R$ 3,696 o litro. Em dezembro, os combustíveis fecharam o ano com uma média de R$ 6,670 e R$ 5,347 respectivamente.

O preço dos combustíveis foram um dos principais motivos para a alta da inflação em 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) terminou 2021 com alta de 10,42%, valor quase três vezes acima da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%.

Só em dezembro, a alta do IPCA-15 foi influenciada, principalmente, pelos preços dos combustíveis (+3,4%) e, em particular, da gasolina (+3,28%). Além disso, os preços do etanol (+4,54%) e do óleo diesel (+2,22%) também subiram, embora as variações tenham sido menores que as do mês anterior (7,08% e 8,23%, respectivamente).

(Redação EB, com informações de R7)

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