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Agronegócio & Produção

Relator avalia que, apesar dos vetos, lei que cria Fiagro será nova revolução no agronegócio

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Sancionada pela Presidência da República semana passada, a lei que institui os Fundos de Investimentos das Cadeias Agroindustriais (Fiagro) marca uma nova revolução no financiamento da agropecuária brasileira.

A avaliação foi feita pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT), relator da matéria no Senado. O parlamentar pondera, no entanto, que os vetos a trechos do texto tiram a competitividade do fundo e precisam ser revistos no Congresso Nacional.

No total, quatro pontos da lei foram suprimidos atendendo recomendação do Ministério da Economia. Em linhas gerais, eles isentavam a cobrança do imposto de renda dos investidores. Para Fávaro, embora o posicionamento da equipe econômica seja compreensível, os ganhos possíveis com o Fiagro retirarão despesas do Governo Federal com o financiamento dos recursos emprestados como Plano Safra.

Para Fávaro, a nova alternativa junta investidores que hoje contam com baixa remuneração em outras opções e produtores rurais que pagam alta taxa de juros.

“Temos que partir do princípio que o Fiagro tem como uma de suas finalidades tirar do Governo Federal o subsídio que é dado todos os anos para financiar a agropecuária. Hoje há um déficit fiscal com este financiamento e os fundos, sendo viáveis e competitivos, vão compensar esta perda”, ressalta o parlamentar.

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Fávaro pontua ainda que os vetos tiram sim a competitividade do Fiagro em relação a outras alternativas para os investidores. “Por isso defendo que haja um debate no Congresso Nacional para demonstrar ao governo que a alternativa copia os fundos imobiliários, que deram tão certo no Brasil, e vai tirar gradativamente das costas do governo a subvenção necessária atualmente”.

Para o senador, a nova alternativa junta investidores que hoje contam com baixa remuneração em outras opções e produtores rurais que pagam alta taxa de juros. “Hoje, a poupança paga cerca de 1,5% ao ano aos poupadores. Já as taxas cobradas no custeio por meio do Plano Safra chegam a 7%. Se o fundo pagar ao investidor 3,5% ao ano ele passa a ganhar mais que o dobro da poupança e o produtor passa a pagar metade do que paga em juros. O Fiagro vai dar rentabilidade para as duas pontas. Todo mundo ganha”.

A nova lei permite aos investidores o aporte de recursos no setor por meio de ativos do agronegócio. Os Fiagros serão geridos por instituições do mercado financeiro, que farão a captação destes investidores. Estimativas do mercado financeiro apontam que os Fiagros deverão receber aporte de R$ 1 bilhão apenas nos primeiros meses, beneficiando pequenos e médios produtores, que pagam taxas de juros altas no financiamento de suas atividades.

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(Assessoria)

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Reflexão, perdas com chuva e seca, projeções e entrevistas são destaques

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Os recorrentes problemas com o escoamento da safra de soja no período chuvoso em Mato Grosso, as perdas em lavouras por causas climáticas, as projeções de boas colheitas e entrevistas são os destaques do Momento Agrícola deste sábado (15).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Reflexão

Os problemas na colheita da soja em Mato Grosso renderam uma reflexão pelo Momento Agrícola. As situações negativas ocorrem em duas frentes: na colheita e no transporte da safra.

Dificuldades no transporte da safra durante período chuvoso é tema de reflexão.

O excesso de chuvas é o pivô destes problemas. Em primeiro lugar, as precipitações impedem que as máquinas adentrem nas lavouras para colher. Em segundo lugar, as chuvas danificam as estradas, dificultando o escoamento da produção.

Neste contexto, Ricardo Arioli faz um duro questionamento sobre a aplicação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), cujos recursos são destinados, em parte, para manutenção das estradas.

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Ainda quanto ao Fethab, Ricardo Arioli comenta sobre a atuação das entidades representativas do produtor rural em questões como esta. Vale a pena ouvir a abordagem, logo no início do primeiro bloco.

Perdas

Se em Mato Grosso os problemas são as chuvas em excesso, no Sul do Brasil a situação é inversa, com a estiagem causando perdas significativas nas áreas produtoras.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, já determinou uma força tarefa para avaliar todas as situações e disponibilizar mecanismos, como o seguro agrícola e outras opções.

Este é outro tema abordado no Momento Agrícola, ainda no primeiro bloco.

Outras

O Momento Agrícola comenta outras notícias relevantes no ambiente do Agro. Um deles é que, apesar dos problemas climáticos, as previsões da CONAB e do USDA são de colheitas no Brasil bem acima do esperado pelo mercado.

Outro assunto abordado refere-se aos preços da arroba bovina negociados em São Paulo, que estão se mantendo acima dos R$ 330 desde o início do ano, motivados pela retomada das importações da China.

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Outras atrações do Momento Agrícola são as entrevistas. No segundo bloco, Arioli conversa com Odilon Lemos, da Embrapa, sobre “Oportunidades em Soja Não Transgênica”. No terceiro e no quarto blocos, respectivamente, os assuntos abordados são “Oportunidades em Feijões e Pulses”, com Marcelo Lüders, do IBRAFE; e “Quebramento e Apodrecimento de Vagens na Soja do MT”, com Leandro Zancanaro,

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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