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Recuperação de rebanhos e metas de autossuficiência da China deverão forçar para baixo os preços da carne

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A China deve movimentar o mercado de proteínas e provocar uma queda nos preços nos próximos anos, mostra relatório da Ágora Investimentos enviado a clientes na segunda-feira (28). A Ágora é uma das grandes corretoras de valores do Brasil na atualidade.

De acordo com a consultoria, informações do Conselho de Estado chinês revelam que o país asiático tem como meta 95% da autossuficiência em carne suína. A China também busca a autossuficiência básica em aves e ovos.

A peste suína africana encolheu os plantéis de suínos da China quase pela metade em 2019, o que impulsionou as importações e elevou os preços da carne suína a nível recorde.

O governo do presidente Xi Jinping lidera uma campanha para aumentar a eficiência e a segurança do setor de alimentos, reduzir o desperdício e aumentar o peso do abastecimento doméstico.

“Embora algumas dessas metas pareçam agressivas (por exemplo, entendemos que a China tem restrições de terra e água para o crescimento da produção de carne bovina), observamos que nosso cenário base assume uma queda cíclica para todos os preços de proteínas após 2021, conforme a China se recupera da peste suína africana”, dizem os analistas Leandro Fontanesi e Ricardo França.

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Eles estimam que a autossuficiência da China (participação da produção doméstica no consumo total) neste ano é de 89% para carne suína, 96% para frango e 72% para carne bovina.

Se as metas do governo chinês forem atingidas, tudo indica que as importações de carne da China podem cair à medida que o país aumenta a produção de proteína.

Reflexos em soja e milho

Já a XP lembra que o crescimento do rebanho de suínos impulsionaria as compras internacionais de soja e grãos para ração. Isso ocorreria em um momento em que a China já é o maior comprador de soja e caminha para se tornar o maior importador de milho do mundo, afirma.

Para a corretora, o plano se trata de uma política de longo-prazo que reflete questões de soberania nacional e segurança alimentar do país.

“Na nossa visão, a questão central não é se o governo chinês será capaz de cumprir tal plano ou não, mas sim se a produção local se tornaria competitiva o suficiente versus as importações de países com melhores condições climáticas, maior oferta de grãos, etc.”, argumentou.

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(Fonte: Money Times)

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Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

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O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

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As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

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