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Queima Pé: Recuperação da nascente e chuva ajudam na vazão; Estradas demandam readequação

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Os trabalhos de recuperação da nascente do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, estão fazendo diferença importante já no primeiro ano após as atividades, realizadas em setembro do ano passado.

Rio Queima Pé, à jusante da ETA: 11/07/2021 à esquerda e 30/07/2022 à direita

A diferença na vazão do manancial que abastece a cidade pode ser percebida através de registros fotográficos do Enfoque Business, em 11 de julho de 2021 e no último sábado, 30 de julho de 2022. Nas imagens é possível perceber que há uma diferença a maior na vazão do rio nesse ano, em comparação à verificada ano passado.

As represas da estação de tratamento – ETA Queima Pé – ainda estão cheias, segundo imagens realizadas no sábado (vídeo abaixo)

Além dos trabalhos de recuperação da nascente, outro fator que contribui para a manutenção regular da vazão do rio foi a chuva recebida pela região da bacia do Queima Pé na noite/madrugada dos dias 17 e 18 do mês passado. Foram mais de 100 milímetros de precipitação pluviométrica, surpreendendo a todos em razão da tradicional época de estiagem.

(Veja mais informações sobre os trabalhos de recuperação no link abaixo)

Nascente do Queima Pé recebe revitalização; Área receberá 150 drenos de infiltração (Vídeos)

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O engenheiro agrônomo e consultor ambiental Décio Siebert esteve à frente dos trabalhos de recuperação da nascente do Queima Pé, em setembro/outubro do ano passado. Ele confirma o efeito positivo já verificado na vazão do rio, mas destaca que ainda faltam alguns procedimentos importantes para que, no próximo período de estiagem, o manancial esteja mais robusto e praticamente suficiente para o abastecimento da cidade no período crítico.

Nascente do rio Queima Pé: fotos de 19 de junho.

“Se a estrada for toda levantada e construídas lombadas (passadores), vai acontecer a coleta da quase totalidade da água das chuvas que ocorre nessa área”, observou Siebert. (Veja no mapa as estradas que demandam readequação)

Ele ressalta a importância da grata surpresa da chuva de junho, mas destaca a importância dos trabalhos de recuperação realizados ano passado. “A chuva de junho contribuiu, sim, mas se não tivesse sido feito o trabalho de recuperação da nascente e instalados os intensificadores de recarga do lençol freático, não teria água correndo”

Projeções

Segundo medição no início do leito nas nascentes realizada em 13 de julho, a vazão foi de 26.190 litros/hora no Queima Pé. A aferição foi realizada pelo professor Ibrahim Fantin, representante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

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No entanto, para atender a necessidade de captação do SAMAE para abastecimento da área urbana são necessários 35.000 m3/dia. Ou seja, a capacidade da nascente do Queima Pé, apenas, está muito aquém, daí a necessidade de recuperação das mais de 50 nascentes que compõem a bacia, além da readequação de estradas. “São ações de baixo custo e factíveis… Pra recuperar completamente e cascalhar um quilômetro de estrada, gasta-se em torno de R$ 30.000,00, ou R$ 360 mil para recuperar totalmente os 12 quilômetros de estradas dessa parte da bacia”, calculou, observando que esse valor representa 19% do recurso do Fundo do PSA, que está parado.

Estrada do Queima Pé, proximidades da nascente: Readequação necessária para melhor retenção das águas das chuvas.

Quanto às curvas de nível e a recuperação das nascentes, incluindo a instalação de intensificadores de recarga e a revegetação, seriam gastos, segundo Siebert, algo em torno de R$ 700 mil. “Se forem construídas curvas de nível nas propriedades do entorno, contida a água nas estradas, é um volume muito significativo. Fazendo isso infiltrar, ocorre a recarga em volumes que conseguem aumentar a vazão a níveis satisfatórios”, concluiu.

(Leia detalhes e cálculo da vazão do Queima Pé no link abaixo)

Queima Pé: Infiltração de 12% das chuvas atende demanda; Produtores rurais são essenciais

 

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Mulheres líderes do agro realizam visita técnica à Brasília em visita à CNA, Senar e IPA

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Lideranças femininas do setor agropecuário de Mato Grosso embarcaram nesta quarta-feira (10.08) para uma visita técnica em Brasília. Ao longo dos próximos dias, um grupo com 40 mulheres visitará a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), a sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto Pensar Agro (IPA), entre outras instituições na capital federal.

As atividades fazem parte da programação da Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, a primeira organizada pelo Senar-MT exclusivamente ao público feminino. Ao todo, serão três encontros, de julho a setembro. Nesta segunda etapa, que ocorre em Brasília, as mulheres conhecerão mais sobre a atuação das instituições visitadas, seus representantes e a estrutura dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

A Academia de Liderança reúne produtoras rurais, lideranças sindicais e mulheres que trabalham no setor agropecuário. O objetivo é formar líderes que possam atuar nas mais diversas esferas que envolvem a agropecuária no estado e impulsionar ainda mais o seu desenvolvimento.

No primeiro módulo, que ocorreu em Cuiabá, as participantes aprenderam mais sobre atuação política no agro e autoconhecimento e propósito. Além disso, tiveram a oportunidade de conhecer as áreas de atuação de cada uma das instituições do Sistema Famato: o Senar-MT, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Instituto Agrihub, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e os Sindicatos Rurais.

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Essa é a primeira visita técnica da Academia de Liderança, após o início da pandemia de Covid-19. “Esse momento foi muito aguardado, a pandemia adiou o nosso projeto, mas finalmente conseguimos realizá-lo e estamos muito felizes em poder reunir e fortalecer as mulheres do nosso setor”, afirmou o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia.

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