TANGARÁ DA SERRA

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PT quer palanque no MT e insiste em Carlos Fávaro, do PSD, na disputa pelo Governo do Estado

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O nome do senador Carlos Fávaro (PSD), que coordena a campanha do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República, segue no radar da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para a disputa pelo governo do Estado.

Lula, o líder petista, quer uma candidatura ao governo para ter um palanque que considera ‘forte’, com as presenças do PSD e do PP. Desse palanque participarão os candidatos das proporcionais, entre eles o tangaraense Reck Júnior, do PSD, que apesar de ruralista já caminha junto com o bloco de esquerda liderado pelo PT.

Fávaro deverá confirmar até sexta-feira (05) se encara ou não candidatura ao Paiaguás.

Fávaro já disse ter declinado da possibilidade de encabeçar uma chapa para a disputa pelo Paiaguás, mas o grupo de esquerda insiste na candidatura, tanto que em Mato Grosso o deputado estadual Valdir Barranco (PT) já vem conversando com o senador. “Ele ainda tem quatro anos no Senado, então não tem nada a perder. O que ele não pode é perder essa oportunidade, não deixar para 2026”, disse o parlamentar petista, nesse final de semana, à imprensa estadual. Barranco confirmou à imprensa da capital o contato telefônico entre o presidenciável e o senador.

Leia mais:  Em convenções, PSD, PP e PSB confirmam aliança com PT; Fávaro canta para Lula

Para que o líder do PSD mato-grossense aceite uma candidatura de oposição ao governador Mauro Mendes (União Brasil), Lula anunciou aos seus correligionários que ligará para Fávaro, reforçando o convite para que ele dispute o governo contra Mauro Mendes (UB), com o apoio da federação.

Mês passado, Lula fez esse convite ao senador, durante uma reunião em Brasília com presença do deputado federal Neri Geller, do PP. Naquela oportunidade, Fávaro apenas assumiu o compromisso de coordenar a campanha do petista em Mato Grosso, mas não descartou totalmente a possibilidade de sair candidato ao governo.

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Polarização: Tangará tem 14 candidatos a estadual e federal divididos entre direita e esquerda

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Na eleição mais polarizada da história do país, candidatos de direita e de esquerda travarão duros embates nas disputas pelos cargos majoritários e proporcionais.

A disputa mais ferrenha é a presidencial, onde o atual mandatário do País, Jair Bolsonaro (PL), tenta a reeleição na condição de direita conservadora. Na outra extrema, está o ex-presidente Lula, do PT, da extrema esquerda, com projeto de implantação de um regime comunista no Brasil.

De forma menos acirrada, direitistas e esquerdistas se enfrentam nos estados. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes tenta a reeleição pelo partido União Brasil, legenda com origens de partidos de direita (DEM e PSL). Márcia Pinheiro, do PV, representa a esquerdista federação liderada pelo PT e que conta, ainda, com o PCdoB. PSD, PP e PSB completam a frente de esquerda.

O PSDB e o Cidadania formam uma federação de centro-esquerda. Nacionalmente, está alinhado com a candidatura da emedebista Simone Tebet, que tem como candidata a vice e tucana Mara Gabrilli. Em nível estadual, a tendência da federação é apoiar a candidatura de Márcia Pinheiro (PV) e, por isso, na prática, compõe o bloco de esquerda que tenta reconduzir o petista Lula à presidência.

Leia mais:  Em convenções, PSD, PP e PSB confirmam aliança com PT; Fávaro canta para Lula

(*) Veja infográfico abaixo, com as candidaturas proporcionais

Registros

Importante salientar que as candidaturas, de modo geral, foram recentemente aprovadas em convenção e ainda precisam ser registradas até a próxima sexta-feira (12/08) para saírem do campo virtual para a condição de realidade.

Proporcionais – Direita

Nas candidaturas proporcionais, os candidatos de Tangará da Serra a deputados estaduais situados em partidos de direita ou centro direita são Edilson Sampaio e Rogério Silva, respectivamente do Republicanos e União Brasil, siglas de direita. Em legenda de centro-direita figura a vereadora Elaine Antunes, do Podemos.

(*) Veja infográfico acima, com as candidaturas proporcionais

Ainda na ala de direita, os candidatos tangaraenses a deputados federais aprovados em convenção são Wagner Ramos (União), Marcos Scolari (PL), Josenai Terra (PTB) e Nelson Ferreira (Democracia Cristã – DC).

Proporcionais – Esquerda

Ao centro esquerda figura como candidato a deputado estadual o vereador Sebastian Ramos, do Cidadania.

Em partidos com espectro político classificado como “centro”, figuram Dr. João (MDB) e Rui Wolfart (PSDB). O MDB é uma sigla hoje considerada centrista ou “pega-tudo”, no jargão popular. O partido tem origem no ano de 1966, quando polarizou com a extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA), ressurgindo com o resgate do pluripartidarismo na abertura democrática de 1980, época do presidente João Figueiredo.

Leia mais:  Republicanos, PL, União, MDB, PTB e Podemos definem candidaturas com oito tangaraenses

História parecida tem o PSDB, porém mais contemporâneo, com criação no ano de 1988 a partir dos ideais do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Porém, por seu alinhamento com o Cidadania, o PSDB pode ser considerado dentro do espectro político de centro-esquerda.

Os candidatos tangaraenses a deputados estaduais que compõem o bloco de esquerda liderado pelo PT são Davi Oliveira (PSB) e Reck Junior (PSD). O líder maior do PSD em Mato Grosso, senador licenciado Carlos Fávaro, é coordenador da campanha de Lula no estado, daí o enquadramento da sigla na ala esquerdista.

Para deputados federais na frente de esquerda figuram dois tangaraenses: a advogada Karen Rocha (PSB) e a professora Francisca Alda, do PT.

 

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