TANGARÁ DA SERRA

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PT do MT rejeita aproximação com Agro e deixa PSD e PP em situação de ruptura com base ruralista

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Notícia que circulou em órgãos da imprensa nacional (Folha de S. Paulo) e da capital (Diário de Cuiabá) nos últimos dias expôs uma situação que confirma os posicionamentos opostos entre a esquerda e o principal setor da economia mato-grossense, que é o agronegócio.

As bases petistas – onde figura o deputado estadual Lúdio Cabral – entendem que a federação ‘Brasil da Esperança’ (PT, PCdoB e PV) e seus novos aliados (como PSD e PP) devem seguir a estratégia definida pelo PT para 2022, onde a prioridade é a eleição de Lula para a Presidência, seguida da eleição de deputados federais e senadores. Governos estaduais ficam em segundo plano, segundo preconiza a cartilha do bloco esquerdista.

Lúdio, sobre possível aliança com agronegócio: “Somos como água e óleo, nosso eleitorado não é o mesmo eleitorado dessa turma”.

Assim, a situação em Mato Grosso pode ser de ruptura entre a aliança de esquerda e o agronegócio. Nas publicações consta que: “Empresário e produtor rural, Geller vai liderar o palanque de Lula no Estado. Ao seu lado estão outros nomes de peso do agronegócio, caso do senador Carlos Fávaro (PSD) e dos empresários Blairo e Eraí Maggi, ambos do PP”. Neste rol se incluem outros nomes com ligação com o agronegócio na região, como o ex-presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Reck Junior, pré-candidato pelo PSD a deputado estadual.

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Como amplamente divulgado, a aliança foi costurada com o comando nacional do PT, que viu na parceria uma oportunidade de criar pontes com o setor, uma das principais bases eleitorais de Jair Bolsonaro (PL). Porém, a tentativa tem enfrentado reações hostis, principalmente em Mato Grosso, já que o Movimento Sem Terra (MST), que tem total apoio do PT, é interpretado pelos ruralistas como grave ameaça contra a propriedade no estado.

O petista Lúdio Cabral discorda da aproximação com o Agro e foi enfático em declaração à imprensa. “Somos como água e óleo. O nosso eleitorado não é o mesmo eleitorado dessa turma. Temos condições de conseguir um bom resultado sem essa aliança”, disse o deputado estadual, que concorreu ao Governo do Estado em 2014 e ficou em segundo lugar.

Lúdio reconhece que é importante o diálogo de Lula com representantes do agronegócio, mas discorda que uma aliança seja imposta no Estado, onde há um histórico de antagonismo. E emendou: “Não vejo sentido que o PT se subordine ao projeto político do agronegócio em Mato Grosso, a não ser que eles façam uma autocrítica ou revejam suas posições. A gente precisa de coerência programática”, concluiu o parlamentar do PT.

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Polarização: Tangará tem 14 candidatos a estadual e federal divididos entre direita e esquerda

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Na eleição mais polarizada da história do país, candidatos de direita e de esquerda travarão duros embates nas disputas pelos cargos majoritários e proporcionais.

A disputa mais ferrenha é a presidencial, onde o atual mandatário do País, Jair Bolsonaro (PL), tenta a reeleição na condição de direita conservadora. Na outra extrema, está o ex-presidente Lula, do PT, da extrema esquerda, com projeto de implantação de um regime comunista no Brasil.

De forma menos acirrada, direitistas e esquerdistas se enfrentam nos estados. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes tenta a reeleição pelo partido União Brasil, legenda com origens de partidos de direita (DEM e PSL). Márcia Pinheiro, do PV, representa a esquerdista federação liderada pelo PT e que conta, ainda, com o PCdoB. PSD, PP e PSB completam a frente de esquerda.

O PSDB e o Cidadania formam uma federação de centro-esquerda. Nacionalmente, está alinhado com a candidatura da emedebista Simone Tebet, que tem como candidata a vice e tucana Mara Gabrilli. Em nível estadual, a tendência da federação é apoiar a candidatura de Márcia Pinheiro (PV) e, por isso, na prática, compõe o bloco de esquerda que tenta reconduzir o petista Lula à presidência.

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(*) Veja infográfico abaixo, com as candidaturas proporcionais

Registros

Importante salientar que as candidaturas, de modo geral, foram recentemente aprovadas em convenção e ainda precisam ser registradas até a próxima sexta-feira (12/08) para saírem do campo virtual para a condição de realidade.

Proporcionais – Direita

Nas candidaturas proporcionais, os candidatos de Tangará da Serra a deputados estaduais situados em partidos de direita ou centro direita são Edilson Sampaio e Rogério Silva, respectivamente do Republicanos e União Brasil, siglas de direita. Em legenda de centro-direita figura a vereadora Elaine Antunes, do Podemos.

(*) Veja infográfico acima, com as candidaturas proporcionais

Ainda na ala de direita, os candidatos tangaraenses a deputados federais aprovados em convenção são Wagner Ramos (União), Marcos Scolari (PL), Josenai Terra (PTB) e Nelson Ferreira (Democracia Cristã – DC).

Proporcionais – Esquerda

Ao centro esquerda figura como candidato a deputado estadual o vereador Sebastian Ramos, do Cidadania.

Em partidos com espectro político classificado como “centro”, figuram Dr. João (MDB) e Rui Wolfart (PSDB). O MDB é uma sigla hoje considerada centrista ou “pega-tudo”, no jargão popular. O partido tem origem no ano de 1966, quando polarizou com a extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA), ressurgindo com o resgate do pluripartidarismo na abertura democrática de 1980, época do presidente João Figueiredo.

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História parecida tem o PSDB, porém mais contemporâneo, com criação no ano de 1988 a partir dos ideais do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Porém, por seu alinhamento com o Cidadania, o PSDB pode ser considerado dentro do espectro político de centro-esquerda.

Os candidatos tangaraenses a deputados estaduais que compõem o bloco de esquerda liderado pelo PT são Davi Oliveira (PSB) e Reck Junior (PSD). O líder maior do PSD em Mato Grosso, senador licenciado Carlos Fávaro, é coordenador da campanha de Lula no estado, daí o enquadramento da sigla na ala esquerdista.

Para deputados federais na frente de esquerda figuram dois tangaraenses: a advogada Karen Rocha (PSB) e a professora Francisca Alda, do PT.

 

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