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PT abre ‘guerra’ contra o Agro no MT e pode comprometer futuros deputados de PSD e PP

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O PT e o Agro estão em guerra em Mato Grosso. O confronto ficou estabelecido após apresentação de notícias-crimes pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores contra 14 sindicatos rurais e duas cooperativas agropecuárias do estado por “disseminação de fake news” contra a sigla do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia é assinada pelo Deputado Estadual Valdir Barranco (foto acima), presidente do partido em MT.

Os denunciados são os sindicatos rurais de Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Brasnorte, Sinop, Primavera do Leste, Matupá, Poconé, Sorriso, Nova Mutum, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã, Vera, Lucas do Rio Verde e as cooperativas agropecuárias Primavera COAP e Terra Viva Cooavil.

O documento com as notícias-crimes foi apresentado ao Ministério Público ontem (terça, 19). Nele, o partido pede para que os sindicatos e cooperativas agropecuárias sejam responsabilizados criminalmente. No teor da denúncia consta, ainda, que “os sindicatos em destaque, de uma só vez, atingiram tanto as honras das pessoas físicas dela constantes, como também maculou diretamente a imagem do Partido dos Trabalhadores com imputação da prática de vários crimes ao mesmo, manifestaram expressamente que o Partido dos Trabalhadores estaria por detrás dos alegados crimes praticados pelo MST”.

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Nas notas de repúdio constam que o senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) e o deputado federal Neri Geller (PP) – que coordenarão a campanha de Lula em Mato Grosso e que também são, respectivamente, pré-candidatos ao governo estadual e ao Senado – teriam adotado comportamento “oportunista” e que ambos “revelam apenas que seus perfis não estão voltados ao agro e à família brasileira, mas demonstra ação retrógrada e oportunista que vem, de forma acintosa, desconstruir os avanços obtidos”.

Carimbo de esquerda

A reação do PT contra as entidades ligadas ao Agro cria um clima de animosidade que poderá afetar seriamente a atuação dos deputados estaduais e federais de PSD e PP que por ventura vierem a se eleger para a Assembleia Legislativa e para a bancada de Mato Grosso na Câmara Federal.

Ao declararem apoio à federação onde estão PT e PCdoB, Fávaro e Geller deixaram seus respectivos partidos em situação embaraçosa num estado essencialmente ruralista. Como consequência, carimbaram como sendo de esquerda suas próprias pré-candidaturas e as de deputados estaduais e federais.

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Na prática, eventuais eleitos por PSD e PP para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e à bancada federal do Estado, em Brasília, poderão ter sérios problemas no exercício de seus mandatos, uma vez que terão de cumprir a cartilha da federação esquerdista que irão compor. Os problemas estão, principalmente, entre os pré-candidatos ligados ao Agro, como o tangaraense Reck Júnior (PSD), que inclusive já presidiu, de 2015 a 2020, o Sindicato Rural de Tangará da Serra.

Portanto, esse embaraço ideológico-partidária para possíveis parlamentares de PSD e PP tende a jogar por terra todo e qualquer discurso contrário aos ideais de esquerda, podendo levar o eleitor a não votar nos candidatos referendados nas convenções dos dois partidos por conta do risco em perder o voto e pelo consequente prejuízo à atuação parlamentar.

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Polarização: Tangará tem 14 candidatos a estadual e federal divididos entre direita e esquerda

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Na eleição mais polarizada da história do país, candidatos de direita e de esquerda travarão duros embates nas disputas pelos cargos majoritários e proporcionais.

A disputa mais ferrenha é a presidencial, onde o atual mandatário do País, Jair Bolsonaro (PL), tenta a reeleição na condição de direita conservadora. Na outra extrema, está o ex-presidente Lula, do PT, da extrema esquerda, com projeto de implantação de um regime comunista no Brasil.

De forma menos acirrada, direitistas e esquerdistas se enfrentam nos estados. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes tenta a reeleição pelo partido União Brasil, legenda com origens de partidos de direita (DEM e PSL). Márcia Pinheiro, do PV, representa a esquerdista federação liderada pelo PT e que conta, ainda, com o PCdoB. PSD, PP e PSB completam a frente de esquerda.

O PSDB e o Cidadania formam uma federação de centro-esquerda. Nacionalmente, está alinhado com a candidatura da emedebista Simone Tebet, que tem como candidata a vice e tucana Mara Gabrilli. Em nível estadual, a tendência da federação é apoiar a candidatura de Márcia Pinheiro (PV) e, por isso, na prática, compõe o bloco de esquerda que tenta reconduzir o petista Lula à presidência.

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(*) Veja infográfico abaixo, com as candidaturas proporcionais

Registros

Importante salientar que as candidaturas, de modo geral, foram recentemente aprovadas em convenção e ainda precisam ser registradas até a próxima sexta-feira (12/08) para saírem do campo virtual para a condição de realidade.

Proporcionais – Direita

Nas candidaturas proporcionais, os candidatos de Tangará da Serra a deputados estaduais situados em partidos de direita ou centro direita são Edilson Sampaio e Rogério Silva, respectivamente do Republicanos e União Brasil, siglas de direita. Em legenda de centro-direita figura a vereadora Elaine Antunes, do Podemos.

(*) Veja infográfico acima, com as candidaturas proporcionais

Ainda na ala de direita, os candidatos tangaraenses a deputados federais aprovados em convenção são Wagner Ramos (União), Marcos Scolari (PL), Josenai Terra (PTB) e Nelson Ferreira (Democracia Cristã – DC).

Proporcionais – Esquerda

Ao centro esquerda figura como candidato a deputado estadual o vereador Sebastian Ramos, do Cidadania.

Em partidos com espectro político classificado como “centro”, figuram Dr. João (MDB) e Rui Wolfart (PSDB). O MDB é uma sigla hoje considerada centrista ou “pega-tudo”, no jargão popular. O partido tem origem no ano de 1966, quando polarizou com a extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA), ressurgindo com o resgate do pluripartidarismo na abertura democrática de 1980, época do presidente João Figueiredo.

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História parecida tem o PSDB, porém mais contemporâneo, com criação no ano de 1988 a partir dos ideais do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Porém, por seu alinhamento com o Cidadania, o PSDB pode ser considerado dentro do espectro político de centro-esquerda.

Os candidatos tangaraenses a deputados estaduais que compõem o bloco de esquerda liderado pelo PT são Davi Oliveira (PSB) e Reck Junior (PSD). O líder maior do PSD em Mato Grosso, senador licenciado Carlos Fávaro, é coordenador da campanha de Lula no estado, daí o enquadramento da sigla na ala esquerdista.

Para deputados federais na frente de esquerda figuram dois tangaraenses: a advogada Karen Rocha (PSB) e a professora Francisca Alda, do PT.

 

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