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Prefeito rebate secretário e reclama de abandono do estado; Municípios do interior tem dificuldades em manter UTI’s

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As críticas do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, a prefeitos por cobrarem participação do governo na habilitação de leitos de unidades de tratamento intensivo (UTI’s) em hospitais públicos no interior gerou reação do prefeito de Tangará da Serra, Fábio Junqueira (MDB) na noite de ontem.

Além do prefeito de Tangará da Serra, as críticas de Figueiredo veiculadas na imprensa da capital foram direcionadas também aos prefeitos Francis Maris (PSDB, Cáceres); José Carlos do Pátio (Solidariedade, Rondonópolis) e Ari Lafin (PSDB, Sorriso).

Figueiredo critica os prefeitos por demandarem respiradores junto ao estado e cobra dos gestores municipais a disponibilização dos equipamentos.

Figueiredo critica os prefeitos por demandarem respiradores junto ao estado e cobra dos gestores municipais a disponibilização dos equipamentos com recursos próprios, alegando dificuldades de aquisição pelo Estado em razão do excesso de demanda e a consequente competitividade gerada pela pandemia.

Fragilidade exposta

Na verdade, a pandemia do novo coronavírus expôs como nunca a fragilidade do sistema público de saúde do país, dos estados e dos municípios. O colapso do sistema já é uma triste realidade em boa parte dos grandes centros com a rápida propagação do vírus.

Ao mesmo tempo, a interiorização da doença e as notificações de óbitos tem gerado grande apreensão entre as autoridades e a população. Os municípios se ressentem da falta de recursos e, em meio às suas capacidades limitadas à atenção básica, precisam arcar com atendimentos próprios para média e alta complexidade e mendigar recursos junto aos governos federal e estadual.

Não bastasse a pandemia, os municípios também tem de atender os casos de dengue, chikungunya e zika, as DTS’s, as doenças crônicas em várias faixas etárias da população, os acidentes de trânsito e outras responsabilidades inerentes à saúde pública.

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Reação

O prefeito Fábio Martins Junqueira respondeu às críticas do secretário estadual Gilberto Figueiredo em post em sua página do Facebook. Confira o post, na íntegra:

Junqueira: “Um pouco de humildade do governo do Estado e se dirigir ao interior e de fato lutar para superar as deficiências é o mínimo que se pode fazer nesse momento”.

Tangará tem leitos de UTI contratados nos hospitais Santa Ângela e Hospital das Clínicas para casos não COVID. No Hospital Municipal temos 13 leitos de UTI instalados e 89 leitos clínicos só para COVID, sendo que no total são 21 respiradores, além de 04 respiradores não invasivos.

A obrigação de alta complexidade é do Estado. O Município é parceiro, mas isso não tira a responsabilidade do Estado de Mato Grosso pela alta complexidade. E com Tangará e o Médio Norte, o Estado tem uma dívida histórica pelo abandono que nos relega a longos anos. Uma região de mais de 300 mil habitantes e não ter um hospital regional é muito grave. É isso não é de agora, é de muitos anos. E não é falta de cobrança. Se já faltava apoio para a quinta maior cidade do Estado em tempos normais, imagina em tempos de pandemia. Até agora nenhuma ajuda tivemos do Estado. E olha que temos pedido. Estamos com o hospital com todos os leitos clínicos em um total de 89 prontos e vem sendo utilizados. Poucos leitos tem sido usados até agora graças a Deus. Mas os que foram necessários estão sendo usados. Os leitos de UTI estão aptos a serem usados, infelizmente não temos equipe suficiente ainda. Contratamos emergencialmente alguns médicos, enfermeiras e técnicos de enfermagem, designamos outros profissionais de nosso quadro, mas não são suficientes ainda. Também preparamos a ala do centro cirúrgico para receber mais dez leitos de UTI se concretizar parceria com a Secretaria de Saúde do Estado.

Lembramos que para ter toda essa infraestrutura de 102 leitos disponíveis num hospital só para COVID, fizemos a locação da Clínica da Criança para atender nossa população, e tudo isso até agora sem nenhuma ajuda da Secretaria de Estado de Saúde. Portanto, as palavras do Secretário Gilberto não me atingem se foi endereçada a nós pois temos trabalhado muito até agora, o que não vimos o Estado fazer na mesma proporção. Se o Estado ao longo dos anos tivesse atuado com o mesmo esforço que o Município tem trabalhado, com certeza o Estado estaria em melhor condição para o enfrentamento do COVID. Sei que não é fácil para ninguém. O Mundo está sofrendo e todo mundo luta para a superação, mas não precisamos de autofagia, em que uns querem atropelar os outros para aliviar suas consciências. Precisamos sim dar as mãos e unir esforços e solidariedade para que tenhamos mínimas perdas para todos. Sei que o abandono do Médio Norte e de Tangará da Serra em especial na área da saúde é muito anterior ao atual governo, mas um pouco de humildade do governo do Estado e se dirigir ao interior e de fato lutar para superar as deficiências é o mínimo que pode fazer nesse momento ao invés de ficar se justificando ao imputar aos municípios uma culpa pelo Estado não ter uma rede hospitalar apropriada para o povo mato-grossense. Apesar de todo esse comportamento inapropriado e que a AMM tem registros da insatisfação dos 141 municípios mato-grossenses com a atuação do Estado nessa pandemia, seguimos buscando solucionar as carências do Estado, com nossos esforços e com humildade não nos retirando do diálogo.

Estamos concluindo processo de contratação de equipe médica e demais profissionais de Saúde para conduzir o Hospital Municipal voltado exclusivamente para COVID.

Que Deus nos abençoe a todos.

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Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

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A representatividade política é condição fundamental para o desenvolvimento de uma região, sendo vetor de investimentos governamentais e na implementação de políticas públicas. É isso que estará em jogo nas eleições de 02 de outubro, quando os cidadãos elegerão o presidente da República, o governador do Estado, além de senadores, deputados federais e deputados estaduais.

O pleito deste ano será, portanto, decisivo para os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.568 municípios brasileiros no decorrer dos próximos quatro anos.

Em Mato Grosso, a disparidade na representação das regiões é refletida no aporte de recursos. “O peso da representatividade política é medido principalmente no momento da distribuição de recursos pelas esferas de governo”, diz o pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Edilson Sampaio, de Tangará da Serra.

Edilson colocará seu nome na convenção do partido Republicanos (10), entre 20 de julho e 05 de agosto. Ele, que é contabilista, presta serviços em função de superintendência a associações de produtores da região conveniadas com o governo do Estado para a realização de obras de pavimentação nas rodovias MT-240, MT-339 e MT-358 (Chapadão do Rio Verde). Tem, por isso, grande conhecimento dos caminhos e do funcionamento do governo mato-grossense.

Edilson, com secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, e o deputado Valmir Moretto: “Representatividade política tem peso na distribuição de recursos e obras públicas”.

Sampaio destaca que, nas duas últimas semanas, o governador Mauro Mendes percorreu grande parte do estado assinando convênios e lançando obras. Nestas ocasiões, Mendes anunciou recursos de R$ 251,9 milhões para Tangará da Serra e outros sete municípios da região anexa. Ao mesmo tempo, a região conhecida como ‘Eixo da BR-163’ recebeu R$ 473 milhões em obras e convênios destinados pelo Paiaguás. “É possível perceber, aí, as vantagens da organização política de uma região”, observa, lembrando que os municípios do ‘Eixo 163’ é base para pelo menos quatro deputados que atuam na Assembleia Legislativa, enquanto Tangará e região anexa contam com apenas um representante no parlamento de Mato Grosso.

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O pré-candidato cita, ainda, a importância da representatividade na esfera federal. Ele destaca a atuação do deputado federal Juarez Costa, da região de Sinop, que entre 2020 e este ano foi responsável por mais de R$ 50 milhões em emendas ao Orçamento Geral da União (OGU), valor destinado em quase sua totalidade aos municípios de sua base eleitoral.

Para Tangará da Serra e região, Juarez Costa não destinou um centavo sequer em emendas federais. Além de Juarez Costa, a região do ‘Eixo 163’ elegeu Neri Geller, de Lucas do Rio Verde, como deputado federal. Geller incluiu no OGU mais de R$ 46 milhões (valores empenhados até o momento) entre 2020 e este ano de 2022. Deste montante, o parlamentar de Lucas do Rio Verde destinou, ao longo do período, apenas R$ 515 mil a Tangará da Serra.

Nos valores citados não estão incluídas as emendas de bancada.

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