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Economia & Mercado

Preço do bezerro segura venda de fêmeas e reduz oferta de bovinos para abate em Mato Grosso

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O problema é recorrente em 2021. Desde o início do ano, os frigoríficos de Mato Grosso vêm trabalhando muito aquém da sua capacidade. Em fevereiro, estas indústrias operavam com 45% e, hoje, trabalham com 58% da sua capacidade operacional.

São os reflexos da pandemia, que retratam a reação do mercado. Um desses reflexos está no preço à vista do animal para abate. O boi gordo está cotado a R$ 300,26/arroba, em média, no Mato Grosso, sendo R$ 303,33 a cotação em Tangará da Serra. A vaca gorda tem cotação no estado e em Tangará da Serra a R$ 289,95/arroba.

Já o bezerro está cotado a R$ 3.073,81/cabeça, à vista. Na macrorregião oeste/sudoeste, há uma variação de R$ 2.863,64 a R$ 3.400,00/cabeça.

Com esses preços, os produtores seguram o gado no pasto/confinamento, especialmente as fêmeas, ante a valorização do bezerro. O resultado é a redução na oferta de gado para abate.

Ajuste

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do estado (Sindifrigo-MT), Paulo Bellincanta, a arroba do boi, com atraso de anos, atingiu os patamares dos preços internacionais e permanecerá neles. Este fato exigiu o ajuste no preço da carne para o mercado interno, o que ocorreu de maneira muito rápida em um momento em que a economia sofre com a realidade da pandemia.

Redução da oferta para abate obriga frigoríficos a trabalharem com menos de 60% de sua capacidade operacional.

Bellincanta afirma que a falta de matéria-prima tem trazido sérios problemas ao setor. “O desequilíbrio entre a exportação e o mercado interno tem provocado um desequilíbrio maior ainda entre empresas exportadoras e não exportadoras’, diz o presidente.

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O presidente do sindicato aponta que, do outro lado do consumo está o produtor do “boi”, concorrendo com o produtor de grãos que fatura 5 ou 6 vezes mais que ele e que não perde oportunidade de ‘assediá-lo’ para alugar suas terras.

Em meio a estes ajustes cíclicos do setor, agravados por contextos externos, está a indústria frigorífica, e como outra qualquer com seus custos fixos, normalmente altos, e depende de um grau mínimo de utilização para cobrir essas despesas.

As 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade.

Do ano de 2018, os frigoríficos abateram cerca de 5.310.000 animais, arrecadando R$ 297 milhões, saltando no ano de 2020 para R$ 432 milhões, com apenas 5.126.000 animais abatidos.

Paulo explica que, “mesmo com a redução no número de abate, a arrecadação aumentou em 45%, em decorrência dos preços maiores. Bons números a serem comemorados, se não fossem os problemas que atingem a indústria no estado”.

A falta da matéria prima traz uma concorrência entre as indústrias com difícil solução no curto prazo. A indústria exportadora que vende em dólar seus produtos têm uma margem de ajuste muito superior àqueles que dependem apenas do mercado nacional.

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A volta da oferta, a níveis em que as empresas retomassem sua capacidade instalada entre 75% e 80%, poderia tornar a concorrência mais equilibrada.

Conforme o sindicato, a maioria das empresas que não são exportadoras têm sua folha de pagamento com valor abaixo do que é recolhido no ICMS. Levando em consideração que a indústria frigorífica tem elevado número de colaboradores, não seria normal esta situação.

A indústria frigorífica emprega hoje no estado 25.560 colaboradores diretos e movimenta um número incontável de atividades paralelas. Algumas cidades no interior têm no frigorífico sua maior renda e emprego, girando em torno dele comunidades inteiras.

(Redação EB, com informações de G1)

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Economia & Mercado

Combustíveis: Sefaz emite nota informativa sobre redução do ICMS em Mato Grosso

Publicado

A Secretaria de Fazenda (Sefaz) emitiu ontem (segunda, 04) um comunicado referente a redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis. Na prática, a estimativa é de que ocorra uma redução nos preços praticados nas bombas de, pelo menos, R$ 0,61 na gasolina, R$ 0,18 no diesel, e R$ 0,19 no etanol, por litro. Em relação ao gás de cozinha é esperada uma diminuição de R$ 0,14 por quilograma, no preço comercializado.

(Veja Nota Informativa, na íntegra, no link ao final do texto)

O comunicado segue definição da Lei Complementar Federal nº 194/2022, da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e dos Convênios ICMS 81, 82 e 83/2022.

Com a nova regra de tributação, a base de cálculo do ICMS dos combustíveis foi alterada. Para o diesel, a gasolina e o gás de cozinha o imposto passa a ser calculado com base na média móvel de preços praticados ao consumidor final dos últimos 5 anos e não mais pelo valor congelado em novembro de 2021. Essa média móvel será recalculada a cada mês.

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Para o cálculo do ICMS dos demais combustíveis ficou mantido o congelamento do PMPF por mais 30 dias. O valor está congelado desde o mês de novembro de 2021.

Outra alteração é a redução das alíquotas de ICMS. Para a gasolina, o etanol e o querosene de aviação, a alíquota fica em 17%, que é a alíquota modal em Mato Grosso. Antes, o percentual era de 23% e 25%. Vale lembrar que no caso do Etanol, em decorrência do incentivo fiscal aplicado pelo Governo Estadual, o valor da alíquota era de 12,5%, o menor do país. Para o gás de cozinha a alíquota é de 12% e para o diesel, de 16%.

Veja como ficam as alterações na incidência do ICMS considerando as novas alíquotas e a média de preço dos últimos 60 meses, em relação ao preço praticado na última semana*:

De acordo com um levantamento realizado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), a medida trará uma redução na arrecadação anual de Mato Grosso de R$ 1,2 bilhão.

Veja íntegra da Nota Informativa da Sefaz-MT no link a seguir:

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http://www.mt.gov.br/documents/6071037/6071149/Nota+Informativa+-+LC+194+-+04-07-2022/6722a22e-0276-0654-ea45-a456eeb98d39

(Assessoria Sefaz-MT)

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