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Polícia trabalha com duas linhas de investigação para esclarecer crime que vitimou o servidor Edinho

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São duas as linhas de investigações seguidas pela Polícia em relação ao crime que tirou a vida do servidor público municipal Edson Vicente da Costa, popular Edinho (foto acima), de 52 anos, na noite da última sexta-feira (06).

Após participar de um evento político na cidade, Edinho chegava em sua residência, por volta das 22hs, no Jardim Itália, quando foi surpreendido por um bandido armado, escondido na garagem. O servidor estava em sua motocicleta Honda Bros e foi alvejado por quatro disparos, sendo atingido na cabeça, tórax e braços. Ele foi encontrado pela esposa, que chegou à residência, no carro da família, logo após o ataque.

Vizinhos ouviram os disparos e acionaram a Polícia Militar via 190. Edinho chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu e veio a óbito logo em seguida.

Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira à Rádio Serra FM, o titular do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Coronel PM Vanilson da Silva Moraes, confirmou que as investigações em torno do crime consideram as hipóteses de latrocínio e execução.

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O oficial da PM disse que há muitas dúvidas em relação ao homicídio. Não há imagens de câmeras nas proximidades e, por enquanto, não se sabe se o criminoso agiu sozinho ou contou com apoio de comparsas, tampouco se a vítima reagiu antes de ser alvejada. “Chama a atenção a quantidade de disparos contra a vítima”, observou o Coronel da PM.

Outra dúvida se impõe sobre o comportamento do autor dos disparos, que usou a moto de Edinho para fugir, não subtraindo nada além do veículo. “Ainda não sabemos se a moto foi usada pelo autor do crime apenas para se evadir do local, ou se a sua intenção era, de fato, roubar a motocicleta”, acrescentou Moraes.

A Polícia Judiciária Civil trabalha no caso desde a noite de sexta-feira, assim como o serviço de inteligência da Polícia Militar.

Em meio a um clima de grande comoção, o corpo de Edinho foi velado durante o sábado na sede do clube ‘La Comuna’, do qual era um dos fundadores e associado dos mais atuantes. Ele foi sepultado ainda ao final da tarde de sábado, no Cemitério Jardim da Paz.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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