conecte-se conosco


Economia & Mercado

Petrobras alerta investidores nos EUA que governo pode mudar política de preços

Publicado

A Petrobras (PETR4) alertou investidores nos Estados Unidos que ações e legislação impostas pelo governo brasileiro, como nosso acionista controlador, podem afetar os reajustes de preços do petróleo, mostra o formulário 20-F desta quarta-feira (30).

O documento, disponível no site da SEC (a CVM norte-americana), é um balanço da companhia em 2021, e foi concluído antes da troca de presidente na empresa – com a indicação do economista Adriano Pires para a presidência executiva da Petrobras, substituindo o general Joaquim Silva e Luna.

A Petrobras lembrou que o presidente Jair Bolsonaro tem, por vezes, feito declarações sobre a necessidade de modificar e “ajustar a política de preços para as condições domésticas”.

“Tendo em vista as declarações do presidente brasileiro, uma nova equipe de administração ou conselho de administração poderá propor alterações em nossas políticas de preços, incluindo a decisão de que tais políticas não busquem alinhamento com a paridade internacional de preços”, alertou.

A estatal comentou que o governo federal brasileiro, como acionista controlador, “pode perseguir certos objetivos macroeconômicos e sociais” por meio da própria empresa – o que pode ter um efeito material adverso sobre a companhia, diz o documento.

Leia mais:  Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

“Não podemos garantir que nossa maneira de definir preços não mudará no futuro”, disse a Petrobras. “Mudanças em nossa política de preços de combustíveis podem ter um impacto material adverso em nossos negócios, resultados, condição financeira e valor de nossos títulos”.

A Petrobras lembrou que, no passado, a administração ajustou preços de petróleo, gás e derivados de tempos em tempos, mas disse que, “no futuro, poderá haver períodos durante os quais os preços de nossos produtos não estarão em paridade com os preços internacionais dos produtos”.

Ações Petrobras

Apesar do risco político, as ações da petroleira seguem em alta acumulada de 13% neste ano, a R$ 32,99, com recomendação de compra por várias corretoras. Na quarta, a XP Investimentos chegou a elevar o preço-alvo para os papéis de R$ 45,30 para R$ 47,80.

A XP diz que a atualização da expectativa para os papéis foi feita após incorporação dos resultados do quarto trimestre, os “recentes desenvolvimentos nos preços das commodities, devido a restrições no lado da oferta” e nomeação de um novo CEO.

Leia mais:  Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

A XP comentou que Pires tem “uma sólida carreira acadêmica e profissional no setor de Óleo & Gás” e lembrou que, nos últimos anos, ele tem sido um “ferrenho defensor da política de paridade de preços de importação (“PPI”) dos derivados da Petrobras, do programa de venda de refinarias e até mesmo da privatização total da companhia”.

(Money Times)

publicidade

Economia & Mercado

Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

Publicado

O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

Leia mais:  Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana