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Agronegócio & Produção

Parecis e Médio Norte abrigam os municípios com maiores valores da produção agrícola do Brasil

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O estado de Mato Grosso conta com quase a metade dos 50 municípios brasileiros com os mais altos PIBs agropecuários. Entre estes, os destaques são Sorriso, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Nova Ubiratã e Nova Mutum, que estão entre os dez com os maiores valores do país.

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e referem-se ao ano de 2019.

Os municípios com maior valor da produção agrícola do país têm, em média, uma participação alta de seu Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário no PIB total do município. Para os 50 considerados mais ricos em termos de valor da produção, a média da participação do PIB agro no PIB total é de 36,8%, enquanto para o Brasil essa participação foi de 5,4%. A maior parte desses municípios situa-se em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia.

A conclusão é de uma nota técnica da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base em dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) e do Produto Interno Bruto (PIB), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Sapezal (MT), líder na produção de algodão, o PIB agro em relação PIB do município é de 54,5%; para São Desiderio (BA), líder do algodão na Bahia, a participação do PIB é de 66,5%. Para Diamantino (MT), é de 54,3%, e em Formosa do Rio Preto, a participação é de 64,0%.

O valor médio da produção dos 50 municípios com maior valor da produção é de R$ 1,521 bilhão. Nesse grupo de munícipios, os maiores valores são observados em Sorriso (MT) R$ 3,946 bilhões, Sapezal (MT) R$ 3,338 bilhões, São Desiderio (BA) R$ 3,183 bilhões, Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 3,055 bilhões, Rio Verde (GO) R$ 2,578 bilhões e Cristalina (GO) R$ 3,338 bilhões.

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De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal, o valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. (Ao final do texto, quadro com o ranking das culturas, por município)

Segundo o IBGE, dos 50 municípios com maior valor da produção agrícola do País, 22 municípios encontram-se no Mato Grosso, seis em Goiás, seis em Mato Grosso do Sul e seis na Bahia.

Os municípios que lideram a produção de soja e milho, em sua maioria também aparecem nas primeiras posições de geração de valor do algodão herbáceo. Esses são, caracterizadamente os municípios que também lideram os níveis de produtividade.

Tabela: Enfoque Business

O “trator” Mato Grosso

Sorriso, em Mato Grosso, é o município brasileiro com maior valor da produção agrícola. Destacando-se na produção de milho e soja, totalizou um valor da produção de R$ 3,9 bilhões e respondeu, sozinho, por 1,1% do total nacional. Além de Sorriso, 21 municípios de Mato Grosso estão no ranking dos maiores valores da produção de 2019. Eles geraram, juntos, R$ 37,1 bilhões. Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, aparecem com seis municípios cada.

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal, o valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento.

Leia mais:  Momento Agrícola: Tecncologia, pesquisa e a boa fase da pecuária são destaques no programa

Segundo o IBGE, dos 50 municípios com maior valor da produção agrícola do País, 22 municípios encontram-se no Mato Grosso, seis em Goiás, seis em Mato Grosso do Sul e seis na Bahia.

Os municípios que lideram a produção de soja e milho, em sua maioria também aparecem nas primeiras posições de geração de valor do algodão herbáceo. Esses são, caracterizadamente os municípios que também lideram os níveis de produtividade.

Líderes

1. Sorriso (MT); 2.Sapezal (MT); 3. São Desidério (BA); 4. Campo Novo do Parecis (MT); 5. Rio Verde (GO); 6.Cristalina(GO); 7.Jataí (GO); 8. Diamantino (MT); 9. Nova Ubiratã (MT); 10. Nova Mutum (MT); 11. Formosa do Rio Preto (BA); 12. Campo Verde (MT); 13. Primavera do Leste (MT); 14. Maracaju (MS); 15. Petrolina (PE); 16. Lucas do Rio Verde (MT); 17. Campos de Júlio ((MT); 18. Sidrolândia (MS); 19. Barreiras (BA); 20. Ponta Porã (MS); 21. Unaí (MG); 22. Itiquira (MT); 23. Paranatinga (MT); 24. Querência (MT); 25. Itapeva (SP); 26. Mineiros (GO); 26. Canarana (MT); 28. Luis Eduardo Magalhães (BA); 29. Brasnorte (MT); 30. Rio Brilhante (MS); 31. Correntina (BA); 32. Ipiranga do Norte (MT); 33. Dourados (MS); 34. Uberaba (MG); 35. Chapadão do Céu (GO); 36. Tapurah (MT); 37. São Félix do Araguaia (MT); 38. Paracatu (MG); 39. Balsas (MA); 40. Tasso Fragoso (MA); 41. Costa Rica (MS); 42. Porto dos Gaúchos (MT); 43. Baixa Grande do Ribeiro (PI); 44. Brasília (DF); 45. Montividiu (GO); 46. Igarapé-Miri (PA); 47. Sinop (MT); 48. Gaúcha do Norte (MT); 49. Riachão das Neves (BA); 50. Santa Rita do Trivelato (MT).

Ranking das culturas por município

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Mercado árabe, avanço dos biológicos, conectividade e Funrural são destaques

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O Momento Agrícola desta semana traz uma série de informações relacionadas aos negócios do Agro, os preços do boi gordo, a tecnologia no campo, empreendimentos, inovações em culturas, dívidas com o Funrural e outros assuntos de amplo interesse do setor produtivo.

O programa radiofônico é produzido e apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, e repercutido aos finais de semana pelo Enfoque Business.

Árabes

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse vislumbrar um enorme potencial para crescimento do comércio agrícola brasileiro com países árabes, com foco na qualidade e na segurança alimentar.

Segundo ela, os países já têm um longo histórico de cooperação, sendo o Brasil o maior exportador de proteínas com certificado ‘halal’ do mundo, respeitando, portanto, práticas exigidas pelos muçulmanos. A afirmação foi feita em uma breve participação no Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, promovido na última quarta-feira (21) pela Câmara Árabe.

Na oportunidade, Tereza Cristina reforçou que a retomada econômica pós-pandemia do novo coronavírus traz uma oportunidade singular de orientar os esforços econômicos em direção ao desenvolvimento sustentável. “A pandemia pôs à prova os limites dos sistemas sanitários e alimentares em todo o mundo”, disse, ressaltando, ainda, a interdependência entre saúde e alimentação.

Logo no início desta edição do Momento Agrícola, Ricardo Arioli faz uma análise precisa sobre este horizonte de negócios entre o Brasil e os países árabes. “Os países árabes são o terceiro destino das exportações brasileiras. A Liga Árabe é um bloco formado por 22 países, e as exportações para o mundo árabe cresceram 8% em 2019, de janeiro a novembro, atingindo US$ 12 bilhões em negócios”, recapitulou, acrescentando que somente neste ano, até setembro, o fluxo exportação/importação com aqueles países já alcançou quase R$ 9 bilhões.

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Biológicos

O Momento Agrícola traz informações sobre uma nova vertente no Agro brasileiro. O recém-divulgado estudo BIP – Business Inteligence Panel Safra 2019-20, da consultoria Spark Inteligência Estratégica, registra avanço na adesão de agricultores brasileiros a produtos de base biológica para controle de pragas e doenças.

Conforme a Spark, esse mercado já movimenta R$ 930 milhões no país ou US$ 237 milhões, o que equivale a cerca de 2,5% do faturamento local do setor de proteção de cultivos, hoje da ordem de US$ 12 bilhões anuais.

Segundo a Spark, que analisa o desempenho dos biológicos no mercado brasileiro há três safras, no período 2019-20 o segmento cresceu 46% em reais e 34% em dólares, na comparação à safra anterior (2018-19). A chamada área potencial tratada (PAT), conforme a consultoria, também subiu 23%, para 19,4 milhões de hectares, nas regiões cobertas pelo levantamento BIP.

Ainda de acordo com a Spark, a maior demanda por defensivos biológicos está atualmente concentrada nas culturas de soja (59% do mercado total), cana-de-açúcar (27%) e algodão (6%). A adesão aos insumos, ainda segundo a consultoria, tende a crescer nos próximos anos nas lavouras de milho, café, feijão e hortifruticultura.

Por categoria de produtos, adianta a Spark, os bioinseticidas lideram entre os mais vendidos, com 41% de participação, seguidos de bionematicidas (35%) e biofungicidas (24%).

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Outros

As limitações da conectividade no campo, o uso da tecnologia 5G no ambiente rural, a conexão entre o maquinário moderno na lavoura e a conexão destas máquinas com o gestor, o sensoriamento remoto nas propriedades (big-data) para tomada de decisões em tempo real e com maior grau de assertividade… Tudo isso e mais um pouco representa um cenário futurístico para o agro brasileiro. Arioli analisa com muita propriedade a questão ainda no primeiro bloco do programa.

Por falar em cenários, a alta dos preços do boi gordo no Brasil é outro assunto abordado no Momento Agrícola. Para se ter uma ideia, o preço à vista pela arroba do boi macho chegou a R$ 270,00 em São Paulo.

Outras notícias comentadas por Ricardo Arioli incluem a situação das lavouras com o atraso nas chuvas no Brasil e a presença do presidente Jair Bolsonaro na inauguração da mega usina da Raízen em São Paulo. O empreendimento tem, com sua planta, grande capacidade de geração de biogás a partir da vinhaça de cana-de-açúcar, além de representar o surgimento de um novo horizonte para a economia brasileira.

Nos blocos seguintes, o Momento Agrícola traz informações sobre as Inovações da Embrapa para os feijões, com o Dr. Alcido Wander; o projeto agroclimático do AgriHUB, com Otávio Celidônio; e a notificação da Receita Federal sobre dívidas de Funrural, com Renato Conchon, da CNA.

Ouça o Momento Agrícola de 24 de Outubro, uma playlist no #SoundCloud https://soundcloud.app.goo.gl/soNWpe6xpyWCuxgC6

 

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