A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso promove desde montem uma ação intensiva contra uma organização criminosa envolvida em estelionato mediante fraude eletrônica contra clientes de escritórios de advocacia.
A Operação Alvará Final foi deflagrada ontem (quarta, 11), com apoio da Polícia Civil do Ceará, após denúncias da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso.
São cumpridos 33 mandados de busca e apreensão (foto ao lado) e 32 de prisões preventivas, além dos bloqueios de contas bancárias dos investigados, nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba, no Ceará. Os golpes atingiram vítimas de Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e Goiás.
“Essa é uma resposta que era aguardada pela advocacia mato-grossense. Foram meses de reuniões acompanhando os trabalhos da Polícia Civil, agora vemos as primeiras prisões e os resultados das investigações”, afirma Gisela Cardoso, presidente da OAB-MT.
O golpe
Os criminosos se identificam como advogados para enganar pessoas que têm processos tramitando e aguardam por algum tipo de indenização.
“Ao tomar conhecimento dos fatos, a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso solicitou uma investigação adequada para todos os esclarecimentos e também para cessar a reiteração das condutas que atingiam tanto a classe de advogados em relação a seus clientes”, pontuou o delegado Vinícius Nazário, da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, responsável pela operação Alvará Final.
Os investigados praticavam as fraudes por meio da internet, usando rede sociais, em especial pelo WhatsApp. Os contatos com as vítimas aconteciam através de linhas telefônicas diversas, mas com fotos do perfil dos advogados legítimos obtidos através de aplicativos de redes sociais.
Operação foi deflagrada após denúncias da OAB-MT.
Associados criminosamente, os golpistas faziam transações financeiras sequenciais dos valores recebidos em suas contas bancárias provenientes de estelionato, o que também caracterizou a lavagem de dinheiro.
Conforme o delegado Marcelo Torhacs, que iniciou a investigação na Delegacia de Estelionato de Cuiabá, o trabalho da Polícia Civil tem como um dos princípios a busca pela valorização dos bons profissionais da advocacia, além de desarticular a associação criminosa com atuação interestadual.
“Com as prisões e os bloqueios das contas bancárias, as tentativas de golpes devem diminuir, mas todos precisam ficar atentos sempre. Ninguém deve fazer qualquer tipo de depósito ou pagamento sem ter certeza absoluta de que está falando mesmo com o seu advogado. Infelizmente, outros golpistas vão continuar em ação. Quem tiver dúvidas e não conseguir falar diretamente com o seu advogado pode procurar a OAB-MT. Se cair em algum golpe, procure imediatamente a Polícia e faça o registro de um Boletim de Ocorrência”, explica a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
(Redação EB, com Assessorias PJC e OAB-MT)