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Obras na MT-343 já favorecem a economia da região de Porto Estrela, Cáceres e Barra do Bugres

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Asfalto é fator de desenvolvimento. Melhora a qualidade de vida, facilita o trânsito de pessoas e mercadorias e atrai investimentos para uma região. É o que está acontecendo na área de abrangência da MT-343, rodovia estadual que atende principalmente o município de Porto Estrela e liga a região sudoeste ao oeste do estado.

Com uma extensão de 147 quilômetros ligando Cáceres à MT-246, em Barra do Bugres, as obras de pavimentação ainda estão em andamento, mas a simples sinalização de anos atrás de que seria pavimentada foi o start para a criação de um novo horizonte para uma região até então esquecida no estado.

Aspecto do perímetro urbano de Porto Estrela: Pavimentação representará alento econômico.

A estrada, depois de pavimentada, representará um alento à economia de Porto Estrela, município com 2.8 mil habitantes e uma das rendas médias individuais mais baixas do estado (R$ 18.103,62 PIB per capita).

Além do ânimo proporcionado à população de Porto Estrela e às localidades servidas pela rodovia (como o distrito de Saloba e Vila Aparecida), já há investimentos privados com arranjos produtivos locais (APL) às suas margens. Um dos exemplos é uma empresa de produção de calcário instalada nas proximidades de Porto Estrela. Informações levantadas pelo Enfoque Business indicam que há interesses de investimentos em projetos agropecuários e para instalação de postos de combustíveis, restaurantes e outros empreendimentos.

Jazida de calcário em exploração através de APL junto à MT-343, proximidades de Porto Estrela.

Na avaliação do economista, engenheiro civil e especialista em logística Sílvio Tupinambá, a MT-343 é importante rota de escoamento de produtos do agronegócio, em especial, calcário e produtos do setor sucroalcooleiro (em especial, os municípios de Nova Olímpia e Barra do Bugres). “Ela possibilita a ligação dos municípios de Cáceres, Porto Estrela e Barra do Bugres, além de permitir a interligação da rodovia federal BR-070 com a BR-364, na região oeste de Mato Grosso”, reforça.

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As obras estão com mais de 50% dos serviços previstos executados e são investidos aproximadamente R$ 70 milhões, com previsão de entrega já no início do ano que vem. “Essa é mais uma obra estruturante da região. Além de ligar os três municípios, essa pavimentação vai interligar diretamente ao Porto de Cáceres e à Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, que também está em obras”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, em recente entrevista à imprensa.

As obras na MT-343 incluem a construção das quatro pontes de concreto sobre os rios Cachoeirinha e Saloba Grande e nos córregos Figueirinha e Ribeirão Três, com investimento total de R$ 8 milhões.

As obras de pavimentação e construção de pontes são executadas pelas empreiteiras HL Construtora e Eletro Hidro  (pavimentação) e Construtora Rivoli do Brasil (pontes).

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Setor de materiais de construção sofre com queda nos estoques provocada pela pandemia

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A redução da atividade industrial e a quase paralisação da economia em razão da pandemia do novo coronavírus ainda mostra muito fortemente seus efeitos em todo o país. Desabastecimento e alta nos preços são os principais reflexos sentidos em muitos setores, como o da construção civil.

É a conta que chega em resposta às frases mais ouvidas no início da pandemia, como “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”.

Materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões, estão entre os que mais preocupam.

Em Tangará da Serra, as lojas de materiais de construção sentem as consequências da redução da atividade industrial em seus estoques. Além disso, os estabelecimentos precisam atualizar os preços, já que o custo das mercadorias subiu, em alguns casos mais de 50%. No final das contas, o maior prejudicado sempre acaba sendo o consumidor, que precisa abrir ainda mais o bolso na hora de construir e reformar.

Os materiais que mais preocupam quanto aos estoques são o ferro, ferramentas e equipamentos, além de materiais que levam aço e cobre, como fios e cabos.

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A indústria de louças e cerâmicas – inclusive pisos – também tem dificuldades em atender pedidos, assim como forros, telhas de fibrocimento e materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões.

Conforme já publicado pelo Enfoque Business, a falta desses materiais e seus insumos ocasiona a alta de preços, obedecendo a lei da oferta e da procura.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC), os indicadores imobiliários nacionais do quarto trimestre de 2020 mostram que o aumento dos preços do material de construção e as ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor, em especial os empreendimentos dos imóveis ligados aos programas habitacionais populares, voltados para famílias com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

Recuperação

Segundo pesquisa Agenda 2021, da consultoria Delloite, a maioria dos executivos brasileiros apostam em uma retomada da atividade econômica em 2021. Uma parcela de 42% dos entrevistados acredita que, neste ano, a atividade econômica no Brasil voltará a ser igual ao nível pré-crise da covid-19, enquanto 18% acreditam que haverá crescimento e que a atividade econômica será superior ao nível pré-pandemia.

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No entanto, há uma parcela importante que se mostra mais pessimista. Entre os pesquisados, 37% acham que a economia não terá grande recuperação em 2021, ficando abaixo do nível de antes da crise causada pelo novo coronavírus. Apenas 3% dos entrevistados disseram esperar que a economia terá queda em relação ao fechamento de 2020.

Segundo especialistas, uma condição que deverá embasar a recuperação é a vacinação contra o novo coronavírus. Porém, a lentidão no país na distribuição dos imunizantes representa atraso na recuperação econômica projetada para este ano.

Mas, apesar do atraso, as coisas parecem se encaminhar, já que Anvisa começou a aprovar as vacinas para uso. Ontem (terça, 23), a Anvisa aprovou o registro definitivo da vacina da Pfizer/Biontech contra a Covid-19.

Conforme comunicado divulgado pela agência, foi “comprovada a segurança, qualidade e eficácia” do imunizante, “aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores”.

Vacinas de outros fabricantes, como a Coronavac e Oxford, também estão com suas aprovações encaminhadas.

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