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Navio encalhado no Canal de Suez volta a flutuar; Perdas econômicas são estimadas em US$ 300 bi

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O navio de transporte de contêineres Ever Given já não está atravessado no Canal de Suez e estima-se que a navegação seja retomada ainda hoje (29). As autoridades egípcias informaram que 367 navios aguardam passagem.

O navio Ever Given, com 400 metros e 200 mil toneladas, foi removido da margem, onde permanecia encalhado há seis dias. Para aliviar a carga, funcionários do canal retiraram cerca de 20 mil contêineres.

As manobras de rebocadores dirigidas por uma empresa holandesa, especialista em resgates de embarcações, conseguiram corrigir a posição do navio em 80%.

O porta-contêineres já flutua e está agora quase paralelo às margens, com a popa afastada da costa quase 100 metros. Assim que seja movido para uma seção mais larga do canal, será permitida a navegabilidade, adiantam as autoridades locais, citadas na BBC.

As equipes de resgate esperam a maré cheia para retomar os trabalhos.

Perdas econômicas

A interrupção do Canal de Suez tem impacto em cerca de 12% do comércio global. A cada dia de navegação suspensa, há impacto de mais de US$ 9 bilhões em mercadorias que deixam de passar pela hidrovia, de acordo com estimativa do Lloyd’s List, publicação especializada em comércio marítimo.

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Efeitos indiretos na indústria marítima podem incluir um agravamento da escassez de contêineres, já causada pelo coronavírus, a interrupção do comércio de petróleo e um aumento do número de atrasos nos portos, segundo o Lloyd’s List. Além disso, 9 em cada 10 navios que foram impactados não possuem seguros e coberturas para atrasos.

Considerando as perdas indiretas, os prejuízos econômicos podem superar a cifra dos US$ 300 bilhões, segundo estimativas de empresas especializadas em comércio martítimo.

Tempestade de areia, ventos fortes e erros técnicos e de manobra são as prováveis causas do encalhe do Ever Given.

O acidente também está influenciando o preço do petróleo. O barril já ultrapassava os US$ 53 no fim da semana passada.

O Ever Given está a serviço de uma empresa de Taiwan, a Evergreen. Uma tempestade de areia e ventos fortes, além de erros técnicos e de manobra, podem ter sido a causa do desvio do curso, contra a margem.

Há cerca de uma semana a embarcação estava encalhada, impedindo a circulação de uma das rotas mais movimentadas do mundo.

Suez

O Canal de Suez permite uma ligação mais curta entre a Ásia e a Europa, por meio do Mediterrâneo, em conexão com o Mar Vermelho. Em 2020, aproximadamente 19.000 navios passaram pelo canal, sendo mais de 50 por dia.

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A rota alternativa é contornar o Continente africano, pelo extremo sul, circuito que demora pelo menos mais duas semanas.

Fluxo aquaviário: Com bloqueio do Ever Given, outros 367 navios tiveram rota interrompida.

 

Inaugurado em 17 de novembro de 1869, o Canal de Suez representou grande alento aos egípcios, que depositam grandes esperanças na passagem marítima. A atividade no canal, além de trazer recursos financeiros, é um símbolo nacional.

As cidades de sua região, principalmente Port Said, tornaram-se centros comerciais dinâmicos, que conectaram o país à rede de comércio global. A “Estrada do Império Britânico”, como o canal era chamado, encurtou consideravelmente a distância entre Londres e Mumbai, de 19.855 quilômetros para 11.593 quilômetros. A mudança impulsionou o transporte marítimo.

Desde 2015, com a conclusão das obras de ampliação, mais navios podem navegar pelo Canal de Suez. Depois que o presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi, deu o aval para a obra, foram retirados 258 milhões de metros cúbicos de areia e a via foi ampliada num trecho de quase 40 quilômetros.

Essa não é a 1ª vez que o tráfego é suspenso, mas os incidentes no passado não foram da mesma proporção.

(Redação EB, com Agência Brasil e Reuters)

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Pandemia motiva Aneel a prorrogar tarifas de energia de distribuidoras em MT, MS e SP

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu prorrogar as tarifas de energia atuais de três concessionárias: Energisa Mato Grosso, Energisa Mato Grosso do Sul e CPFL Paulista. Com isso, não será aplicado o reajuste anual previsto para este ano e continuarão valendo as tarifas definidas em 2020. A medida atende a 7,1 milhões de unidades consumidoras nos estados de Mato Grosso (1,5 milhão), Mato Grosso do Sul (1 milhão) e São Paulo (4,6 milhões).

De acordo com a Aneel, a medida foi tomada levando em conta os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus na sociedade. Entre os efeitos, a agência destacou a ameaça à sustentabilidade econômico-financeira do setor elétrico, que resultou em forte pressão sobre as tarifas de energia.

“Por essa razão, a Aneel tem estudado intensamente alternativas para combater o efeito da pandemia nas tarifas pagas pelos consumidores de energia elétrica”, disse a agência.

A Aneel também destacou medidas adotadas para preservar a sustentabilidade do setor. Entre elas, o aporte R$ 900 milhões do Tesouro Nacional para socorrer consumidores atendidos pela tarifa social e a captação de R$ 15 bilhões em recursos privados para “prover liquidez às concessionárias do setor”, a chamada conta-covid.

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A agência disse ainda que estuda medidas adicionais, a exemplo do reperfilamento de montantes a serem pagos pelas distribuidoras às transmissoras, a título de indenização da Rede Básica de Sistemas Existentes (RBSE); utilização de créditos de PIS/Pasep e da Cofins e consequente devolução de créditos tributários aos consumidores, em decorrência da retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo daquelas contribuições das faturas de energia elétrica; incorporação imediata de receitas não destinadas à modicidade tarifária (migração de consumidores, encerramento contratual antecipado, ultrapassagem de demanda, excedente de reativos), entre outras.

“A complexidade dessas soluções estudadas exige tempo adicional para viabilização e operacionalização. Por essa razão, as tarifas de 2020 das três concessionárias foram prorrogadas até que as medidas possam ser aplicadas nos processos de reajuste tarifário dessas distribuidoras”, disse a Aneel.

(Agência Brasil)

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