conecte-se conosco

Economia & Mercado

Natal no MT: Previsão de contratação de temporários tem maior saldo em 10 anos

Publicado

A contratação de funcionários temporários neste Natal deve atingir o melhor saldo dos últimos 10 anos, com a expectativa de 2.857 vagas abertas neste período de fim de ano em Mato Grosso. Os números são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e mostram uma recuperação após a queda observada em 2020, quando foram abertas apenas 1.787 vagas no estado, em razão da pandemia de Covid-19.

O levantamento revela que a maior parte (45,3%) deve ser preenchida em estabelecimentos de hiper e supermercados, seguida das lojas de vestuário e calçados (16,6%) e de utilidades domésticas (13,9%). Demais segmentos do comércio correspondem a 24,1% das vagas que serão ofertadas no estado.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, afirma que a abertura de novas vagas de trabalho ajudam a movimentar a roda da economia. “Aquela pessoa que conseguir ingressar no mercado de trabalho também se torna um consumidor em potencial, pois vai adquirir produtos no comércio local”, explica.

Com relação ao salário médio desses trabalhadores, a CNC prevê o valor de R$ 1.608. o montante é 5,1% maior em relação a igual período do ano passado. O aumento observado, segundo Wenceslau Júnior, deve elevar ainda mais a expectativa de vendas por parte dos empresários no estado. “A principal data do comércio concentra os picos anuais de vendas no varejo. Mesmo no ano de 2020, em plena pandemia, Mato Grosso enxerga sua quarta maior marca histórica em vendas para o Natal”, explicou.

Leia mais:  Tangará da Serra: Variação orçamentária sugere PIB próximo de R$ 4,5 bi em 2020

Diferente do ano anterior, os empresários estão mais preparados neste ano e esperam uma performance de vendas ainda maior do que no ano passado, “mesmo com o espectro da inflação pairando no mercado”, concluiu o presidente da Fecomércio-MT.

Nacional

No país, está prevista a abertura de 94,2 mil vagas para atender aumento sazonal das vendas natalinas, onde a maior parte deve ocorrer no ramo de vestuário (61,4%) e de hiper e supermercado (20,1%). No ano passado, também por motivos pandêmicos, foram registradas 68,3 mil novas vagas no período. Sobre a taxa de efetivação dos temporários, Mato Grosso deverá seguir a média nacional prevista para 2021, de 12,2%, índice maior do que nos últimos cinco anos.

publicidade

Economia & Mercado

Na escalada dos preços, frango, ovos, carnes e derivados disparam e assustam consumidor

Publicado

As sucessivas altas dos preços em todos os segmentos já deixaram de apenas assustar e já se promovem a roteiros de filmes de terror para o consumidor. Ao lado dos combustíveis, os preços das proteínas são, agora, as maiores afrontas aos bolsos dos cidadãos.

O levantamento dos produtos da cesta básica cobrados no principal centro consumidor do país – São Paulo –  divulgado nesta semana pelo Procon mostra que o frango resfriado acumula altas muito acima das outras proteínas de janeiro a setembro de 2021. Segundo a pesquisa, o quilo do frango aumentou 35,89%, 519% o percentual apurado pelo medidor oficial da inflação nacional, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, de 6,90% nos nove meses deste ano.

A carne da ave custava R$ 8,67 no fim de dezembro de 2020 e foi encontrada por R$ 11,78 em média em setembro de 2021. Pelo jeito, os nutricionistas vão precisar trabalhar dobrado para convencer os brasileiros a não renunciarem às proteínas nas compras do supermercado.

Leia mais:  Varejo: Pasqualotto Supermercados investe em Tangará da Serra e adquire estrutura do Polo Centro

O quilo do presunto aumentou 23,22% nos nove primeiros meses, de R$ 26,05 a R$ 32,10. A dúzia de ovos está 20,08% mais cara (era R$ 7,32 e está R$ 8,79). A carne de segunda sem osso subiu o dobro da inflação medida pelo IPCA, de R$ 31,45 para R$ 35,81 (13,86% de variação).

A carne de primeira foi a com menor elevação, mesmo assim acima da inflação de todos os produtos. De janeiro a setembro, o produto, cada vez mais nobre, aumentou 9,46%. Saía por já bem dolorosos R$ 39,10 o quilo para R$ 42,80.

A explicação para a disparada no frango, acima das outras proteínas, justifica-se por uma série de fatores. O milho, utilizado como ração aos animais, subiu mais de 50% em um ano por causa das secas e da valorização das commodities. Ao mesmo tempo, a procura pelo produto aumentou com a impossibilidade de o consumidor bancar carnes mais caras. E se tem gente demais querendo comprar, o reajuste é inevitável.

Carne suína sobe menos

Mesmo com a alta acumulada ao longo do ano, a carne suína não acompanhou o ritmo de valorização do produto bovino e do frango. É o que mostra um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. De acordo com a pesquisa, a carcaça especial suína subiu 0,8% de janeiro a outubro deste ano frente a igual período de 2020, chegando à média de R$ 10,54 por quilo em 2021 em valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. Na mesma base de comparação, a carcaça bovina e o frango inteiro resfriado avançaram 21,4% e 28,8%, respectivamente, com médias de R$ 20,44 e R$ 7,09 por quilo.

Leia mais:  Para compensar alta, governo zera imposto de importação para o arroz até 31 de dezembro; Intervenção segue descartada

Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, o desempenho mais fraco do produto suíno pode ser explicado pelos baixos valores de exportação, que funcionam como bússola para os preços internos.

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana