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Cidades & Geral

Município recupera convênio que permitirá dobrar cobertura do sistema de esgoto na área urbana

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Um convênio com valor complementar de R$ 3 milhões foi recuperado pelo município de Tangará da Serra para conclusão de obras de saneamento básico na parte norte da área urbana da cidade. A informação foi repassada ontem ao Enfoque Business pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), que mencionou o restabelecimento do convênio como uma determinação do prefeito Vander Masson (PSDB).

Os recursos complementares têm origem no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em convênio que estava inativo há mais de ano. Com a celebração do convênio, o Samae poderá concluir obras de implantação de três elevatórias e parte da rede coletora de esgoto já existente a partir da Avenida Ismael José do Nascimento, abrangendo os bairros Jardim Califórnia, Cohab Tarumã, Jardim Itália, Jardim Tanaka, Parque das Mansões e região do Residencial Dona Júlia e Condomínio Manacá.

Segundo o Samae, as obras complementares já têm seu processo licitatório pronto para lançamento de edital. A autarquia projeta concluir as obras até 31 de dezembro desse ano.

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Uma vez concluídas, as obras representarão uma cobertura de 30% da área urbana de Tangará da Serra, com interligação a outros 30% já existentes.

Emissário

Estação de Tratamento de Esgoto de Tangará da Serra opera no limite.

Para tratar o esgoto coletado na parte adicional de 30% de cobertura da cidade, o município contará com outra obra que aliviará a carga sobre a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cuja capacidade já se encontra no limite.

A obra consiste num emissário do esgoto coletado para novas lagoas a serem abertas nas proximidades do rio Sepotuba, onde a água residual do esgoto tratado será lançada. O sistema emissário é uma obra de externalidade de uma empreendedora do setor imobiliário.

O sistema é a solução para as limitações da ETE, que necessitaria de novas lagoas para tratamento. Para tanto, o município teria de abrir processo de desapropriação de áreas anexas, representando altos custos.

Nova etapa

Após a licitação das obras complementares da rede de esgoto da parte norte do aglomerado urbano, o Samae licitará obras de rede de esgoto com recursos de R$ 25 milhões, cujo convênio foi celebrado com a Caixa Econômica Federal.

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De acordo com o Samae, estas obras representarão mais 20% de cobertura com rede de esgoto na cidade, deixando o município muito próximo de resolver o atual problema de limitação na nesta área.

As obras iniciarão após processo licitatório, provavelmente ainda em 2021 e, uma vez concluídas, representarão 80% da cidade atendida com tratamento de esgoto. Os 20%, segundo o Samae, deverão ser viabilizados com recursos próprios.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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