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MT mantém saldo positivo de empregos, mas fevereiro mostra oscilações regionais

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Mato Grosso manteve saldo positivo na geração de postos de trabalho formais, mas os dados de fevereiro de 2026 revelam oscilações entre municípios e setores da economia. As informações são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

No mês, o estado registrou abertura de 4.749 postos com carteira assinada, resultado de 58.904 admissões e 54.155 desligamentos. Apesar do desempenho positivo no agregado, a distribuição regional dos dados aponta comportamentos distintos entre os municípios.

Agropecuária puxa queda, mas efeito é sazonal

O principal impacto negativo veio da agropecuária, com saldo de -1.351 vagas no estado. O movimento, no entanto, está associado à sazonalidade do setor, especialmente ao fim de ciclos produtivos, e não indica retração estrutural da economia.

Municípios com forte base agrícola concentraram os maiores recuos, como Sapezal (-584), Sorriso (-292) e Campo Novo do Parecis (-53).

Centros urbanos sustentam crescimento

Por outro lado, cidades com economia mais diversificada apresentaram desempenho positivo, com destaque para Cuiabá (+1.648), Rondonópolis (+507), Sinop (+481) e Várzea Grande (+372).

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Nesses municípios, o setor de serviços foi determinante para o resultado, refletindo maior dinamismo urbano e menor dependência da sazonalidade do campo.

Tangará lidera na região com saldo positivo

Tangará da Serra, Avenida Brasil: Polo da região Sudoeste.

Na região Sudoeste/Chapadão, Tangará da Serra registrou saldo positivo de 219 postos de trabalho em fevereiro, o melhor desempenho entre os municípios analisados no recorte regional.

O resultado foi puxado principalmente pela agropecuária (+134), enquanto o comércio apresentou leve retração (-17), indicando ajuste pontual.

Municípios com saldo negativo não indicam tendência

Cidades como Cáceres (-48) e Barra do Garças (-266) apresentaram resultado negativo no mês, com queda concentrada em setores específicos — especialmente serviços, no caso de Barra do Garças.

Apesar disso, os dados não permitem afirmar retração econômica. Oscilações mensais são comuns e podem refletir ajustes localizados ou movimentações pontuais de empresas.

Ano de 2025 reforça cenário de crescimento

A leitura dos dados ganha consistência quando comparada ao desempenho de 2025. No acumulado do ano passado, todos os municípios analisados fecharam com saldo positivo na geração de empregos formais.

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Cuiabá liderou com 6.322 postos, seguida por Várzea Grande (2.632), Sinop (1.641) e Rondonópolis (1.017). Mesmo municípios com menor saldo absoluto, como Tangará da Serra (229) e Barra do Bugres (126), também apresentaram crescimento.

Comparativo reforça oscilação de curto prazo

Os gráficos abaixo mostram o contraste entre o desempenho consolidado de 2025 e o resultado pontual de fevereiro de 2026:

Análise

A combinação dos dados indica que Mato Grosso mantém uma trajetória de geração de empregos formais, com variações mensais influenciadas principalmente pela dinâmica da agropecuária.

Enquanto o interior agrícola apresenta maior volatilidade, os centros urbanos sustentam o crescimento por meio do setor de serviços. As oscilações observadas em fevereiro, portanto, não configuram mudança de tendência, mas ajustes dentro de um cenário mais amplo de expansão do mercado de trabalho formal.

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Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de intensas transformações e desafios estruturais neste início de agosto. Conforme destaca o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, autor das reflexões e registros do programa Momento Agrícola deste sábado, o setor produtivo enfrenta uma tempestade perfeita caracterizada pela inadimplência recorde, margens estreitas e um cenário macroeconômico de incertezas. Arioli ressalta que o crescimento vertiginoso dos índices de atrasos nos pagamentos, que saltaram mais de nove vezes no intervalo de apenas três safras, é o reflexo direto de custos de produção elevados e uma política de juros que ainda sufoca o reinvestimento no campo.

A crise de liquidez, desencadeada por safras frustradas em regiões estratégicas e pela queda nos preços das principais commodities, é agravada por uma taxa Selic que, apesar do recente corte, permanece em patamares considerados proibitivos para a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse contexto, a sanção de novas legislações e as movimentações do Banco Central tornam-se o centro das atenções para quem planeja o próximo ciclo produtivo.

A sanção da lei 15.485 e o novo controle dos fretes

Um dos marcos regulatórios mais importantes da semana foi a sanção da Lei nº 15.485/2026, que estabelece o controle rigoroso e o uso do piso mínimo de fretes fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova legislação, originada da MP 1.343/2026, visa dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos caminhoneiros e transportadoras, proibindo a prática de valores inferiores à tabela oficial e prevendo multas severas para o descumprimento.

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Para o agronegócio, que depende fortemente da logística rodoviária para o escoamento da produção, a medida traz um misto de proteção ao elo transportador e preocupação com o aumento dos custos logísticos. A lei garante reajustes automáticos sempre que o preço do óleo diesel oscilar, o que exige do produtor rural uma gestão ainda mais fina dos custos de comercialização.

Economia sob pressão: selic a 14% e dívida pública em alta

No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Entretanto, a medida foi recebida com desconfiança pelo setor produtivo. Em suas reflexões, Ricardo Arioli aponta que a redução é insuficiente para alterar o panorama de endividamento e estimular a economia real, mantendo o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo.

Outro dado que acende o alerta é a dívida bruta do país, que atingiu a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível de endividamento público limita o espaço para políticas de incentivo e subsídios ao crédito rural, pressionando o governo a manter juros elevados para controlar a inflação, criando um ciclo vicioso que atinge diretamente o caixa das propriedades rurais.

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Indicadores Econômicos – Agosto 2026:

Entrevistas técnicas: jardinagem, sementes e gestão de pessoas

O segundo bloco do Momento Agrícola trouxe discussões técnicas essenciais para a profissionalização do setor:

  • Jardinagem e paisagismo: Milton Braida detalhou os preparativos para o Encontro Nacional de Jardinagem (ENJAR), destacando como o setor tem se integrado à arquitetura urbana e ao bem-estar no campo.
  • Tecnologia em sementes: Fernando Henning, da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), trouxe as novidades do Congresso Brasileiro de Sementes, focando na qualidade fisiológica e nos avanços genéticos que garantem o vigor das lavouras.
  • Gestão de pessoas: Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou a importância da liderança e da retenção de talentos no agro. Em um momento de crise financeira, a gestão eficiente do capital humano torna-se um diferencial competitivo para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.

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Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 08 de agosto, acesse o link abaixo:

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