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MT adere a auxílio federal para conter alta do diesel; custo será de R$ 100 milhões

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O Governo de Mato Grosso vai aderir à proposta do Governo Federal que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com divisão igual dos custos entre a União e os estados.

A medida terá duração de 60 dias e busca reduzir os impactos da alta dos combustíveis na economia, especialmente em meio ao cenário de instabilidade internacional.

Segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, a adesão representa uma contribuição do Estado para conter os efeitos da elevação dos preços. “É uma contribuição do Estado de Mato Grosso na tentativa de reduzir os impactos da guerra nos preços dos combustíveis e os reflexos na economia, especialmente no transporte e no preço dos alimentos. Para Mato Grosso, o custo estimado será de aproximadamente R$ 100 milhões nesses dois meses”, afirmou.

O secretário ressaltou, no entanto, que o Estado não tem condições de manter a medida por período superior. “Mato Grosso não tem condições de estender essa política além dos 60 dias. Caso haja necessidade de prorrogação, a União deverá assumir integralmente o custo, por se tratar de uma decisão de âmbito nacional”, declarou.

Leia mais:  Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

A proposta foi debatida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária, em reunião com representantes dos estados e do Ministério da Fazenda. Na ocasião, os estados solicitaram ao Governo Federal um documento formal com os detalhes da medida, para avaliação técnica dos impactos financeiros, viabilidade e prazos de implementação.

(Redação EB, com Secom-MT; Foto: Agência Brasil)

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Inadimplência recorde e novos marcos regulatórios: o balanço do agronegócio em agosto

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de intensas transformações e desafios estruturais neste início de agosto. Conforme destaca o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, autor das reflexões e registros do programa Momento Agrícola deste sábado, o setor produtivo enfrenta uma tempestade perfeita caracterizada pela inadimplência recorde, margens estreitas e um cenário macroeconômico de incertezas. Arioli ressalta que o crescimento vertiginoso dos índices de atrasos nos pagamentos, que saltaram mais de nove vezes no intervalo de apenas três safras, é o reflexo direto de custos de produção elevados e uma política de juros que ainda sufoca o reinvestimento no campo.

A crise de liquidez, desencadeada por safras frustradas em regiões estratégicas e pela queda nos preços das principais commodities, é agravada por uma taxa Selic que, apesar do recente corte, permanece em patamares considerados proibitivos para a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse contexto, a sanção de novas legislações e as movimentações do Banco Central tornam-se o centro das atenções para quem planeja o próximo ciclo produtivo.

A sanção da lei 15.485 e o novo controle dos fretes

Um dos marcos regulatórios mais importantes da semana foi a sanção da Lei nº 15.485/2026, que estabelece o controle rigoroso e o uso do piso mínimo de fretes fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova legislação, originada da MP 1.343/2026, visa dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos caminhoneiros e transportadoras, proibindo a prática de valores inferiores à tabela oficial e prevendo multas severas para o descumprimento.

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Para o agronegócio, que depende fortemente da logística rodoviária para o escoamento da produção, a medida traz um misto de proteção ao elo transportador e preocupação com o aumento dos custos logísticos. A lei garante reajustes automáticos sempre que o preço do óleo diesel oscilar, o que exige do produtor rural uma gestão ainda mais fina dos custos de comercialização.

Economia sob pressão: selic a 14% e dívida pública em alta

No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Entretanto, a medida foi recebida com desconfiança pelo setor produtivo. Em suas reflexões, Ricardo Arioli aponta que a redução é insuficiente para alterar o panorama de endividamento e estimular a economia real, mantendo o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo.

Outro dado que acende o alerta é a dívida bruta do país, que atingiu a marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível de endividamento público limita o espaço para políticas de incentivo e subsídios ao crédito rural, pressionando o governo a manter juros elevados para controlar a inflação, criando um ciclo vicioso que atinge diretamente o caixa das propriedades rurais.

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Indicadores Econômicos – Agosto 2026:

Entrevistas técnicas: jardinagem, sementes e gestão de pessoas

O segundo bloco do Momento Agrícola trouxe discussões técnicas essenciais para a profissionalização do setor:

  • Jardinagem e paisagismo: Milton Braida detalhou os preparativos para o Encontro Nacional de Jardinagem (ENJAR), destacando como o setor tem se integrado à arquitetura urbana e ao bem-estar no campo.
  • Tecnologia em sementes: Fernando Henning, da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), trouxe as novidades do Congresso Brasileiro de Sementes, focando na qualidade fisiológica e nos avanços genéticos que garantem o vigor das lavouras.
  • Gestão de pessoas: Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou a importância da liderança e da retenção de talentos no agro. Em um momento de crise financeira, a gestão eficiente do capital humano torna-se um diferencial competitivo para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.

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Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 08 de agosto, acesse o link abaixo:

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