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Infraestrutura & Logística

MT-240: Entidade conveniada garante que apesar das chuvas, trafegabilidade está assegurada

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A trafegabilidade no trecho em obras da MT-240, entre Tangará da Serra e Santo Afonso, está sendo monitorada pela associação de produtores conveniada com o governo do Estado e, também, pelas prefeituras de Tangará da Serra e Santo Afonso. A afirmação é do gerente operacional das obras, Edilson Sampaio.

Há uma preocupação entre os usuários da estrada, que temem pela boa trafegabilidade em razão das chuvas que ocorrem em meio às obras, especialmente nos trabalhos de imprimação e pavimentação.

Edilson Sampaio, porém, disse que o tráfego de veículos naquele trecho seguirá normalmente, sob monitoramento da coordenação dos trabalhos. “O governo do Estado está atento, a associação e as prefeituras também. A empreiteira já foi notificada. O tráfego ocorre normalmente e não há risco de ocorrência de atoleiros”, assegurou.

Edilson (dir.): “O tráfego ocorre normalmente e não há risco de ocorrência de atoleiros”.

A pavimentação da MT-240, no trecho de 38 quilômetros entre Tangará da Serra e Santo Afonso, tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2022. Orçada em R$ 23,1 milhões, a pavimentação é executada pela empreiteira Centro Leste, de Goiás, que venceu a concorrência para a execução das obras. O custeio ocorre pelo governo do Estado, com uma parcela de R$ 18,6 milhões, e restante pelas prefeituras de Tangará da Serra (R$ 2,5 milhões) e Santo Afonso (R$ 1,5 milhão) e R$ 500 mil pela Associação.

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Importância

Edilson Sampaio destaca que a pavimentação da rodovia será de grande importância, já que a produção agropecuária tem apresentado índice elevado de crescimento na região entre os dois municípios. “Hoje são cerca de 15 mil hectares cultivados de soja e milho, mais a bovinocultura de corte, e a tendência é de um rápido crescimento desses números”, observa o gerente operacional.

Sampaio observa que a região também conta com um assentamento – Nossa Senhora Aparecida – com 71 famílias de agricultores familiares que produzem hortigranjeiros e produtos de lavoura branca, além de frangos, leite e pequenos animais.

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Infraestrutura & Logística

Logística: Consema emite Licença Prévia do Terminal Portuário Paratudal, em Cáceres

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O Consema – Conselho Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso aprovou, nesta quarta-feira (29), a Licença Prévia (LP) do Terminal Portuário de Paratudal (foto acima), no rio Paraguai, em Cáceres. A aprovação da LP – emitida no mês passado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) – pelos conselheiros teve 16 votos favoráveis e cinco contrários.

Empreendimento da Companhia de Investimento do Centro Oeste, Paratudal é o segundo porto a receber a licença para se estabelecer no tramo norte do rio Paraguai. Antes dele, em janeiro, fora emitida LP para o Terminal Portuário de Barranco Vermelho.

A aprovação de mais esta LP é uma notícia relevante para o desenvolvimento da macrorregião Oeste-Sudoeste do Estado. “É mais um passo importante na consolidação da logística suprarregional. Os TUPs (Terminais de Uso Privado) são vetores privados importantes na utilização das nossas condições naturais”, observa o engenheiro civil Adílson Reis, de Cáceres. Adílson é membro da Agenda Regional Oeste (ARO), movimento apartidário, de natureza privada, que tem por objetivo acompanhar e colaborar nas obras de integração logística e de desenvolvimento socioeconômico da mesorregião sudoeste de Mato Grosso.

Adílson Reis, da ARO: “Passo importante na consolidação da logística suprarregional”.

O diretor executivo do Terminal Portuário Paratudal, Cláudio Padilha, enalteceu a conquista da LP. “Esta é uma história de persistência que serve como exemplo para incentivar outros empreendedores e fazer o poder público repensar a questão burocrática para que processos como esse, da LP de Paratudal, tenham mais celeridade”, disse, considerando a importância da infraestrutura logística para o crescimento de Mato Grosso. “O estado é carente de infraestrutura logística… o País precisa, cada vez, mais crescer e se soltar dos grilhões do subdesenvolvimento, que as nações mais poderosas ainda tentam manter”, completou.

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O também engenheiro civil e especialista em logística, Silvio Tupinambá, destacou a importância da concessão da LP, que antecede a Licença de Instalação (LI), sendo esta etapa o start para o início das obras de construção da unidade portuária. Ele observa, porém, que para o bom funcionamento de Paratudal e, também, de Barranco Vermelho, é preciso acelerar a pavimentação da BR-174, que dará acesso aos dois terminais. “Esta rodovia é fundamental para acessar os dois portos, que podemos chamar de Estações de Transbordo de Cargas. Vemos, aí, a importância da intermodalidade no contexto do desenvolvimento de uma região como a nossa”, disse Tupinambá, que reside em Tangará da Serra, município que, segundo o próprio especialista, integra a ‘hinterland’ dos portos e, por isso, será largamente beneficiado com o sistema logístico em implantação no município de Cáceres.

Saindo do papel

A partir da LP, o Terminal Portuário Paratudal começará a sair do papel. “Com a Licença Previa expedida, o trabalho agora se volta para a obtenção da Licença de Instalação”, observou o diretor Cláudio Padilha. Segundo ele, a expectativa é de esta fase – que compreende o processo para obtenção da Licença de Instalação (LI) – será bem mais rápida. “Dependemos somente de apresentação dos Planos Ambientais de monitoramento, já aprovados na LP, e cumprir com o termo de compensação ambiental”, projetou, lembrando que, a partir daí, as obras iniciarão, no máximo, em seis meses.

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Além de Paratudal e de Barranco Vermelho – ambos com Licença Prévia – o tramo norte do rio Paraguai já conta com outro porto – o Terminal Portuário APH -, este pronto para operar. Somente Paratudal terá capacidade de movimentar 5 milhões de toneladas de grãos por ano, além de 3 milhões/ano de toneladas de fertilizantes e 250 mil toneladas/ano de contêineres e carga geral.

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