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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: VBP, exportações de frango, novos parceiros e entrevistas são destaque

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A edição do Momento Agrícola dessa penúltima semana de fevereiro traz várias informações relevantes para quem produz e trabalha/opera no Agro.

O programa – produzido pelo engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli – é veiculado pela rede de rádios do Agro e reproduzido semanalmente pelo Enfoque Business em formato de matéria jornalística com link da íntegra ao final do texto

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileira deve crescer 11,8% e chegar a R$ 1,002 trilhão, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a agricultura, o valor projetado é de R$ 688,4 bilhões e para a pecuária é de R$ 314,5 bilhões. O acréscimo em relação a 2020 foi de 15,2% nas lavouras e 5,1% na pecuária.

O coordenador da pesquisa do VBP e coordenador geral de avaliação de Políticas e Informação do Mapa, José Garcia Gasques, entende que a expectativa do resultado se deve a dois fatores. O primeiro são os preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos. O segundo são as boas previsões para a safra.

Soja é a principal commodity da produção brasileira.

Os cinco produtos que lideram o VBP são soja, milho, cana-de-açúcar e algodão, que representam 83,3% do VBP das lavouras.

Ricardo Arioli destaca, porém, que a geração de riquezas do Agro se dá apesar das pressões ambientais. O produtor rural brasileiro é o que mais preserva e é obrigado a ter reserva ambiental em sua propriedade. Vale a pena ouvir as considerações de Arioli a respeito.

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Frango nas Arábias

As exportações brasileiras de carne de frango caíram no primeiro mês deste ano, mas alguns dos principais destinos do produto no mercado árabe aumentaram as importações.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que a Arábia Saudita comprou 35,8 mil toneladas, totalizando US$ 58,5 milhões, altas de 2% e 4% respectivamente sobre janeiro do ano passado.

Oriente Médio comprou mais carne de frango do Brasil em janeiro.

Os sauditas foram o maior importador de carne de frango do Brasil em janeiro entre os países árabes. Os Emirados Árabes Unidos ocuparam a segunda posição no ranking e adquiriram 21,7 mil toneladas, que somaram US$ 32,8 milhões. Houve alta de 3% em volume, apesar da queda de 2% em receita.

Em seguida apareceram Iêmen, Kuwait e Omã como compradores árabes do frango brasileiro. O Iêmen se destacou com altas de 6% em volume (9,6 mil toneladas) e de 10,7% em receita (US$ 13,9 milhões). O Kuwait apresentou uma queda brusca nos embarques, de 38% em volume (5,9 mil toneladas) e de 35% em receita (US$ 9,5 milhões). Omã apresentou alta de 8,9% em volume (5,6 mil toneladas) e de 1,5% em receita (US$ 8,3 milhões).

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Novos negócios

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou a abertura de mais três mercados para produtos brasileiros. O Camboja vai passar a comprar carne suína do Brasil. A abertura é válida para cortes in natura e processados de carne suína de indústrias habilitadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Brasil. O Chile liberou a compra de ovos SPF (Specific Pathogen Free, na sigla em inglês), que são livres de patógenos específicos do Brasil. A Colômbia, por sua vez, confirmou a abertura para importar sementes de arroz brasileiras.

Outras

O Momento Agrícola também traz informações sobre um estudo norte-americano sobre as influências do uso de tecnologias de agricultura de precisão.

A 12ª Jornada Técnica da Agrodinâmica, tradicional evento do Agro na região do Chapadão dos Parecis, é outro destaque. O evento, que aborda a safra de soja, será realizado de forma virtual, no próximo sábado (27), a partir das 07 horas. Os palestrantes são Valtemir Carlin, agrônomo, pesquisador e proprietário da Agrodinâmica; o pesquisador Leandro Zancanaro, da Fundação MT, e o também pesquisador Evandro Fagan, da Unipam.

Nos blocos seguintes, o Momento Agrícola traz entrevistas com os temas ‘Um novo Fundo para financiar o Agro, o FIAGRO’, com João Henrique Hummel, Executivo da FPA; ‘Instituto Pensar Agro sob nova presidência’, com Nilson Leitão, e ‘O Zoneamento Sócio Econômico Ecológico de MT está de volta’, com Normando Corral, presidente da FAMATO.

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Agronegócio & Produção

Unificação: Município poderá ganhar núcleo de assistência e fomento à atividade rural

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A unificação da assistência técnica para as pequenas propriedades poderá ser uma novidade em Tangará da Serra ainda nesse ano. A informação é do secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Rogério Rio, que articula a criação de um núcleo ou comitê de assistência técnica e fomento à atividade rural no município.

Rio informa que ao menos cinco órgãos e instituições deverão compor o núcleo/comitê, sendo eles a própria Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Empaer, o Senar-MT, a Unemat e o Sindicato Rural de Tangará da Serra. Também há conversações com o Indea e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. “A ideia é mapear a atividade rural, a produção do município, e distribuir tarefas”, explica.

Rogério Rio: “Nosso objetivo é fazer a assistência chegar na ponta, lá na propriedade, junto ao produtor”.

Conforme o secretário, a assistência técnica nas pequenas propriedades e na agricultura familiar precisa ser mais efetiva e harmonizada. “Nosso objetivo é fazer a assistência chegar na ponta, lá na propriedade, junto ao produtor”, observa.

Rogério Rio cita como exemplo a produção leiteira, uma atividade que resulta em renda mensal importante ao pequeno produtor e que, por isso, ajuda a fixar o homem no campo. Assim, uma assistência técnica e uma logística de comercialização adequadas podem resultar num incremento significativo na produtividade e na rentabilidade. “Muito leite sai de Tangará da Serra e vai para Arenápolis, Barra do Bugres e Curvelândia, enquanto o laticínio daqui do município tem que comprar leite lá fora”.

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Os cursos de qualificação do Senar também são mencionados pelo secretário. De ótima qualidade, os cursos oferecidos pelo órgão podem atender os pequenos de uma forma mais abrangente, em espacial os produtores assentados no Antônio Conselheiro e outros assentamentos.

As conversações em torno da unificação deverão resultar na formalização do núcleo ou comitê neste segundo semestre. “A unificação é uma ideia que vem sendo fomentada a mais tempo e que agora começa a tomar forma”, concluiu Rogério Rio.

(Foto cabeçalho: Empaer)

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