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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Padrões da soja, transgênicos, cigarrinha do milho e entrevistas são os destaques

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A terceira edição de julho de 2021 do Momento Agrícola traz uma série de abordagens relevantes sobre o Agro. Mudanças nos padrões da soja, desinformação sobre transgênicos, os prejuízos causados pela cigarrinha do milho e entrevistas são os principais destaques.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business (ao final do texto), também aos finais de semana.

China e os padrões da soja

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e, no mundo, tem o poder de balizar regras do comércio exterior, dado o poderio do seu mercado consumidor. Afinal, os chineses somam mais de 1,4 bilhão de pessoas, é o país que mais exporta no mundo e, também, o que tem maior apetite nas importações, em especial de alimentos.

Soja: Reduzir a umidade traria reflexos nos custos de secagem, armazenagem e transporte e, também, na comercialização.

Pois, agora, a China quer alterar os padrões da soja comercializada no mundo, ou pelo menos a soja que adquire. O governo do gigante asiático já notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre sua proposta de reduzir alguns padrões da soja, a começar pelo teor de umidade, que pela proposta seria reduzido dos atuais 14% para 13%.

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Parece pouco? Nem tanto!

Reduzir a umidade traria alguns reflexos, a começar pelos custos de secagem, de armazenagem e transporte e, também, na comercialização.

Há, também, outro detalhe: A China notificou a OMC em fevereiro e a nova proposta surge quando o Brasil revisa o seu próprio padrão de soja.

Ricardo Arioli discorre com propriedade sobre esse assunto logo no início do primeiro bloco do Momento Agrícola deste sábado.

Outros

O Momento Agrícola traz à baila outros assuntos relevantes no ambiente do Agro no Brasil. Ainda no primeiro bloco, Ricardo Arioli discorre sobre a cigarrinha do milho, que penalizou os produtores com grandes prejuízos nesta safra.

Enfezamento, doença provocada pela cigarrinha, pode representar prejuízos de até 90% nas lavouras.

O enfezamento, doença provocada pela cigarrinha, pode representar prejuízos de até 90% nas lavouras. Esse risco aponta para qual caminho? A resposta é óbvia: Pesquisa para variedades de milho mais resistentes à praga.

No rastro desta necessidade de pesquisa por novas tecnologias de produção de alimentos, Ricardo Arioli fala sobre a desinformação proporcionada por ambientalistas sobre os organismos geneticamente modificados.

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O autor do Momento Agrícola cita a magistral participação do bioquímico e escritor José Miguel Mullet num webinar na Europa, semana passada. Mullet afirmou em alto e bom tom que “fazer oposição a transgênicos é luxo de uma sociedade que não passa fome”, e que “políticos e ambientalistas que desinformam sobre a tecnologia agroambiental não dizem que as muitas vacinas e medicamentos são transgênicos”. Vale a pena ouvir esta passagem do programa.

Entrevistas

O Momento Agrícola traz, a partir do segundo bloco, as tradicionais entrevistas. A primeira delas é com Chico Manzi, da Acrimat, abordando ‘O Dia do Pecuarista’. No terceiro bloco, o tema é ‘Os Desafios da Pecuária’, com Normando Corral, da FAMATO.

Fechando o programa, Donizete Tokarski, da Ubrabio, conversa com Ricardo Arioli sob o tema ‘O Biodiesel é Estratégico’.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

 

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Agronegócio & Produção

Módulo de Academia de Liderança levanta debate sobre papel da mulher no setor agropecuário

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Conhecer o panorama do setor agropecuário no Brasil e desenvolver uma rede de relacionamentos que resultem em impactos positivos ao agronegócio de Mato Grosso. Esses foram alguns dos objetivos da visita técnica à Brasília realizada pelas participantes da Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, na última semana.

Foi no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a primeira programação na capital federal. Nele, foram apresentadas as áreas de atuação do Sistema CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a atuação da CNA junto ao Congresso Nacional.

O presidente do Sistema Famato, Normando Corral, realizou a abertura do evento e destacou a importância de fortalecer a categoria. “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda. Hoje nós temos quem lida direto com o gado, quem opera máquina agrícola, quem faz toda a parte de gestão e elas tem muito mais espaço a conquistar”.

Normando: “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda”.

Segundo o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, desenvolver lideranças é uma das metas da instituição, que lançou neste mês de agosto, a Comissão Nacional de Mulheres do Agro. “Queremos formar líderes que busquem resolver o problema do produtor rural e a Comissão tem o objetivo de fortalecer as lideranças femininas do agro provocando maior participação das mulheres nos sindicatos rurais”, destaca.

Além das representantes de Mato Grosso, também participaram 10 produtoras rurais da Comissão Técnica Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Em um painel denominado A Liderança de Todos os Dias, as participantes aproveitaram para contar suas experiências no campo e compartilhar suas vivências como mulheres e líderes do setor.

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A pecuarista de Cáceres, Fernanda Machado, destacou a singularidade da mulher no agro. “Estamos ocupando espaço, falamos o que precisa falar porque sabemos o quanto custou para conquistar tudo isso. O homem gosta da agilidade, mas a mulher tem capacidade para o negócio de outra forma. É como uma fazenda, uma diferente da outra”.

A produtora rural Emanuelle Cruz e Santos, assumiu a gestão da propriedade rural da família e está construindo o pioneirismo feminino, em sua realidade. “Estamos sendo pioneiras e tentando mudar uma realidade. Às vezes num ambiente masculino eu não tinha segurança para falar, por isso venho trabalhando para assumir o meu papel de liderança. Se não lideramos a nós mesmas, não vamos conseguir liderar uma empresa ou uma propriedade”, destacou.

Segundo a presidente do Sindicato Rural de Guiratinga, Juliana Mesquita, é importante que as mulheres do agro mostrem à sociedade, o seu valor e o do setor. “A maioria dos homens tem dificuldade de enxergar a capacidade na mulher e acabam desmerecendo o trabalho. São poucas as mulheres que dão a cara a tapa para mudar essa realidade.

A técnica de campo da Assistência Técnica e Gerencial do Senar-MT, Janaína Lima, trabalhou em vários cenários no campo e contou a sua experiência. “Sou doutora em zootecnia, fui técnica, formei técnicos, sou produtora rural e hoje trabalho dando assistência técnica a 17 produtores rurais. E é preciso que a mulher acredite em alguém que fala que você consegue. Fico muito contente em ver panoramas em que mulher e homem trabalham juntos e em igualdade”

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Painelistas

“As mulheres possuem o seu jeito de liderar, que às vezes, é muito diferente do perfil do homem. Não queremos ser os homens, queremos ser nós mesmas, liderando do jeito feminino de ser, com a assertividade necessária”, Janaína Flor, coordenadora da NFPGO.

“A verdadeira liderança é aquela que consegue ajudar o colaborador até fora do ambiente de trabalho, em questões pessoais e familiares. É ele olhar para você e enxergar um ponto de apoio”. Denise Hasse, vice-presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde.

“As mulheres tendem a precisar de mais tempo para tomarem decisões e, às vezes, o mercado não consegue esperar. É preciso buscar um equilíbrio entre o perfil de trabalho e a necessidade dos negócios”, Fabiano Tavares, confinador.

“Ao serem mais assertivas, as mulheres trazem mais resultados positivos para a atividade”, Ana Claudia, Direto da Fazenda.

O segundo encontro se estendeu por dois dias e também contou com uma visita ao Congresso Nacional, em que as participantes tiveram a oportunidade de conhecer os poderes legislativo, executivo e judiciário na capital federal. As participantes também conheceram o Instituto Pensar Agro da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Gustavo Carneiro, diretor-geral do IPA, destacou a importância do engajamento no setor. “Não temos ligação com pessoa física, apenas com associações que representam o setor, por isso é importante que estejam engajados com as instituições que trazem os problemas e desafios dos produtores rurais para debate”.

O próximo e último encontro ocorrerá em Cuiabá, no mês de setembro. O assunto será comunicação. As participantes aprenderão sobre mídia training, storytelling, redes sociais, técnicas de negociação, entre outros.

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