conecte-se conosco

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Imposto de Importação, exportações e agricultura sustentável são os destaques

Publicado

O Momento Agrícola traz nesta última semana do mês de abril uma série de informações relevantes sobre o agronegócio. De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud (link ao final do texto) pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Imposto de Importação

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex), suspendeu novamente a alíquota do imposto de importação aplicada ao milho, à soja, ao óleo de soja e ao farelo de soja. A medida entra em vigor sete dias após a publicação da resolução Gecex e termina em 31 de dezembro de 2021.

Em outubro do ano passado, a Camex já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021, e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021.

A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos.

Leia mais:  MP requer majoração de indenização imposta à Aprosoja por plantio extemporâneo

Além do cenário de preços não ter se confirmado, apesar da safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internos seguiram em alta em virtude da forte demanda externa e da manutenção da desvalorização do real frente ao dólar.

Conjuntura

Como destaca Ricardo Arioli, o problema do milho é a falta deste no mercado. Quem quer comprar não acha e só uma nova safra pode resolver o problema desta demanda reprimida. Mias, há outro problema: o milho desta safra já foi plantado tardiamente e a provável falta de chuvas poderá afetar sobremaneira a produtividade. Então, nem a compra antecipada está sendo possível, pois o produtor não pode vender algo que não sabe se terá lá na frente.

Arioli faz uma análise muito precisa sobre essa conjuntura em praticamente toda a primeira metade do primeiro bloco do Momento Agrícola deste sábado.

Exportações

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor recorde para o mês de março, alcançando US$ 11,57 bilhões. A cifra nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões para os meses de março, em toda a série histórica desde 1997. O valor é 28,6% superior aos US$ 9,0 bilhões no mesmo período de 2020.

Um dos motivos que explicam o bom desempenho do agronegócio é o aumento dos preços dos produtos exportados, que registraram alta de 8,7% na comparação com março de 2020. A quantidade vendida ao exterior registrou aumento de 18,3%.

Leia mais:  Momento Agrícola: RU pós-Brexit, BloombergNEF e a inovação disruptiva da Agropecuária são destaques

O complexo soja foi o setor de maior destaque, com aumento nas exportações absolutas de US$ 1,66 bilhão. As condições climáticas da safra 2020/2021, que geraram atrasos na colheita do primeiro bimestre de 2021, em função do excesso de chuvas, concentraram os embarques da soja em grãos para março.

O setor de carnes também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%. A China foi o principal país responsável pelo aumento das exportações de carne bovina e carne suína do Brasil.

Outras

Outras informações do Momento Agrícola estão relacionadas ao novo Pacto Ecológico Europeu, que se traduz, basicamente, na política de descarbonização da economia do velho continente.

Arioli faz uma avaliação crítica sobre a política e postura europeias em relação ao meio ambiente e, também, sobre o “dedo sujo” que os europeus apontam ao Brasil em relação aos temas ambientais.

Outras atrações desta edição do Momento Agrícola são abordagens sobre ‘A Soja de Baixo Carbono da Embrapa’, ‘O Encontro Técnico da Agricultura Sustentável do GAAS’, e ‘Os Perigos nos Contratos Rurais (Parte 2) – Contratos de Boi Gordo’.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

publicidade

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Conjuntura do milho, manifestação em Brasília e entrevistas são destaques

Publicado

A segunda edição do Momento Agrícola deste mês de maio de 2021 traz novidades e comentários sobre o agronegócio. De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

O frio, a estiagem e o milho

O frio que chegou em Mato Grosso na semana que passou pode representar o fim do período chuvoso com o período de estiagem já se instalando. Para o agro, esta conjuntura climática tem efeitos indesejados, em especial para quem planta milho.

Com a interrupção das chuvas, a tendência é de queda na produtividade, o que trará uma série de reflexos, influenciando em várias cadeias produtivas. Com menos milho no mercado, a tendência é de alta nos custos da ração animal, o que significa aumento nos preços das carnes. Também poderá significar dificuldades no cumprimento de contratos para os produtores que anteciparam a comercialização da safra.

Leia mais:  Ao adquirir Terra Santa, SLC Agrícola assume o posto de maior produtor de soja do Brasil

O último boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta para uma queda da produtividade do milho. Ricardo Arioli faz uma análise precisa sobre esta conjuntura de mercado.

Aguentando o ‘tirão’

Nos pampas, laçar um touro bravio exige força e perícia do peão para aguentar o tranco que ocorre quando o laço atinge o alvo. Por isso, no linguajar popular gaúcho, “aguentar o tirão” significa suportar as consequências de uma ação ou atitude.

Numa analogia a esta lida campeira e ao típico linguajar gaúcho, Arioli chama atenção para a manifestação que ocorrerá em Brasília, no próximo dia 15.

O autor e apresentador do Momento Agrícola observa que o Supremo Tribunal Federal (STF) será um dos alvos da manifestação organizada por entidades e lideranças do agro e isso poderá ter algumas consequências em algumas pautas que aguardam julgamento na alta corte.

Entre estas pautas estão o tabelamento obrigatório do frete, a tributação dos defensivos agrícolas, o Funrural, a licença da Ferrogrão e a decisão sobre as condicionantes em torno da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em cujo contexto se inclui o marco temporal de 1988. Há, ainda, alguns conflitos judiciais sobre o Código Florestal que estão pendentes de julgamento no STF.

Leia mais:  Protocolo de monitoramento de fornecedores de gado da Amazônia vigora desde dia 1º

Ou seja, a classe produtora terá de ‘aguentar o tirão’ após as manifestações. E o ‘boi bravio’ é o STF.

Outras

Nos blocos seguintes, o Momento Agrícola traz algumas reflexões, como ‘A Urgência da Regularização Fundiária’, em diálogo com Muni Lourenço, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas; ‘Os Perigos nos Contratos Rurais: Os Contratos de Venda de Grãos’, com a Dra. Letícia Baddauy; e ‘O Congresso Mundial de ILPF mostra o Brasil na frente’, com o Dr. Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana