TANGARÁ DA SERRA

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Exportações, biológicos, seguro rural e ritmo do plantio de soja são destaques

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O Enfoque Business repercute neste sábado mais uma edição do Momento Agrícola, programa veiculado semanalmente pela rede de rádios do Agro, com direção e produção do engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra.

Os assuntos, como sempre, são os mais relevantes para o Agro de Mato Grosso e do Brasil.

Na sequência, os principais destaques da edição desta semana:

Exportações

As exportações de carne bovina in natura do Brasil atingiram máximas históricas para um único mês em outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os embarques da proteína somaram 160,1 mil toneladas no mês, superando o recorde anterior de 150,7 mil toneladas, registrado em setembro de 2018.

A demanda pela carne bovina brasileira disparou em 2019, especialmente com compras da China, afetada pela peste suína, o que tem sustentado os preços.

Demanda pela carne bovina brasileira disparou em 2019, especialmente com compras da China.

A forte demanda – combinada com a baixa oferta de gado de reposição, a alta dos insumos e do dólar, além da inflação – tem feito os preços da arroba do boi gordo dispararem em todo o Brasil.

Ao mesmo tempo, a alta de insumos como a soja e o milho – componentes básicos da ração de frangos e suínos – tem levado à perda de competitividade destas proteínas, em especial o frango, que tem sido a primeira alternativa do consumidor em relação à carne bovina.

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Ricardo Arioli discorre sobre estes temas logo no início do primeiro bloco do Momento Agrícola deste final de semana.

Defensivos biológicos

Cientistas da Embrapa e de centro de pesquisa dos Estados Unidos conseguiram aperfeiçoar uma técnica de fermentação que permitirá produzir em escala industrial fungos usados na composição de defensivos biológicos a técnica de fermentação líquida. O método é voltado especialmente aos fungos e microparasitas de importância agrícola.

A produção de fungos por meio da fermentação líquida submersa (FLS) foi aprimorada durante a realização de doutorado do analista da Embrapa Meio Ambiente Gabriel Mascarin, nos Estados Unidos, em 2015, orientado pelo pesquisador Mark Alan Jackson, do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (ARS-USDA). A pesquisa obteve sucesso com os fungos Beauveria bassiana e Trichoderma.

As pesquisas culminaram no registro de duas patentes de uso comum nos dois países. A técnica também pode ser adaptada para produção de outros fungos benéficos, como Cordyceps (Isaria), Akanthomyces (Lecanicillium), Hirsutella e Metarhizium, entre outros.

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Seguro Rural

Até outubro deste ano, 10 milhões de hectares foram segurados com o apoio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), superando o ano de 2014, quando foi registrada área segurada de 9,9 milhões de hectares, até então ano com a maior marca, conforme levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A ministra Tereza Cristina tem destacado o comprometimento do Ministério com as políticas de gestão de risco e o “empenho em disseminar a importância da contratação do seguro rural entre os produtores e os resultados positivos obtidos nesse sentido”.

Além da área segurada, outros números também indicam o avanço desse instrumento de gestão de riscos entre os produtores. Foram utilizados em torno de R$ 680 milhões em subvenção ao prêmio que auxiliou financeiramente os produtores a contratar até o momento cerca de 149 mil apólices, cujo valor total segurado foi de R$ 33 bilhões.

Outras

Outras abordagens do Momento Agrícola trazem informações sobre a operação de R$ 17 bilhões da Receita Federal no Rio Grande do Sul, os 10 anos da agricultura de baixo carbono ‘Plano ABC’ e o ritmo do plantio de soja em Mato Grosso.

Para ouvir o Momento Agrícola na Íntegra, clique no link abaixo abaixo.

https://soundcloud.app.goo.gl/monbbehoGvVc5CU87

 

 

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Agronegócio & Produção

Módulo de Academia de Liderança levanta debate sobre papel da mulher no setor agropecuário

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Conhecer o panorama do setor agropecuário no Brasil e desenvolver uma rede de relacionamentos que resultem em impactos positivos ao agronegócio de Mato Grosso. Esses foram alguns dos objetivos da visita técnica à Brasília realizada pelas participantes da Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, na última semana.

Foi no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a primeira programação na capital federal. Nele, foram apresentadas as áreas de atuação do Sistema CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a atuação da CNA junto ao Congresso Nacional.

O presidente do Sistema Famato, Normando Corral, realizou a abertura do evento e destacou a importância de fortalecer a categoria. “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda. Hoje nós temos quem lida direto com o gado, quem opera máquina agrícola, quem faz toda a parte de gestão e elas tem muito mais espaço a conquistar”.

Normando: “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda”.

Segundo o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, desenvolver lideranças é uma das metas da instituição, que lançou neste mês de agosto, a Comissão Nacional de Mulheres do Agro. “Queremos formar líderes que busquem resolver o problema do produtor rural e a Comissão tem o objetivo de fortalecer as lideranças femininas do agro provocando maior participação das mulheres nos sindicatos rurais”, destaca.

Além das representantes de Mato Grosso, também participaram 10 produtoras rurais da Comissão Técnica Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Em um painel denominado A Liderança de Todos os Dias, as participantes aproveitaram para contar suas experiências no campo e compartilhar suas vivências como mulheres e líderes do setor.

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A pecuarista de Cáceres, Fernanda Machado, destacou a singularidade da mulher no agro. “Estamos ocupando espaço, falamos o que precisa falar porque sabemos o quanto custou para conquistar tudo isso. O homem gosta da agilidade, mas a mulher tem capacidade para o negócio de outra forma. É como uma fazenda, uma diferente da outra”.

A produtora rural Emanuelle Cruz e Santos, assumiu a gestão da propriedade rural da família e está construindo o pioneirismo feminino, em sua realidade. “Estamos sendo pioneiras e tentando mudar uma realidade. Às vezes num ambiente masculino eu não tinha segurança para falar, por isso venho trabalhando para assumir o meu papel de liderança. Se não lideramos a nós mesmas, não vamos conseguir liderar uma empresa ou uma propriedade”, destacou.

Segundo a presidente do Sindicato Rural de Guiratinga, Juliana Mesquita, é importante que as mulheres do agro mostrem à sociedade, o seu valor e o do setor. “A maioria dos homens tem dificuldade de enxergar a capacidade na mulher e acabam desmerecendo o trabalho. São poucas as mulheres que dão a cara a tapa para mudar essa realidade.

A técnica de campo da Assistência Técnica e Gerencial do Senar-MT, Janaína Lima, trabalhou em vários cenários no campo e contou a sua experiência. “Sou doutora em zootecnia, fui técnica, formei técnicos, sou produtora rural e hoje trabalho dando assistência técnica a 17 produtores rurais. E é preciso que a mulher acredite em alguém que fala que você consegue. Fico muito contente em ver panoramas em que mulher e homem trabalham juntos e em igualdade”

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Painelistas

“As mulheres possuem o seu jeito de liderar, que às vezes, é muito diferente do perfil do homem. Não queremos ser os homens, queremos ser nós mesmas, liderando do jeito feminino de ser, com a assertividade necessária”, Janaína Flor, coordenadora da NFPGO.

“A verdadeira liderança é aquela que consegue ajudar o colaborador até fora do ambiente de trabalho, em questões pessoais e familiares. É ele olhar para você e enxergar um ponto de apoio”. Denise Hasse, vice-presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde.

“As mulheres tendem a precisar de mais tempo para tomarem decisões e, às vezes, o mercado não consegue esperar. É preciso buscar um equilíbrio entre o perfil de trabalho e a necessidade dos negócios”, Fabiano Tavares, confinador.

“Ao serem mais assertivas, as mulheres trazem mais resultados positivos para a atividade”, Ana Claudia, Direto da Fazenda.

O segundo encontro se estendeu por dois dias e também contou com uma visita ao Congresso Nacional, em que as participantes tiveram a oportunidade de conhecer os poderes legislativo, executivo e judiciário na capital federal. As participantes também conheceram o Instituto Pensar Agro da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Gustavo Carneiro, diretor-geral do IPA, destacou a importância do engajamento no setor. “Não temos ligação com pessoa física, apenas com associações que representam o setor, por isso é importante que estejam engajados com as instituições que trazem os problemas e desafios dos produtores rurais para debate”.

O próximo e último encontro ocorrerá em Cuiabá, no mês de setembro. O assunto será comunicação. As participantes aprenderão sobre mídia training, storytelling, redes sociais, técnicas de negociação, entre outros.

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