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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Conjuntura do milho, manifestação em Brasília e entrevistas são destaques

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A segunda edição do Momento Agrícola deste mês de maio de 2021 traz novidades e comentários sobre o agronegócio. De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

O frio, a estiagem e o milho

O frio que chegou em Mato Grosso na semana que passou pode representar o fim do período chuvoso com o período de estiagem já se instalando. Para o agro, esta conjuntura climática tem efeitos indesejados, em especial para quem planta milho.

Com a interrupção das chuvas, a tendência é de queda na produtividade, o que trará uma série de reflexos, influenciando em várias cadeias produtivas. Com menos milho no mercado, a tendência é de alta nos custos da ração animal, o que significa aumento nos preços das carnes. Também poderá significar dificuldades no cumprimento de contratos para os produtores que anteciparam a comercialização da safra.

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O último boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta para uma queda da produtividade do milho. Ricardo Arioli faz uma análise precisa sobre esta conjuntura de mercado.

Aguentando o ‘tirão’

Nos pampas, laçar um touro bravio exige força e perícia do peão para aguentar o tranco que ocorre quando o laço atinge o alvo. Por isso, no linguajar popular gaúcho, “aguentar o tirão” significa suportar as consequências de uma ação ou atitude.

Numa analogia a esta lida campeira e ao típico linguajar gaúcho, Arioli chama atenção para a manifestação que ocorrerá em Brasília, no próximo dia 15.

O autor e apresentador do Momento Agrícola observa que o Supremo Tribunal Federal (STF) será um dos alvos da manifestação organizada por entidades e lideranças do agro e isso poderá ter algumas consequências em algumas pautas que aguardam julgamento na alta corte.

Entre estas pautas estão o tabelamento obrigatório do frete, a tributação dos defensivos agrícolas, o Funrural, a licença da Ferrogrão e a decisão sobre as condicionantes em torno da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em cujo contexto se inclui o marco temporal de 1988. Há, ainda, alguns conflitos judiciais sobre o Código Florestal que estão pendentes de julgamento no STF.

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Ou seja, a classe produtora terá de ‘aguentar o tirão’ após as manifestações. E o ‘boi bravio’ é o STF.

Outras

Nos blocos seguintes, o Momento Agrícola traz algumas reflexões, como ‘A Urgência da Regularização Fundiária’, em diálogo com Muni Lourenço, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas; ‘Os Perigos nos Contratos Rurais: Os Contratos de Venda de Grãos’, com a Dra. Letícia Baddauy; e ‘O Congresso Mundial de ILPF mostra o Brasil na frente’, com o Dr. Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Agronegócio & Produção

Unificação: Município poderá ganhar núcleo de assistência e fomento à atividade rural

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A unificação da assistência técnica para as pequenas propriedades poderá ser uma novidade em Tangará da Serra ainda nesse ano. A informação é do secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Rogério Rio, que articula a criação de um núcleo ou comitê de assistência técnica e fomento à atividade rural no município.

Rio informa que ao menos cinco órgãos e instituições deverão compor o núcleo/comitê, sendo eles a própria Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Empaer, o Senar-MT, a Unemat e o Sindicato Rural de Tangará da Serra. Também há conversações com o Indea e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. “A ideia é mapear a atividade rural, a produção do município, e distribuir tarefas”, explica.

Rogério Rio: “Nosso objetivo é fazer a assistência chegar na ponta, lá na propriedade, junto ao produtor”.

Conforme o secretário, a assistência técnica nas pequenas propriedades e na agricultura familiar precisa ser mais efetiva e harmonizada. “Nosso objetivo é fazer a assistência chegar na ponta, lá na propriedade, junto ao produtor”, observa.

Rogério Rio cita como exemplo a produção leiteira, uma atividade que resulta em renda mensal importante ao pequeno produtor e que, por isso, ajuda a fixar o homem no campo. Assim, uma assistência técnica e uma logística de comercialização adequadas podem resultar num incremento significativo na produtividade e na rentabilidade. “Muito leite sai de Tangará da Serra e vai para Arenápolis, Barra do Bugres e Curvelândia, enquanto o laticínio daqui do município tem que comprar leite lá fora”.

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Os cursos de qualificação do Senar também são mencionados pelo secretário. De ótima qualidade, os cursos oferecidos pelo órgão podem atender os pequenos de uma forma mais abrangente, em espacial os produtores assentados no Antônio Conselheiro e outros assentamentos.

As conversações em torno da unificação deverão resultar na formalização do núcleo ou comitê neste segundo semestre. “A unificação é uma ideia que vem sendo fomentada a mais tempo e que agora começa a tomar forma”, concluiu Rogério Rio.

(Foto cabeçalho: Empaer)

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