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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Caminhoneiros, frete menor e leite de baixo carbono estão entre os destaques

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A primeira edição de março de 2021 do Momento Agrícola traz, como já é tradição, informações e abordagens relevantes sobre o agronegócio. De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud (ao final do texto) pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Insatisfação dos caminhoneiros

Acabou não acontecendo a greve dos caminhoneiros que chegou a ser programada para o início de fevereiro. Mas, os últimos reajustes dos combustíveis sopraram a brasa dos debates entre a categoria dos transportadores. E o governo está preocupado.

Os caminhoneiros têm muita força no país, pois se paralisam as atividades, a economia sofre um forte baque. A categoria influenciou na troca de comando da Petrobras e, também, viu um reajuste de 16% na tabela de frete determinado pena Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Mas, quando se trata de mercado livre, a demanda sempre fala mais alto. As commodities subiram e o atraso na colheita refletiu no movimento dos portos e nas indústrias. Esta conjuntura fez o frete subir mais que os 16% autorizados pelo órgão regulador.

Ricardo Arioli avalia com muita propriedade essa questão logo no início do primeiro bloco do programa.

Frete mais barato

A utilização dos portos do Arco Norte como rotas de escoamento da soja pode representar uma economia de até 35% no valor do frete. A redução desse custo ocorre quando se faz a opção pelas rotas marítimas do Oceano Pacífico.

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A avaliação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou, semana passada, o Boletim Logístico referente ao mês de fevereiro. A diferença foi constatada mesmo levando-se em conta a tarifa de utilização do Canal do Panamá.

Entretanto, para atingir esse índice de redução é preciso algumas melhorias na infraestrutura para adequar a realidade portuária brasileira a essas oportunidades.

O Momento Agrícola, logo no início, aborda o assunto.

Leite de baixo carbono

Outro tema explorado no programa é primeiro protocolo nacional para pecuária de leite de baixo carbono assinado entre Nestlé e Embrapa. Em nota, as empresas informam que a iniciativa envolve o desenvolvimento de guias e materiais com orientações para os produtores, além de uma calculadora que mostrará o balanço de carbono equivalente de cada uma das propriedades leiteiras.

O protocolo vai avaliar questões como manejo do solo, transporte, manejo e alimentação dos animais, manejo dos dejetos, entre outros.

Ainda neste ano, as empresas devem lançar um projeto piloto para desenvolver as primeiras fazendas de leite NETZERO no País. De acordo com a Nestlé, a iniciativa integra a meta global da companhia de neutralizar todas as emissões de suas operações, incluindo suas cadeias de fornecimento, até 2050, com metas de redução de 20% até 2025 e de 50% até 2030.

Outras

O Momento Agrícola deste final de semana tem outras atrações, como a análise da divulgação do PIB 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste levantamento, o órgão aponta que a agropecuária é o único setor que apresentou alta.

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Ricardo Arioli também destaca no programa a interferência das chuvas na colheita da soja em vários pontos da região Centro Oeste. “Por consequência, o plantio do milho está bem atrasado também”, observa o agrônomo e apresentador do Momento Agrícola, no primeiro bloco.

Por sinal, o Brasil precisa de uma boa safra de milho para atender a uma demanda interna de aumento da produção de carnes de frango e suíno. Este foi o tema central de uma reunião convocada pela ministra Tereza Cristina, titular do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Na condição de presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli participou de reunião e traz, ainda no primeiro bloco do Momento Agrícola, informações importantes sobre o assunto.

Entrevistas

As tradicionais entrevistas do Momento Agrícola também são atração nesta edição do programa. Nos blocos demais blocos, Arioli conversa com Eduardo Caldas, da TFA, sobre ‘Um Piloto de Pagamento por Serviços Ambientais’.

Na sequência, a entrevista é com Daniel Latorraca, com o tema ‘Tudo atrasado! Os números do IMEA sobre a Colheita da Soja e o Plantio do Milho’.

Concluindo o programa deste final de semana, a entrevista é com a jornalista Kellen Severo, sobre a comunicação do Agro.

 

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Percentual do biodiesel, inovação com ‘lignina’ e entrevistas são destaques

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A manutenção do percentual de 10% de biodiesel sobre o diesel, uma inovação que vem da bioeconomia florestal e entrevistas são os destaques da edição do Momento Agrícola neste primeiro sábado do último mês do ano de 2021.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

% Biodiesel

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu ontem (29/11) pela manutenção do teor de 10% de biodiesel no diesel para todo o ano de 2022. A medida, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), tem como objetivo conciliar medidas para a contenção do preço do diesel com a manutenção da Política Nacional de Biocombustíveis.

Houve, porém, um impasse quando da tomada da decisão, que deveria ter saído semana passada. Enquanto a equipe econômica defendia a manutenção da mistura em 10% para evitar o encarecimento do combustível, técnicos do Ministério de Minas e Energia opinavam pela adoção do novo percentual, de 13%.

No entanto, a soja – matéria prima que responde por 70% da composição do biodiesel – está em alta no cenário internacional em razão do aumento da demanda global, além, é claro, da desvalorização do real frente ao dólar. Ou seja, em tese, quanto o maior o percentual de biodiesel adicionado, mais caro será o litro de diesel para o consumidor final.

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Outra visão

O agronegócio, porém, tem uma interpretação diferente e as lideranças dos produtores pretendem conversar com o presidente Jair Bolsonaro para ampliar o percentual de mistura de biodiesel no diesel.

Setor produtivo entende que produção de biodiesel no Brasil a partir da soja reflete positivamente na economia.

Ricardo Arioli destaca que, ao contrário do que é apregoado pelo CNPE, os preços do diesel não caíram nas bombas por força da valorização do barril de petróleo no mercado internacional. Ele destaca que a produção de biodiesel no Brasil resulta em ganhos indiretos para toda a economia nacional, já que agrega valor a uma matéria prima que é exportada, gera empregos e renda, faz crescer a arrecadação dos estados via ICMS, aumenta a oferta de farelo de soja (utilizado na ração animal), além de apresentar ganhos ambientais em razão da menor emissão de gases de efeito estufa.

Arioli discorre sobre o assunto com muita propriedade, logo no primeiro bloco do Momento Agrícola.

Inovação e revolução

A lignina representa entre 20% e 30% da árvore e é um subproduto da produção da fibra de celulose.

Ainda em seu primeiro bloco, o Momento Agrícola destaca uma inovação que revolucionará um importante segmento industrial. A finlandesa Stora Enso, uma grande empresa que tem se concentrado em desenvolver a promissora bioeconomia florestal, recebeu o prêmio Metsä360 e 30.000 euros financiados pela Fundação Marjatta e Eino Kolli por seu desenvolvimento inovador de ‘Lignode ‘, um material de origem biológica que está revolucionando a fabricação de baterias.

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O grafite sintético, um material fóssil não renovável comumente empregado na produção de baterias, pode ser substituído por lignina, de acordo com a Stora Enso.

A lignina representa entre 20% e 30% da árvore e é um subproduto da produção da fibra de celulose. É uma das maiores fontes renováveis de carbono do mundo, é rastreável e milhões de toneladas são produzidas na Europa. A Stora Enso é a maior produtora de lignina kraft da Europa, com capacidade de produção de 50.000 toneladas por ano.

O carbono à base de lignina pode ser usado em baterias, normalmente aquelas usadas em produtos eletrônicos de consumo e na indústria automotiva, e em sistemas de armazenamento de energia em grande escala.

Outros

Além de outras notícias comentadas, o Momento Agrícola traz em seus blocos de entrevistas abordagens sobre “As Certificações da SLC Agrícola”, com Álvaro Dilli; “A Qualidade na Semente de Soja”, com José França Neto, da Embrapa; e “De Olho no Material Escolar”, com Helen Jacintho.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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