TANGARÁ DA SERRA

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Biotecnologia, soja em fevereiro e entrevistas são os destaques da edição

Publicado em

A segunda edição do Momento Agrícola deste mês de outubro aborda fatos relevantes relacionados à biotecnologia no Brasil e no mundo. Também discorre sobre a polêmica da ampliação do calendário de semeadura da soja no Brasil, expressa na portaria 394 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Pós-Brexit

A primeira abordagem do Momento Agrícola se reporta à era pós-Brexit no Reino Unido, que já vê seus primeiros reflexos após saída da União Europeia, no início deste ano.

O anúncio ocorreu após consulta pública e só foi possível com a saída do Reino Unido da União Europeia.

No final do mês de setembro, o governo britânico anunciou que abrirá caminho, na Inglaterra, para o cultivo de plantas geneticamente modificadas para torná-las mais resistentes e nutritivas.

O anúncio ocorreu após consulta pública e só foi possível com a saída do Reino Unido da União Europeia, que veta pesquisas em biotecnologia e, por consequência, uso de organismos modificados.

Leia mais:  Módulo de Academia de Liderança levanta debate sobre papel da mulher no setor agropecuário

De acordo com o premiê Boris Johnson, isso poderá levar, por exemplo, a variedades de beterraba resistentes a vírus, o que reduzirá a necessidade de pesticidas químicos, além de ajudar a enfrentar outros desafios, como a segurança alimentar, a mudança climática e a perda de biodiversidade.

Biotecnologia no STF

É muito precisa a abordagem de Ricardo Arioli em torno do assunto ‘Biotecnologia’, logo no início do primeiro bloco do programa.

Além da decisão do Reino Unido, ele também comenta sobre o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) proposta pelo Partido Verde (PV) e algumas ONGs contra a Lei de Biossegurança (2005).

Os proponentes da ação questionam o poder da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a respeito da liberação de pesquisas e plantio de organismos geneticamente modificados – que, além das plantas, incluem vacinas e outros micro-organismos utilizados em vários segmentos da indústria.

Soja em fevereiro

O Momento Agrícola também discorre sobre a polêmica do plantio de soja em fevereiro. Na última quinta-feira, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, afirmou ser contrário à “janela enorme” de plantio de soja estabelecida pelo MAPA para diversos estados, entre eles Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa.

Leia mais:  Momento Agrícola: Seguro rural, seca e calor na Europa e entrevistas são os destaques

A declaração de Moretti ocorreu durante audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado.

Em 10 de setembro, vale lembrar, a pasta publicou a portaria 394, estendendo o calendário de semeadura do grão de 110 para até 140 dias, que em muitos casos mantém aberta a janela de plantio até fevereiro.

Outras

Outras atrações do Momento Agrícola deste final de semana são as entrevistas. No segundo bloco, o tema abordado é ‘A mudança nos Leilões de Venda de Biodiesel’, com Leonardo Zílio, da Oleoplan.

Nos dois blocos seguintes, os temas são: ‘A situação da Pecuária de Corte do Brasil’, em diálogo com Celso Fugolin, da FinPec, e ‘A CPR Verde’, com José Angelo Mazillo Jr, do MAPA.

Para ouvir na íntegra o Momento Agrícola desse sábado, clique abaixo:

Comentários Facebook
Advertisement

Agronegócio & Produção

Módulo de Academia de Liderança levanta debate sobre papel da mulher no setor agropecuário

Published

on

Conhecer o panorama do setor agropecuário no Brasil e desenvolver uma rede de relacionamentos que resultem em impactos positivos ao agronegócio de Mato Grosso. Esses foram alguns dos objetivos da visita técnica à Brasília realizada pelas participantes da Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, na última semana.

Foi no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a primeira programação na capital federal. Nele, foram apresentadas as áreas de atuação do Sistema CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a atuação da CNA junto ao Congresso Nacional.

O presidente do Sistema Famato, Normando Corral, realizou a abertura do evento e destacou a importância de fortalecer a categoria. “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda. Hoje nós temos quem lida direto com o gado, quem opera máquina agrícola, quem faz toda a parte de gestão e elas tem muito mais espaço a conquistar”.

Normando: “Já acabou o tempo em que as mulheres cuidavam apenas da sede da fazenda”.

Segundo o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, desenvolver lideranças é uma das metas da instituição, que lançou neste mês de agosto, a Comissão Nacional de Mulheres do Agro. “Queremos formar líderes que busquem resolver o problema do produtor rural e a Comissão tem o objetivo de fortalecer as lideranças femininas do agro provocando maior participação das mulheres nos sindicatos rurais”, destaca.

Além das representantes de Mato Grosso, também participaram 10 produtoras rurais da Comissão Técnica Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Em um painel denominado A Liderança de Todos os Dias, as participantes aproveitaram para contar suas experiências no campo e compartilhar suas vivências como mulheres e líderes do setor.

Leia mais:  Momento Agrícola: Seguro rural, seca e calor na Europa e entrevistas são os destaques

A pecuarista de Cáceres, Fernanda Machado, destacou a singularidade da mulher no agro. “Estamos ocupando espaço, falamos o que precisa falar porque sabemos o quanto custou para conquistar tudo isso. O homem gosta da agilidade, mas a mulher tem capacidade para o negócio de outra forma. É como uma fazenda, uma diferente da outra”.

A produtora rural Emanuelle Cruz e Santos, assumiu a gestão da propriedade rural da família e está construindo o pioneirismo feminino, em sua realidade. “Estamos sendo pioneiras e tentando mudar uma realidade. Às vezes num ambiente masculino eu não tinha segurança para falar, por isso venho trabalhando para assumir o meu papel de liderança. Se não lideramos a nós mesmas, não vamos conseguir liderar uma empresa ou uma propriedade”, destacou.

Segundo a presidente do Sindicato Rural de Guiratinga, Juliana Mesquita, é importante que as mulheres do agro mostrem à sociedade, o seu valor e o do setor. “A maioria dos homens tem dificuldade de enxergar a capacidade na mulher e acabam desmerecendo o trabalho. São poucas as mulheres que dão a cara a tapa para mudar essa realidade.

A técnica de campo da Assistência Técnica e Gerencial do Senar-MT, Janaína Lima, trabalhou em vários cenários no campo e contou a sua experiência. “Sou doutora em zootecnia, fui técnica, formei técnicos, sou produtora rural e hoje trabalho dando assistência técnica a 17 produtores rurais. E é preciso que a mulher acredite em alguém que fala que você consegue. Fico muito contente em ver panoramas em que mulher e homem trabalham juntos e em igualdade”

Leia mais:  Módulo de Academia de Liderança levanta debate sobre papel da mulher no setor agropecuário

Painelistas

“As mulheres possuem o seu jeito de liderar, que às vezes, é muito diferente do perfil do homem. Não queremos ser os homens, queremos ser nós mesmas, liderando do jeito feminino de ser, com a assertividade necessária”, Janaína Flor, coordenadora da NFPGO.

“A verdadeira liderança é aquela que consegue ajudar o colaborador até fora do ambiente de trabalho, em questões pessoais e familiares. É ele olhar para você e enxergar um ponto de apoio”. Denise Hasse, vice-presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde.

“As mulheres tendem a precisar de mais tempo para tomarem decisões e, às vezes, o mercado não consegue esperar. É preciso buscar um equilíbrio entre o perfil de trabalho e a necessidade dos negócios”, Fabiano Tavares, confinador.

“Ao serem mais assertivas, as mulheres trazem mais resultados positivos para a atividade”, Ana Claudia, Direto da Fazenda.

O segundo encontro se estendeu por dois dias e também contou com uma visita ao Congresso Nacional, em que as participantes tiveram a oportunidade de conhecer os poderes legislativo, executivo e judiciário na capital federal. As participantes também conheceram o Instituto Pensar Agro da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Gustavo Carneiro, diretor-geral do IPA, destacou a importância do engajamento no setor. “Não temos ligação com pessoa física, apenas com associações que representam o setor, por isso é importante que estejam engajados com as instituições que trazem os problemas e desafios dos produtores rurais para debate”.

O próximo e último encontro ocorrerá em Cuiabá, no mês de setembro. O assunto será comunicação. As participantes aprenderão sobre mídia training, storytelling, redes sociais, técnicas de negociação, entre outros.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana