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Cidades & Geral

Meteorologia prevê mudança brusca de temperatura na região oeste-sudoeste do MT

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A região de Tangará da Serra deverá sofrer uma mudança brusca de temperatura no início da próxima semana, com os termômetros registrando baixas surpreendentes. É o que consta nas previsões dos sites Clima Tempo e CPTEC/Inpe, especializados em meteorologia.

De acordo com os dois portais, a partir desta quarta-feira (23), as temperaturas deverão variar entre 17 e 20°C na mínima, e entre 29 e 34°C na máxima, sem previsão de chuva e com umidade relativa do ar em níveis críticos, abaixo dos 20% nas horas mais quentes dos dias, ao menos até o sábado.

Frio

Mas, a partir de domingo, em Tangará da Serra, o tempo começará a dar sinais de declínio de temperatura, com a segunda-feira (26) já registrando mínima de 12°C na madrugada para terça-feira.

Com ventos de fracos a moderados vindos do sul, os termômetros poderão declinar até 9°C entre terça e quarta-feira da próxima semana, com as máximas não superando os 23 graus.

Previsão para a próxima semana é de frio em toda a região oeste-sudoeste.

A friagem deverá se manter até 1º de julho (quinta-feira), quando os termômetros voltam a subir, registrando outra mudança brusca de temperatura, com picos de até 37°C. Neste período, o efeito climático mais negativo será a baixa umidade relativa do ar, com percentuais bem abaixo dos 20%.

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Região Oeste

A friagem prevista para a próxima semana se instalará especialmente na parte oeste/sudoeste de Mato Grosso (triângulo regional Tangará-Cáceres-Cuiabá). Em municípios com terrenos mais elevados – como Reserva do Cabaçal – as temperaturas poderão despencar aos 7°C.

Outra área que deverá sentir os efeitos da friagem é parte do Chapadão dos Parecis, especialmente em Campo Novo, Sapezal e Campos de Júlio, além de proximidades da fronteira com a Bolívia, em municípios como Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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