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Agronegócio & Produção

Megaempresário rural do MT doa R$ 1 milhão para o Internacional, seu time do coração

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Um grande clube se mede pela sua torcida e pelos atos de amor dos seus seguidores. O Internacional, clube de Porto Alegre (RS) e um dos maiores do Brasil, recebeu ontem (sexta, 19) uma doação no valor de R$ 1 milhão de um torcedor que mora em Cuiabá. A informação foi confirmada pelo site oficial do clube.

O torcedor é Elusmar Maggi Scheffer (foto acima, com o craque D’Alessandro), que repassou o valor sem qualquer tipo de contrapartida, conforme termo assinado por ele. O valor é o mesmo estipulado em contrato para poder escalar o lateral Rodinei diante do Flamengo, neste domingo (21), às 16h, no Maracanã, em jogo válido pela 37ª do Campeonato Brasileiro. Rodinei, embora jogue no Internacional, tem vínculo com o clube carioca.

Para escalar Rodinei contra o Flamengo, Inter tem que pagar R$ 1 milhão de multa contratual. Jogador é vinculado ao clube carioca.

Como se trata da penúltima rodada e o Inter lidera com 69 pontos, um a mais que o vice-líder Flamengo, se vencer o jogo conquista o título do Brasileirão de forma antecipada.

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Em nota, o Inter agradeceu a doação do torcedor que, nas palavras do clube, “não mediu esforços para contribuir com seu clube do coração”.

Dinheiro da terra

Para quem não sabe, Elusmar Maggi Scheffer é irmão mais novo de Eraí Maggi, um dos maiores produtores de soja do país, e primo do também colorado Blairo Maggi, ex-governador e senador por Mato Grosso e ministro do governo Michel Temer.

Elusmar é sócio do ‘Grupo Bom Futuro’ e acionista da ‘Scheffer Agrobusiness’. É, portanto, um dos maiores empresários rurais do país e um dos maiores do mundo.

O Grupo Bom Futuro, onde Elusmar tem participação societária, atua em sete áreas; agricultura, pecuária, piscicultura, sementes e energia, além de operar nos setores aeroportuário e imobiliário.

Com 30 anos de tradição no agronegócio, o grupo tem 30 fazendas/unidades de produção em Mato Grosso, somando nada menos que 580 mil hectares de terras cultivadas nas quais são produzidas 1,7 milhão de toneladas de grãos todo ano.

Uma das fazendas de Elusmar em Mato Grosso: alta produtividade e certificações.

A Scheffer Agrobusiness, por sua vez, é o primeiro produtor de Mato Grosso a emitir um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) no valor de R$ 93 milhões, colocando a Scheffer no radar dos investidores internacionais.

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Conta com 224 mil hectares divididos em 12 propriedades – sendo 11 em Mato Grosso, nos municípios de Sapezal, Campos de Júlio, União do Sul e Juara, e uma no Maranhão, em Buriticupu – para produção de soja, milho e algodão, além de 12 mil cabeças de gado Nelore Puro de Origem (PO) para cria, recria e engorda, no regime de semiconfinamento.

Entre seus valores, a Scheffer adota posturas rígidas quanto à proibição do trabalho infantil, do trabalho forçado ou análogo à escravidão e, também, de qualquer tipo de trabalho indigno ou degradante. Exige formalização do contrato de trabalho, com remuneração justa e liberdade de associação sindical, além de transparência fiscal.

Na área ambiental, a Scheffer é intransigente quanto aos cuidados, ao respeito e proteção ao meio ambiente.

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Caminhoneiros, frete menor e leite de baixo carbono estão entre os destaques

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A primeira edição de março de 2021 do Momento Agrícola traz, como já é tradição, informações e abordagens relevantes sobre o agronegócio. De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela Rede de Rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com o link do Soundcloud (ao final do texto) pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Insatisfação dos caminhoneiros

Acabou não acontecendo a greve dos caminhoneiros que chegou a ser programada para o início de fevereiro. Mas, os últimos reajustes dos combustíveis sopraram a brasa dos debates entre a categoria dos transportadores. E o governo está preocupado.

Os caminhoneiros têm muita força no país, pois se paralisam as atividades, a economia sofre um forte baque. A categoria influenciou na troca de comando da Petrobras e, também, viu um reajuste de 16% na tabela de frete determinado pena Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Mas, quando se trata de mercado livre, a demanda sempre fala mais alto. As commodities subiram e o atraso na colheita refletiu no movimento dos portos e nas indústrias. Esta conjuntura fez o frete subir mais que os 16% autorizados pelo órgão regulador.

Ricardo Arioli avalia com muita propriedade essa questão logo no início do primeiro bloco do programa.

Frete mais barato

A utilização dos portos do Arco Norte como rotas de escoamento da soja pode representar uma economia de até 35% no valor do frete. A redução desse custo ocorre quando se faz a opção pelas rotas marítimas do Oceano Pacífico.

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A avaliação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou, semana passada, o Boletim Logístico referente ao mês de fevereiro. A diferença foi constatada mesmo levando-se em conta a tarifa de utilização do Canal do Panamá.

Entretanto, para atingir esse índice de redução é preciso algumas melhorias na infraestrutura para adequar a realidade portuária brasileira a essas oportunidades.

O Momento Agrícola, logo no início, aborda o assunto.

Leite de baixo carbono

Outro tema explorado no programa é primeiro protocolo nacional para pecuária de leite de baixo carbono assinado entre Nestlé e Embrapa. Em nota, as empresas informam que a iniciativa envolve o desenvolvimento de guias e materiais com orientações para os produtores, além de uma calculadora que mostrará o balanço de carbono equivalente de cada uma das propriedades leiteiras.

O protocolo vai avaliar questões como manejo do solo, transporte, manejo e alimentação dos animais, manejo dos dejetos, entre outros.

Ainda neste ano, as empresas devem lançar um projeto piloto para desenvolver as primeiras fazendas de leite NETZERO no País. De acordo com a Nestlé, a iniciativa integra a meta global da companhia de neutralizar todas as emissões de suas operações, incluindo suas cadeias de fornecimento, até 2050, com metas de redução de 20% até 2025 e de 50% até 2030.

Outras

O Momento Agrícola deste final de semana tem outras atrações, como a análise da divulgação do PIB 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste levantamento, o órgão aponta que a agropecuária é o único setor que apresentou alta.

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Ricardo Arioli também destaca no programa a interferência das chuvas na colheita da soja em vários pontos da região Centro Oeste. “Por consequência, o plantio do milho está bem atrasado também”, observa o agrônomo e apresentador do Momento Agrícola, no primeiro bloco.

Por sinal, o Brasil precisa de uma boa safra de milho para atender a uma demanda interna de aumento da produção de carnes de frango e suíno. Este foi o tema central de uma reunião convocada pela ministra Tereza Cristina, titular do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Na condição de presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli participou de reunião e traz, ainda no primeiro bloco do Momento Agrícola, informações importantes sobre o assunto.

Entrevistas

As tradicionais entrevistas do Momento Agrícola também são atração nesta edição do programa. Nos blocos demais blocos, Arioli conversa com Eduardo Caldas, da TFA, sobre ‘Um Piloto de Pagamento por Serviços Ambientais’.

Na sequência, a entrevista é com Daniel Latorraca, com o tema ‘Tudo atrasado! Os números do IMEA sobre a Colheita da Soja e o Plantio do Milho’.

Concluindo o programa deste final de semana, a entrevista é com a jornalista Kellen Severo, sobre a comunicação do Agro.

 

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