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Saúde Pública

Iniciativa do Sindjor-MT resulta em vacinação a jornalistas de Cuiabá contra Covid-19

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Os jornalistas de Cuiabá começaram a ser vacinados contra a Covid-19. A vacinação é resultado de uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), a partir de uma propositura da coordenação do Núcleo de Tangará da Serra, em reunião ordinária da diretoria da entidade no mês de janeiro.

A fundamentação do pedido do Sindjor-MT para vacinação de profissionais que atuam na linha de frente  do jornalismo não se restringiu à defesa da categoria, mas levou em conta, principalmente, o interesse público. Ou seja, os jornalistas são vetores potenciais para transmissão do coronavírus, já que, em suas atividades, transitam nos mais variados ambientes.

Pleito por vacinas aos jornalistas teve origem em reunião ordinária da diretoria do Sindjor-MT, em janeiro.

O próximo passo, após o êxito em Cuiabá, será obter a vacinação nas cidades do interior, como Tangará da Serra. Será mais uma luta da categoria de profissionais que leva informações à população, em especial os fatos relacionados à pandemia do novo coronavírus.

A seguir, texto publicado no site do Sindjor-MT (www.sindjormt.org.br):

A Covid-19 chegou e mudou a vida de todos trazendo uma nova realidade repleta de medo, angústia e incertezas. Medidas de proteção como uso de máscaras, higienização constante das mãos e o isolamento social são bases para buscar manter-se saudável, mas estar nas ruas trabalhando ou cuidando de infectados, exige uma vigilância constante muito difícil e sofrida, principalmente, para aqueles que atuam em serviços essenciais como os profissionais de saúde e os da imprensa.

Vacinação dos jornalistas, em Cuiabá, teve início no final de maio e segue em andamento.

Repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e muita gente em redação labora na cobertura da doença, tendo que manter contato diário com familiares de pacientes, pessoal de funerária, gestores e profissionais de saúde. Para grande parte, a possibilidade do Home Office não foi possível nem nos momentos mais críticos, tudo para garantir a informação certa à população, ainda mais em tempos de tanta fake news e desinformação.

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Assim, desde o mês de janeiro, o Sindjor/MT começou a lutar pela inclusão dos profissionais da imprensa entre os grupos prioritários. “No dia 28 protocolamos a solicitação ao governo do Estado e começamos a conversar, mas a possibilidade de incluir nossa categoria ficou condicionada à liberação do imunizante Sputinik V”, explica Itamar Perenha, presidente do Sindjor.

De lá para cá o sindicato vem buscando cumprir seu papel e proteger os trabalhadores. Em abril um levantamento foi disponibilizado aos profissionais para que se conhecesse o nível de contaminação dentro da categoria e 55% dos participantes (140 jornalistas), declarou ter sido contaminado pelo vírus.

Agora em maio, a Prefeitura de Cuiabá se sensibilizou com os dados, que também mostrou que 47,23% sabem que entre dois e mais de 5 colegas foram recontaminados. Isso iniciou o cadastramento dos profissionais para a vacinação. O critério chave estabelecido pela prefeitura foi à apresentação da DRT, empresas ficaram responsáveis pelo envio à prefeitura de uma listagem com o nome dos seus profissionais e, coube ao sindicato, a partir da apresentação de documentos comprobatórios, emitir a declaração daqueles que estivessem em situação excepcional – os que perderam emprego recentemente, trabalhadores autônomos, avulsos, freelancers e outras formas precárias de contratação passíveis de comprovação documental por fotos ou textos creditados em publicações impressas ou sítios digitais reconhecíveis legalmente.

Após receber a dose, jornalista Loriani Villar apresenta cartão de vacinação contra a Covid-19.

Foi então que em 27 de maio, mais de mil profissionais começaram a ser vacinados em Cuiabá, abrindo caminho para que outras cidades no Brasil possam incluir jornalistas, que são profissionais de linha de frente, dentro do grupo prioritário.

“A decisão do prefeito teve todo amparo legal, porque está estribada em premissas documentadas, como a que se relaciona ao fato dos jornalistas serem vetores virais superdisseminadores da doença, já que por dever de ofício, estão nas externas, reportando eventos em hospitais e até funerais. Há pareceres de infectologistas que observam a dinâmica da própria doença. Já a questão de natureza legal está disposta nos decretos presidencial da pandemia e do governo do Estado, que consideraram as atividades jornalísticas essenciais, além disto, a legislação do SUS define o município como órgão estruturador do sistema”, explica o presidente do Sindjor, Itamar Perenha.

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Cinthya Rocha, que atua em reportagens televisivas, expressou como se sentiu sendo vacinada.  “Para nós, que estamos na linha de frente, noticiando o que está acontecendo, entrevistando, buscando informações e, colocando em risco nossas vidas, receber a primeira dose da vacina fez passar um filme. Afinal, foram tantas notícias tristes de caos na saúde, falta de UTI, fila de espera, falta de oxigênio, pessoas intubadas e, em meio a isso, sentimentos de medo, aflição e tristeza. A 1a dose renova a esperança por dias melhores, para continuarmos firmes e fortes na missão de informar e, com o sonho de que em breve, todos estejam vacinados”.

Repórter de política, Jacques Gosch: “A vacina é um alívio (…)”.

Para o repórter de política, Jacques Gosch, a vacina é “um alívio e ser imunizado vendo os colegas que também estão na linha do jornalismo, desde o início da pandemia, sendo vacinados. Ao mesmo tempo, coloca a obrigação de continuar cobrando das autoridades a vacina para todos, porque é o único caminho para vencer a pandemia e voltar à normalidade. Agradeço ao sindicato pela articulação, que deu exemplo para a categoria no Brasil, e ao prefeito, que reconheceu nosso trabalho como essencial e de risco nesse momento”.

“Foi uma emoção muito grande, mas espero que este momento chegue o mais rápido possível a todos os brasileiros, pois a ciência, por meio da vacina, é nosso único caminho de saída da atual situação pandêmica”, destaca a jornalista Isabela Mercuri.

O Sindjor continua conversando com outros gestores públicos, para que a vacinação dos profissionais da imprensa em Mato Grosso possa acontecer em outras cidades e assim, auxiliar na imunização da categoria que corre muito risco e ainda, pela natureza da própria atuação, pode contribuir involuntariamente, com a disseminação da doença.

(Por: Luciana Pereira/Junta Administrativa Sindjor-MT)

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Saúde Pública

Covid-19: Em uma semana, contaminação decai quase três pontos em Tangará da Serra

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Informação contida no boletim epidemiológico divulgado na manhã desta quinta-feira (10) pelo Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus indica uma semana de queda gradual da taxa de crescimento da contaminação (TCC) da Covid-19 em Tangará da Serra.

De acordo com o boletim (veja, ao final do texto), a TCC desta quinta-feira é de 21,1%, contra uma taxa de 24% no último dia 03, quinta-feira da semana passada. (Gráfico demonstrativo abaixo)

Apesar de estar bem acima da meta de 18% para a TCC em Tangará da Serra, o percentual desta quinta-feira indica uma regressão lenta e gradual no índice de contaminação pelo coronavírus no município.

Neste período de uma semana, a TCC decaiu 2,9 pontos percentuais, o que representa uma queda de 12% neste indicador.

Letalidade

O índice de letalidade (número de óbitos em relação ao número de pacientes infectados) da Covid-19 em Tangará da Serra é de 2,04%.

Este índice, que se mantém estável nestes primeiros dez dias de junho, se situa numa faixa intermediária em Mato Grosso, cujo índice é de 2,65%.

Leia mais:  COVID-19: MT tem cura em mais da metade; País avança 5% em casos e óbitos; Quadro inalterado em Tangará

Várzea Grande, na região metropolitana, detém o índice de letalidade mais alto (4,03%) entre os 10 municípios mais afetados pela pandemia no estado. O índice de letalidade mais baixo nestes dez municípios mais afetados é o de Lucas do Rio Verde, com 1,22%.

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