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INCRA deverá retirar invasores de áreas de reserva invadidas no Antônio Conselheiro

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Os invasores que ocupam áreas de reserva no Assentamento Antônio Conselheiro deverão ser retirados através de ação promovida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O assunto foi um dos temas tratados na reunião entre o Executivo Municipal de Tangará da Serra e o próprio INCRA, na última quinta-feira (15), em Cuiabá.

O órgão federal chegou a notificar, em janeiro deste ano, 274 agricultores do assentamento sobre a rescisão dos Contratos de Concessão de Uso (CCU) e a eliminação do Programa Nacional de Reforma Agrária. Os contratos foram cancelados em virtude de irregularidades identificadas durante vistorias ocupacionais.

A invasão, vale lembrar, também é de conhecimento do Ministério Público Federal. Os invasores deverão ser notificados nos próximos dias pelo INCRA. Neste processo, caso os invasores não saiam da área, certamente haverá a intervenção de forças de segurança.

Tensão

Fontes do próprio Assentamento Antônio Conselheiro revelaram ao EB que há clima de tensão e risco de conflitos no local. “Dá pra ver que é uma ação organizada, patrocinada, com lideranças e despesas bancadas, pois tem até tratores e lâminas… Alguém está bancando estas despesas”, disse a fonte, conforme já publicado pelo Enfoque Business, no final de semana passado.

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Além do clima de tensão, as invasões oferecem sérios riscos ambientais, já que os invasores estão ateando fogo para limpeza da área de mata (foto acima).

Um dos líderes dos invasores seria um homem conhecido como “Jonas Grilo”, que teria disputado eleição recentemente, na condição de candidato a vereador, com promessas de concessão de lotes no assentamento, quando de suas abordagens a potenciais eleitores. Grilo teria, também, liderado outras ações de grilagem de terras na região da Gleba Pecuama, em Santo Afonso.

Ilegalidades

As invasões de áreas de preservação ambiental na região do Assentamento Antônio Conselheiro, em Tangará da Serra, são motivo de preocupação. As irregularidades, que foram intensificadas a partir de 2019, são de conhecimento do Ministério Público Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Segundo informações repassadas ao Enfoque Business por fontes ligadas ao Assentamento e, também, ao poder público, boa parte das áreas invadidas está às margens do rio Sepotuba e compõe os módulos de produtores já assentados, daí o clima de tensão e risco de conflitos no local.

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Segundo o diretor da unidade local da SEMA, Jefferson Zuchi, as irregularidades já renderam ações de fiscalização do órgão. “A SEMA age conforme as suas atribuições, relacionadas a ilícitos ambientais na esfera administrativa”, disse o servidor, confirmando que as irregularidades foram formalmente comunicadas ao Ministério Público Federal e ao INCRA.

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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