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IBGE: Acima da média nacional, PIB do MT cresceu 4,3% em 2018 e 5,1% ao ano desde 2002

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De 2017 para 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,8%. Entre as 27 unidades federativas, apenas Sergipe (-1,8%) teve queda. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e foram divulgados oficialmente ontem (sexta,13).

Mato Grosso teve o terceiro crescimento do país (4,3%), superado apenas pelo Amazonas (5,1%) e Roraima (4,8%). Quinze unidades da federação tiveram taxas de crescimento superiores à do país.

A região Norte foi a que mais cresceu (3,4%) e lá estavam três dos cinco estados com as maiores taxas de crescimento do PIB. No Sudeste (1,4%), única grande região com variação abaixo da média do país, só o PIB do Espírito Santo (3,0%) cresceu acima da média nacional.

(Veja quadro com os números por estado ao final da matéria)

O PIB per capita do Brasil em 2018 foi de R$ 33.593,82. O Distrito Federal manteve-se com o maior PIB per capita brasileiro, com o valor de R$ 85.661,39, cerca de 2,5 vezes maior que o PIB per capita do país. No ranking do PIB per capita, os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste predominaram entre os 10 primeiros.

Essas e outras informações estão disponíveis nas Contas Regionais 2018, elaboradas em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.

Em 2018, o PIB do Brasil cresceu 1,8% na comparação com 2017. Entre as unidades federativas, a única variação negativa foi de Sergipe (-1,8%). O estado apresentou redução em volume nos quatro últimos anos da série e, em 2017, já havia sido um dos três únicos que não tiveram crescimento em 2017, ao lado de Rio de Janeiro e Paraíba.

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Norte, Centro-Oeste e Sul acima da média

A região Norte obteve a maior variação em volume em 2018, tendo crescido 3,4%, influenciado principalmente pelos crescimentos do Amazonas (5,1%), Roraima (4,8%), Rondônia (3,2%) e Pará (3,0%). Já o Sudeste (1,4%) foi a única região com variação inferior à média nacional de 1,8%, onde apenas o Espírito Santo (3,0%), cresceu acima da média nacional.

O Centro-Oeste (2,2%) e o Sul (2,1%) registraram a segunda e terceira maiores variações em volume.  Já o Nordeste cresceu o mesmo que a média brasileira (1,8%).

Entre as 27 unidades da federação, as maiores variações em volume ocorreram no Amazonas (5,1%), Roraima (4,8%), Mato Grosso (4,3%), Santa Catarina (3,7%) e Rondônia (3,2%). No Amazonas, destacaram-se, sobretudo, as Indústrias de Transformação (8,8%), impulsionadas pela fabricação de produtos de informática e produtos eletrônicos.

A alta em Roraima teve a influência da atividade de Serviços, com destaque para Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social e Atividades imobiliárias.

Já em Mato Grosso, o destaque foi a Agricultura, inclusive apoio à agricultura e à pós-colheita, devido às produções de soja e de algodão herbáceo.

MT: 5,1% ao ano

Na série 2002-2018, o PIB em volume do Brasil apresentou crescimento médio de 2,4% ao ano. Mato Grosso foi quem mais cresceu entre as 27 unidades federativas, com variação média de 5,1% a.a. Em seguida no ranking vem o Tocantins, com crescimento de 4,9% a.a., Roraima, com 4,2% a.a., e Piauí, com 4,1% a.a.

Mato Grosso, Tocantins e Piauí ganharam relevância nacional no setor de Agropecuária ao longo da série, devido ao cultivo de soja. No caso do Mato Grosso, destaca-se também o cultivo do algodão herbáceo e a criação pecuária de bovinos.

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Em todos os estados do Norte e Centro-Oeste, as taxas de crescimento anual do PIB ficaram acima da média nacional no período. No Nordeste, apenas Bahia (2,2% a.a.), Rio Grande do Norte (2,0% a.a.) e Sergipe (2,0% a.a.) ficaram abaixo da taxa média da série (2,4% a.a.).

No Sudeste, apenas o Espírito Santo (2,9% a.a.) apresentou variação superior à média nacional. O Rio de Janeiro (1,4% a.a.) teve o menor crescimento médio entre as 27 UFs.

No Sul, Santa Catarina ocupou a maior posição (2,5% a.a.), enquanto a variação percentual do Rio Grande do Sul (1,8% a.a.) foi a segunda menor na comparação nacional.

Em termos de participação no PIB ao longo da série, Centro-Oeste e Nordeste foram as regiões que tiveram maior ganho relativo entre 2002 e 2018, com avanços de 1,3 p.p. e 1,2 p.p., respectivamente, em relação ao total do PIB. No sentido contrário, o Sudeste foi a única região a perder participação. Mas, mesmo com a redução de 4,3 p.p., o Sudeste manteve-se como região de maior participação e representou 53,1% do PIB em 2018 (57,4% em 2002).

O Mato Grosso foi o estado com maior acréscimo de participação ao longo da série, tendo crescido 0,7 p.p. entre 2002 e 2018, o que resultou em um avanço de duas posições relativas no ranking de participação do PIB (da 15ª para a 13ª posição). São Paulo (-3,3 p.p.) e Rio de Janeiro (-1,6 p.p.) foram os dois estados com a maior redução de participação no período, mas mantiveram as posições de primeira e segunda economia do país.

(Redação EB, com IBGE)

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Tangará da Serra celebra 45 anos de emancipação com visita do governador Mauro Mendes

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Tangará da Serra comemora nesta quinta-feira (13), 45 anos de emancipação. Os festejos acontecem em meio a uma pandemia que persiste a 15 meses no Brasil, com o primeiro caso registrado no município em 01 de abril do ano passado.

Assim, com uma agenda restrita, as celebrações em torno dos 45 anos terão como destaque a visita do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), que chega na cidade hoje cedo, no Aeroporto Municipal Joaquim Aderaldo de Souza.

Mendes será recepcionado pelo prefeito Vander Masson (PSDB) e por lideranças políticas e da sociedade civil organizada para o cumprimento de uma agenda que inicia com uma vistoria nas obras de pavimentação da MT-240, que liga Tangará da Serra ao município vizinho de Santo Afonso.

Governador Mauro Mendes prestigia com visita os 45 anos de Tangará da Serra.

Na sequência, a comitiva segue m visitação à Escola Militar Tiradentes 1º Tenente PM Salomão Fernandes Ferreira Piovezan. Logo depois, haverá a inauguração da Escola Estadual Vereador Bento Muniz.

O almoço acontece em seguida, com deslocamento da comitiva do governador logo após, para o norte do estado, com agendas nos municípios de Juína e Alta Floresta.

23 municípios

Este dia 13 de maio é uma data em comum para 23 municípios mato-grossenses. São 23 celebrações de emancipações em sete regiões do estado. Os tradicionais desfiles e outros eventos cívicos, no entanto, foram suspensos em razão da pandemia do novo coronavírus.

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No sudoeste de Mato Grosso fazem aniversário: Tangará da Serra e Nova Olímpia. No oeste, festejam os municípios de Comodoro, Indiavaí, Porto Esperidião e Reserva do Cabaçal. No sul e sudeste do estado, os municípios que comemoram a emancipação política hoje são Primavera do Leste, Pedra Preta, Novo São Joaquim e Alto Taquari.

Já na região do Araguaia, no leste mato-grossense, as cidades aniversariantes são Campinápolis, Cocalinho, Vila Rica, Porto Alegre do Norte e São Félix do Araguaia.

No norte e médio norte, as celebrações são em Marcelândia, Terra Nova do Norte, Itaúba, Vera, Nova Canaã do Norte, Novo Horizonte do Norte, Peixoto de Azevedo e Sorriso.

Principais

Entre estas cidades, a maior é Tangará da Serra, com 105 mil habitantes e PIB de R$ 3 bilhões. Uma cidade de tradição no estado, com a força de sua economia embasada no comércio e no setor de serviços, e crescimento evidente na agropecuária. O município comemora 45 anos de emancipação.

Tangará da Serra é a principal cidade da região sudoeste de Mato Grosso.

Sorriso, no médio norte, festeja hoje 35 anos de emancipação político-administrativa e é outro destaque de Mato Grosso. Sobressai-se na condição de polo de produção agrícola, com uma população de 90 mil habitantes e PIB de 5,7 bilhões, o quarto maior do estado.

Também celebrando 35 anos neste dia 13 de maio, Primavera do Leste, no sudeste, é um dos principais municípios da região sudeste de Mato Grosso. Com 62 mil habitantes e PIB de R$ 3,4 bilhões, o município também se destaca por sua grande produção agrícola, industrialização e qualidade de vida.

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A data em Mato Grosso

A data não é mera coincidência. Em 22 de junho de 1976, o Diário Oficial publicou a aprovação pela Assembleia Legislativa de um projeto de autoria do deputado Ladislau Cristino Côrtes, elevando a município o distrito de São Félix, em Barra do Garças.

O governador Garcia Neto apoiava o desmembramento para a criação da nova cidade, mas foi convencido pelo senador Valdon Varjão a deixar a sanção da lei para 13 de maio, pelo simbolismo da data. Afinal, Varjão foi o primeiro senador negro no Brasil.

Garcia Neto gostou da proposta de Varjão e a estendeu a outros dois distritos recém-criados pela Assembleia à espera de sua sanção.  Assim, em 1976, por leis distintas, também viraram cidades os distritos de Tangará da Serra e Pedra Preta. Vale lembrar que a proposta de emancipação de Tangará da Serra foi o deputado José Amando, e de Pedra Preta, o deputado Afro Stefanini.

A data no Brasil

A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país. Sobre este dia, Machado de Assis escreveu anos depois na coluna “A Semana”, no jornal carioca Gazeta de Notícias: “Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto”.

(Foto: Web)

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