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Infraestrutura & Logística

Governo prevê geração de 235 mil empregos durante construção de ferrovia estadual

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A construção da primeira ferrovia estadual deve geral 235 mil empregos, entre diretos, indiretos e temporários. A projeção é do secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, durante o lançamento do chamamento público para a realização das obras, no início dessa semana.

A ferrovia estadual terá 730 km e vai ligar o município de Rondonópolis a Cuiabá e a Lucas do Rio Verde, com um investimento previsto de R$ 12 bilhões.

A projeção foi feita com base na metodologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e leva em conta os sete anos de execução previstos do início até o fim da obra. “Serão 235 mil empregos nos sete anos. Isso é fundamental para o Estado de Mato Grosso. O investimento de R$ 12 bilhões é praticamente o que estamos [o Estado] investindo em 4 anos. É o investimento que o setor privado vai fazer nessa ferrovia”, afirmou o secretário.

Obras e investimentos

Gallo se refere ao investimento que tem sido feito pelo Governo do Estado por meio do programa Mais MT, que prevê investir até o fim do mandato do governador Mauro Mendes (DEM) o montante de R$ 9,2 bilhões.

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O secretário apontou que a obra é grandiosa e deverão ser construídos pátios ferroviários a cada 25 km, 68 pontes e viadutos, dois quilômetros de tuneis e 232 milhões de metros cúbicos de terraplanagem. “Há geração de emprego em todos os terminais. Cada cidade em que se implanta um terminal, você gera empregos, empregos qualificados, inclusive de manutenção de ferrovia, de locomotivas”.

O secretário também se refere ao gargalo logístico do país. “Então, é fundamental para Mato Grosso a expansão ferroviária. Como foi dito, o Brasil está atrasado 200 anos [no modal ferroviário]. Nós temos pressa e é por isso que o governo lançou esse edital”, completou.

A ferrovia

As empresas interessadas terão 45 dias para apresentar propostas e a vencedora terá prazo de 45 anos para operar.

O objetivo do modal é integrar o Estado com o sistema federal de ferrovias e com os demais estados; integrar os modais logísticos de Mato Grosso; reduzir o custo para transporte da produção, com mais competitividade; ampliar a circulação de produtos e ampliar alternativas para o transporte da produção.

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A obra será iniciada em até seis meses após a emissão da licença ambiental de instalação.

A previsão é que o terminal de Cuiabá seja concluído até o 2º semestre de 2025 e o de Lucas do Rio Verde até o 2º semestre de 2028.

(Assessoria Sefaz-MT)

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Infraestrutura & Logística

Governo do Estado e Rumo assinam contrato para construção de ferrovia de R$ 11 bi

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Foi assinado nesta segunda-feira (20) o contrato entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Rumo S/A para construção da 1º Ferrovia Estadual do país. A futura ferrovia  será a primeira a ser construída por regime de autorização, com todo investimento feito pelo setor privado, cabendo ao Estado o papel de fiscalização.

A assinatura se deu com as presenças do governador Mauro Mendes e do presidente da Rumo S/A, João Alberto Fernandes de Abreu, em cerimônia realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Outros dois eventos de assinatura serão realizados em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Também assinaram o documento o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e o diretor da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), Wilber Norio Ohara. A Agência será responsável pela fiscalização do andamento dos serviços.

Projeto disruptivo

Em entrevista à imprensa, o presidente da Rumo, João Alberto de Fernandes Abreu destacou a inovação do projeto. “Este é um projeto disruptivo, que impacta uma cadeia de valor gigantesca. Com a ferrovia, serão construídas plantas de etanol de milho, misturadoras de fertilizante, esmagadoras de soja”, completou.

Investimento de R$ 11 bi: Segundo a Rumo, contrato assinado nesta segunda resultará em 230 mil empregos diretos e indiretos durante a construção da ferrovia.

Segundo o presidente da Rumo, a previsão é que todo o empreendimento demandará até R$ 11 bilhões e que as obras comecem em 2022, com a primeira etapa da obra concluída em 2025. Estão previstos 730 km de trilhos, que irão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos, facilitando o escoamento da produção de todo o médio-norte mato-grossense.

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“A ferrovia será fundamental para a ampliação e competividade do agronegócio. Além disso, será um corredor para a indústria. Vamos conectar Mato Grosso aos principais centros de consumo do sudeste”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante o ato de assinatura.

Mais investimentos

Outros investimentos ferroviários para o Estado também são destacados pelo jornal, como a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), cujo trecho entre Água Boa e Mara Rosa (GO) será construído pela Vale, e tentativa de viabilizar a construção da Ferrogrão, entre Sinop e Miritituba (PA). Além disso, outra empresa, a VLI, já pediu autorização ao Governo Federal, para construir um ramal privado entre Água Boa e Lucas do Rio Verde.

Para a construção do trecho entre Nova Mutum e Rondonópolis, José Alberto Abreu garante que a empresa tem o aporte necessário. “Os investimentos serão feitos ao longo dos anos. Nossa estrutura de capital atual e a expectativa de geração de caixa permitem absorver este projeto”, afirmou.

(Redação EB, com Secom-MT)

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