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Infraestrutura & Logística

Governo Federal leiloa concessão da FIOL e projeta corredor ferroviário Leste-Oeste

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O governo federal leiloou, semana passada (quinta, 08), a concessão de parte da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), entre o porto de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Chamado de Fiol 1, o trecho de 537 quilômetros de extensão foi arrematado pela Bahia Mineração (Bamin), do Grupo Eurasian Resources Group (ERG), a única empresa a apresentar lance no certame.

O lance de outorga ofertado pela Bamin foi de R$ 32,730 milhões. A mineradora ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar 35 anos, com previsão de investimentos de R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 1,6 bilhão serão usados para a conclusão das obras, que estão 80% finalizadas.

De acordo com a mineradora, todos os investimentos serão bancados com recursos próprios da companhia.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, a concessão da Fiol permitirá a criação de 55 mil empregos diretos e indiretos, com início das operações previsto para 2025. O minério de ferro produzido na região de Caetité deverá predominar nas cargas, mas também serão carregados alimentos processados, cimento, combustíveis, soja em grão, farelo de soja, manufaturados, petroquímicos e outros minerais.

Leia mais:  Governo publica edital para licitar pavimentação da MT-426, na região da Calcário, em Tangará

Corredor Leste-Oeste

Acordo de parceria fechado entre o Ministério da Infraestrutura e o Banco Mundial (Bird) vai permitir estruturar o projeto do corredor ferroviário Leste-Oeste, ligando Lucas do Rio Verde/MT a Ilhéus/BA, para futura concessão à iniciativa privada. Pelo documento, os estudos de viabilidade serão feitos pelo Banco Mundial e vão abranger a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) e os trechos 2 e 3 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), totalizando 1,9 mil quilômetros.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Anós Casero, destacaram a importância da parceria para o País. “Esse projeto representa uma transformação. A ideia é termos um grande corredor ferroviário Leste-Oeste, integrada ao sistema Norte-Sul”, disse o ministro. “Esse futuro corredor tem muito potencial tanto do ponto de vista econômico como climático”, afirmou a diretor do Bird.

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Infraestrutura & Logística

Governo publica edital para licitar pavimentação da MT-426, na região da Calcário, em Tangará

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O governo do Estado publicou no início deste mês de julho o edital de abertura de certame licitatório para obras de pavimentação da MT-426, na região da Calcário Tangará/São Jorge e Fazenda Netolândia, em Tangará da Serra.

O edital (RDC 059/2022) foi publicado com data de 01 de julho e prevê, em regime diferenciado, contratação de empresa de engenharia para execução dos serviços de implantação e pavimentação de 21,36 quilômetros da MT-426, desde a entrada da empresa Calcário Tangará até o entroncamento com a MT-358, proximidades da Serra dos Parecis, e, também, 17,24 quilômetros na MT-170, a partir da bifurcação com a 426, em direção ao distrito de São Jorge. Neste trecho, o projeto inclui a substituição da ponte de madeira existente sobre o rio Formoso, naquele distrito, por uma ponte de concreto. Extensão total, portanto, é de 38,60 quilômetros, com o governo estadual executando com a conclusão prevista até final de 2024, sem necessidade de parceria com associação de produtores.  (Veja, na imagem abaixo, trajeto a ser pavimentado)

Leia mais:  Governo publica edital para licitar pavimentação da MT-426, na região da Calcário, em Tangará

O projeto, no entanto, foi custeado com recursos privados de R$ 381 mil, através da Associação dos Produtores da MT-426/170, com aprovação pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) em março deste ano.

Região produtora

Um dos articuladores das obras que serão licitadas é Edilson Sampaio, que coordena as obras de pavimentação da MT-339, como superintendente da Associação dos Produtores das Rodovias MT-480 e MT-339. Ele, que foi informado da licitação durante uma visita à Sinfra-MT na semana passada, destaca a importância da pavimentação daquela rodovia, que atende a uma região que responde por importantes atividades econômicas – como produção de calcário e pecuária. “É preciso enaltecer a proatividade do governo do Estado, que dará uma solução definitiva para um problema que se arrasta a décadas. A pavimentação vai impulsionar a economia daquela região, que sempre contribuiu em alta conta para o município e ao próprio estado”, disse.

Segundo estimativas da associação dos produtores da localidade, somente em calcário a região produziu em 2021 um total de 1,18 milhão de toneladas, o que representou cerca de 40 mil viagens de caminhões carregados, cada um, com uma média de com 30 toneladas de carga do insumo.

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Há, também, uma intensa movimentação de gado de corte na região, advinda de um grande confinamento. Segundo informações repassadas por produtores da região, a pecuária de corte movimentou, por sua vez, cerca de 15 mil cargas vivas em 2021.

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