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Infraestrutura & Logística

Governo do Estado e Rumo assinam contrato para construção de ferrovia de R$ 11 bi

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Foi assinado nesta segunda-feira (20) o contrato entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Rumo S/A para construção da 1º Ferrovia Estadual do país. A futura ferrovia  será a primeira a ser construída por regime de autorização, com todo investimento feito pelo setor privado, cabendo ao Estado o papel de fiscalização.

A assinatura se deu com as presenças do governador Mauro Mendes e do presidente da Rumo S/A, João Alberto Fernandes de Abreu, em cerimônia realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Outros dois eventos de assinatura serão realizados em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Também assinaram o documento o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e o diretor da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), Wilber Norio Ohara. A Agência será responsável pela fiscalização do andamento dos serviços.

Projeto disruptivo

Em entrevista à imprensa, o presidente da Rumo, João Alberto de Fernandes Abreu destacou a inovação do projeto. “Este é um projeto disruptivo, que impacta uma cadeia de valor gigantesca. Com a ferrovia, serão construídas plantas de etanol de milho, misturadoras de fertilizante, esmagadoras de soja”, completou.

Investimento de R$ 11 bi: Segundo a Rumo, contrato assinado nesta segunda resultará em 230 mil empregos diretos e indiretos durante a construção da ferrovia.

Segundo o presidente da Rumo, a previsão é que todo o empreendimento demandará até R$ 11 bilhões e que as obras comecem em 2022, com a primeira etapa da obra concluída em 2025. Estão previstos 730 km de trilhos, que irão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos, facilitando o escoamento da produção de todo o médio-norte mato-grossense.

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“A ferrovia será fundamental para a ampliação e competividade do agronegócio. Além disso, será um corredor para a indústria. Vamos conectar Mato Grosso aos principais centros de consumo do sudeste”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante o ato de assinatura.

Mais investimentos

Outros investimentos ferroviários para o Estado também são destacados pelo jornal, como a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), cujo trecho entre Água Boa e Mara Rosa (GO) será construído pela Vale, e tentativa de viabilizar a construção da Ferrogrão, entre Sinop e Miritituba (PA). Além disso, outra empresa, a VLI, já pediu autorização ao Governo Federal, para construir um ramal privado entre Água Boa e Lucas do Rio Verde.

Para a construção do trecho entre Nova Mutum e Rondonópolis, José Alberto Abreu garante que a empresa tem o aporte necessário. “Os investimentos serão feitos ao longo dos anos. Nossa estrutura de capital atual e a expectativa de geração de caixa permitem absorver este projeto”, afirmou.

(Redação EB, com Secom-MT)

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Infraestrutura & Logística

Diálogos Hidroviáveis: Evento sobre Hidrovia do Rio Paraguai encerra com ‘Carta de Cáceres’

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Foi encerrado nesta quinta-feira (07), na Câmara Municipal de Cáceres, o ‘Diálogo Hidroviáveis’, evento destinado a apresentar o panorama atual e os entraves para ampliar a utilização das hidrovias e, especificamente, debater a reativação da Hidrovia do Rio Paraguai.

Câmara Municipal de Cáceres foi palco do evento.

O ‘Hidroviáveis’ foi finalizado com a entrega da ‘Carta de Cáceres’ ao representante da Frente Parlamentar Mista de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlogi), deputado federal Edinho Bez (MDB-SC), onde consta uma série de reivindicações para a reativação da hidrovia.

O próximo evento ‘Diálogo Hidroviáveis’ será realizado em 2022, em Brasília, no auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A data ainda será confirmada.

Palestras/Debates

Marlene Lima, da Aprosoja, ministrou a primeira palestra do dia.

Porém, antes da entrega da Carta de Cáceres, o evento contou com palestras e debates sobre quatro temas intimamente ligados ao modal hidroviário. No primeiro debate, pela manhã, a gerente de Sustentabilidade da Aprosoja-MT, Marlene Lima, ministrou palestra sobre o tema ‘O projeto Guardião das Águas e seu Impacto para Preservação e Revitalização das Nascentes dos Rios Navegáveis’.

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O debate foi coordenado pelo diretor executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira.

Capitão de Fragata Fajard, da Marinha, falou sobre segurança da navegação na hidrovia.

Logo em seguida, o tema em debate foi ‘Ações da Marinha para Segurança da Navegação e Formação de Aquaviários’, com o titular da Capitania Fluvial de Mato Grosso, Capitão de Fragata Alessandro Lopes Fajard Oliveira. A coordenação dos debates foi do diretor executivo da Companhia de Investimento do Centro Oeste e Terminal Portuário Paratudal, Cláudio Padilha.

Robson de Melo, do RISC/Unemat, ministrou palestra dobre cidades inteligentes.

À tarde, os debates versaram sobre ‘Crise Hídrica: Cenário Presente e Futuro’ e ‘Cidades Inteligentes e o Desenvolvimento do Turismo Associado à Navegação na Hidrovia Paraguai-Paraná’. As palestras foram ministradas pelo Superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), Patrick Tadeu Thomas (via remota) e pelo Coordenador do Centro de Inovação de Redes Inteligentes e Soluções Criativas (RISC/Unemat), Robson Gomes de Melo.

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Os dois últimos debates foram comandados, respectivamente, pelo coordenador de Tangará da Serra da Agência Regional Oeste (ARO), engenheiro civil, economista e especialista em Logística, Silvio Tupinambá Ferreira de Sá, e pelo deputado federal Edinho Bez, da Frenlogi.

Carta de Cáceres

‘Carta de Cáceres’ foi redigida pelo Padre Geraldo e entregue ao deputado federal Edinho Bez, da Frenlogi.

Após as palestras e debates houve a entrega ao representante da Frenlogi, deputado Edinho Bez, de um documento endereçado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, com pedido pela liberação da Hidrovia do Rio Paraguai.

Denominado pelos presentes de “Carta de Cáceres”, o documento foi redigido pelo padre Geraldo José da Silva, de 88 anos, figura nativa e tradicional da cidade. No conteúdo consta um pedido de “destravamento” da navegação pelo rio Paraguai, bem como as demais ações, como o desassoreamento para viabilizar o tráfego no trajeto fluvial Cáceres-Corumbá, nos dois sentidos de direção.

Segundo o deputado Edinho Bez, além de ser encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, uma cópia do documento será entregue ao presidente da Frenlogi, senador Wellington Fagundes (PL-MT).

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