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Economia & Mercado

Fundo de Desenvolvimento Econômico apoiará programas e projetos de empreendedores em MT

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O Governo do Estado instituiu o Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes) com o objetivo de dar apoio financeiro a programas e projetos de desenvolvimento regional e estadual e acelerar o crescimento econômico de Mato Grosso. É a união do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic) ao Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR).

O fundo é gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e tem como gestor o Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem). “Com o Fundes, vamos acelerar o desenvolvimento econômico, viabilizar linhas de crédito especiais, estimular a produtividade nas empresas e o desenvolvimento de cadeias produtivas, além de propiciar investimentos na tecnificação da produção”, explica César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

O Fundes é focado em desenvolver projetos para empreendedores de empresas de micro e pequeno porte, empreendedores da economia criativa, além de pequenos e médios produtores rurais.

Além das finalidades de aplicação já previstas no Fundeic, foram acrescentadas possibilidades de aplicação em subvenção econômica; garantia de riscos nas operações de crédito mediante fundo de aval; financiamento a produtor rural (pequenos e médios); aporte de recursos na Zona de Processamento e Exportação (ZPE); aporte de recursos para a recuperação, conservação e manutenção de patrimônio cultural e histórico com potencial destinação turística.

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A operacionalização de empréstimos e financiamentos, por exemplo, poderá ser feita pela Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT e outras instituições financeiras, mediante contrato de parceria e cumprimento de uma série de obrigações. Entre elas, analisar propostas, viabilidade econômica, analisar garantias e prestar contas. Além disso, caso haja inadimplência por três meses, a instituição deverá rescindir contrato e ressarcir o Fundo.

A lei mantém a previsão de utilização de recursos do Fundo para aquisição de títulos públicos federais e provisionamento de crédito pela Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, desde que seja utilizado como contrapartida na captação de recursos de repasses a serem aplicados com a mesma finalidade desta Lei, ampliando as possiblidades de operações de financiamento da Desenvolve MT.

São principais fontes de recursos o percentual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incentivado das empresas beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e dos produtores rurais beneficiados pelo Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e retorno dos financiamentos e aplicações financeiras.

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A lei 11.308/2021 que cria o Fundes foi publicada em 29 de janeiro e entra em vigor no dia 15 de março. Um grupo de trabalho formado por técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Desenvolve MT trabalha na elaboração do decreto para regulamentação do Fundo.

(Assessoria Sedec-MT)

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Setor de materiais de construção sofre com queda nos estoques provocada pela pandemia

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A redução da atividade industrial e a quase paralisação da economia em razão da pandemia do novo coronavírus ainda mostra muito fortemente seus efeitos em todo o país. Desabastecimento e alta nos preços são os principais reflexos sentidos em muitos setores, como o da construção civil.

É a conta que chega em resposta às frases mais ouvidas no início da pandemia, como “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”.

Materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões, estão entre os que mais preocupam.

Em Tangará da Serra, as lojas de materiais de construção sentem as consequências da redução da atividade industrial em seus estoques. Além disso, os estabelecimentos precisam atualizar os preços, já que o custo das mercadorias subiu, em alguns casos mais de 50%. No final das contas, o maior prejudicado sempre acaba sendo o consumidor, que precisa abrir ainda mais o bolso na hora de construir e reformar.

Os materiais que mais preocupam quanto aos estoques são o ferro, ferramentas e equipamentos, além de materiais que levam aço e cobre, como fios e cabos.

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A indústria de louças e cerâmicas – inclusive pisos – também tem dificuldades em atender pedidos, assim como forros, telhas de fibrocimento e materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões.

Conforme já publicado pelo Enfoque Business, a falta desses materiais e seus insumos ocasiona a alta de preços, obedecendo a lei da oferta e da procura.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC), os indicadores imobiliários nacionais do quarto trimestre de 2020 mostram que o aumento dos preços do material de construção e as ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor, em especial os empreendimentos dos imóveis ligados aos programas habitacionais populares, voltados para famílias com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

Recuperação

Segundo pesquisa Agenda 2021, da consultoria Delloite, a maioria dos executivos brasileiros apostam em uma retomada da atividade econômica em 2021. Uma parcela de 42% dos entrevistados acredita que, neste ano, a atividade econômica no Brasil voltará a ser igual ao nível pré-crise da covid-19, enquanto 18% acreditam que haverá crescimento e que a atividade econômica será superior ao nível pré-pandemia.

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No entanto, há uma parcela importante que se mostra mais pessimista. Entre os pesquisados, 37% acham que a economia não terá grande recuperação em 2021, ficando abaixo do nível de antes da crise causada pelo novo coronavírus. Apenas 3% dos entrevistados disseram esperar que a economia terá queda em relação ao fechamento de 2020.

Segundo especialistas, uma condição que deverá embasar a recuperação é a vacinação contra o novo coronavírus. Porém, a lentidão no país na distribuição dos imunizantes representa atraso na recuperação econômica projetada para este ano.

Mas, apesar do atraso, as coisas parecem se encaminhar, já que Anvisa começou a aprovar as vacinas para uso. Ontem (terça, 23), a Anvisa aprovou o registro definitivo da vacina da Pfizer/Biontech contra a Covid-19.

Conforme comunicado divulgado pela agência, foi “comprovada a segurança, qualidade e eficácia” do imunizante, “aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores”.

Vacinas de outros fabricantes, como a Coronavac e Oxford, também estão com suas aprovações encaminhadas.

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