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Cidades & Geral

Feira do Centro oferece os benefícios do palmito, um alimento nativo dos trópicos da América

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A Feira do Produtor do Centro promove, nesta quarta-feira, mais um dia de atendimento ao público. Em meio à grande variedade de produtos que o maior mercado público do estado de Mato Grosso tem a oferecer, o destaque deste meio de semana é o palmito.

Este alimento diferenciado vem das palmeiras nativas das Antilhas e da América do Sul, na faixa de clima tropical. Retirado do miolo do caule destas palmeiras, o palmito tem cor branca e textura macia, saboroso e suculento.

Além do babaçu, do bacuri, da gueroba e do açaizeiro, o palmito também pode ser extraído de pelo menos outras 24 espécies de palmeiras antilhanas e sul-americanas.

Benefícios

Tem poucas calorias e baixo teor de gorduras, sendo ideal para compor uma alimentação saudável e equilibrada em saladas e conservas, podendo ser assado ou grelhado.

É fonte de vitaminas A, C, do complexo B e minerais, com grandes quantidades de sódio, potássio e zinco. Com esses componentes, melhora as barreiras do sistema imune e ajuda no combate a inflamações, acelerando o processo de cicatrização.

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O palmito também contribui para a saúde muscular, controla a pressão arterial, melhora o trânsito intestinal e favorece o sono. Seu consumo proporciona uma sensação de saciedade, auxiliando no controle do peso corporal.

Com quem encontrar

Na Feira do Centro, o palmito pode ser encontrado no setor de hortifruti, nas variedades doce (bacuri), amargo (gueroba) e o tradicional babaçu.

São oferecidos pelos produtores Alceu Francisco Guimarães (Box 01-A, gueroba, da região da Pedreira), Elza e Elizeu Grinivald (08-C, bacuri, Bezerro Vermelho), Luiz Ferreira dos Santos (65-a, bacuri, Córrego das Pedras) e José Nunes de Oliveira (47-C, babaçu, Assentamento – Agrovila IV).

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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