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Feira do Centro: É tempo de pequi, um fruto do cerrado que combate o envelhecimento

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Peculiar, vistoso, aromático, de sabor marcante e com propriedades que retardam o envelhecimento. O pequi é um velho conhecido da boa culinária mato-grossense e, nesta época do ano, é encontrado em fartura na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra.

Com safra entre outubro e janeiro, o pequi é nativo do cerrado brasileiro, consumido largamente em Mato Grosso e boa parte da região Centro-Oeste.

O pequizeiro é a cara do cerrado, de tronco retorcido, galhos com fissuras e cristas, alcançando até 10 metros de altura. A fruta tem as cores do Brasil, de casca verde e interior amarelo. Seu nome vem dos inúmeros espinhos encontrados em sua polpa. Na língua indígena, pequi é pele (py) e espinho (qui).

Uso

O pequi é muito apreciado cozido com arroz, numa galinhada, num ensopado de peixe e, também, na forma de licor.

O óleo da polpa contém antioxidantes naturais, que servem de contraponto ao excesso de radicais livres no organismo que oxidam as células e aceleram o envelhecimento. É, também, usado na medicina popular para o tratamento de diversas doenças, principalmente respiratórias.

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O azeite extraído da polpa é usado para fabricação de licores e condimentos. Assim como a polpa, a amêndoa também é matéria prima para as indústrias farmacêutica e de cosméticos.

Novos produtos

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) iniciaram um estudo em 2016 e desenvolveram um creme anti-inflamatório e um protetor solar com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento da pele.

As novidades já foram patenteadas pela Agência Unesp de Inovação e aguardam aprovação da Anvisa para serem comercializadas.

Boxes

Para o produtor rural e presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet), Valdeci Ferraz Aquino, a comercialização do pequi ainda poderá representar uma alternativa importante de renda no campo. “Nesta época sempre temos o pequi na Feira do Centro. Há pesquisas em andamento e, quem sabe, num futuro próximo, poderemos ter no pequi mais uma opção de renda na agricultura familiar”, disse.

Na Feira do Centro, o pequi pode ser encontrado nos boxes 8-C (Sueli Borges, sítios na Estrada do Mutum e na Gleba Ariranha/Pecuama), 11-A (Antônio José, Córrego das Pedras), 46-A (Tales Artur, Comunidade Nossa Senhora Aparecida), 49-A (Márcia Bandiera, Comunidade Acampamento) e 59-A (Eliane Godoi, Condomínio Godoi/Granja Tangará).

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Neste domingo, a Feira do Produtor do Centro abre para atendimento às 06h00, até o meio-dia.

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Brasnorte: Ação na Justiça requer devolução de área e indenização de R$ 10 milhões da JBS

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O não cumprimento de um acordo entre uma indústria frigorífica e o município de Brasnorte (600 km de Cuiabá) está resultando numa batalha judicial. O município de Brasnorte entrou com uma ação contra a JBS para revogação de doação com pedido de reversão do imóvel.

O motivo seria o não cumprimento de atividade econômica de um frigorífico instalado pela empresa, que estaria operando com apenas 10% da capacidade, frustrando as expectativas do município de fomento à economia quando da doação da área.

Segundo o prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari, a verdadeira intenção do pedido é que o frigorífico cumpra sua finalidade.

A ação inclui, ainda, multa de R$ 500 mil reais e R$ 10 milhões em indenizações por danos morais.

Segundo o prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari (DEM), a verdadeira intenção do pedido é que o frigorífico cumpra sua finalidade, que é de realizar os abates previstos, gerar emprego e trazer renda para o município. “Nós também temos muito dinheiro investido naquela área, tendo em vista que o município fez toda a terraplanagem além da doação do terreno. Então, mais do que justo seria funcionar e isso não está acontecendo”, explica Ferrari.

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Desapontamento

Para o presidente do Sindicato Rural de Brasnorte, Cleber José dos Santos Silva, a classe produtora está muito desapontada com a subutilização da planta instalada no município e concorda com a ação imposta pela prefeitura para o cumprimento do TAC. “Hoje nós temos uma pecuária maior e mais forte, fartura de pasto – com a integração de agricultura e pecuária, temos mais de 400 mil cabeças de gado e condições para instalar grandes frigoríficos e confinamentos porque temos uma abundância de grãos dentro do nosso município. Então nós cobramos que haja a responsabilidade do frigorífico de cumprir com este compromisso que ele tem com nosso município ou então deixar a oportunidade para que outras empresas possam explorar o potencial que temos aqui em Brasnorte”, esclareceu Cleber.

(Fonte: Agronews; foto: prefeitura de Brasnorte)

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