conecte-se conosco


Agronegócio & Produção

Exportações de feijão batem recorde; Mato Grosso investirá R$ 3 milhões em pesquisa

Publicado

As exportações brasileiras de feijão superaram pela primeira vez na história marca das 200 mil toneladas. As informações são do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) e se referem ao período entre janeiro e novembro deste ano. A marca representa um faturamento de aproximadamente US$ 1 bilhão.

Segundo o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders, o crescimento das exportações do grão deve continuar com o envolvimento da Apex-Brasil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O país produziu 2,9 milhões de toneladas de feijão na safra 2020/21, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que corresponde a uma área de quase 3 milhões de hectares e produtividade de 984 kg/hectare. A Conab prevê um aumento de 9% na produção para a safra 2021/22

Projeto em MT

Mato Grosso responde por 8,7% da produção de feijão no país, ocupando a quinta colocação entre os estados que mais produzem feijão. Destes, a Bahia aparece na primeira posição com 14,5%, seguida por Paraná (13,9%), Ceará (13,3%) e Minas Gerais (11,1%).

Leia mais:  Momento Agrícola: Questões de carbono nos EUA e na UE, tributos e diálogos são destaques

Prevendo bons resultados com a produção de feijão, o governo do Estado prepara parceria para viabilizar um projeto de pesquisas de pulses e grãos especiais em Mato Grosso.

O projeto terá como sede o município de Nova Mutum, com o Estado sendo representado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Investimentos, Inovação e Sustentabilidade.

A parceria envolve a prefeitura de Nova Mutum, a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMT).

A prefeitura doou uma área de 10 hectares situada no parque tecnológico para a Aprofir, onde será construído o laboratório de pesquisa. Os custos da obra ficarão sob a responsabilidade da Associação. O Estado por sua vez, entrará com recursos na ordem de R$ 3 milhões para execução da pesquisa.

publicidade

Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Questões de carbono nos EUA e na UE, tributos e diálogos são destaques

Publicado

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que limita o poder da Agência de Proteção Ambiental daquele país, a divergência na União Europeia sobre carros a combustão, entrevistas e outros assuntos relevantes para o Agro são os destaques da primeira edição do Momento Agrícola deste mês de julho.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Menos poder

A   primeira edição do Momento Agrícola neste segundo semestre do ano traz à baila uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que limita o poder da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) de regular as emissões de carbono das usinas de energia termelétricas do país.

Por seis votos a três, a corte definiu, em sua sessão na última quinta-feira (30), que nenhuma agência federal americana deve ter escopo de ação que não seja o explicitamente concedido por lei aprovada no Congresso. A decisão foi relacionada ao caso Virgínia Ocidental contra EPA.

Leia mais:  Momento Agrícola: Questões de carbono nos EUA e na UE, tributos e diálogos são destaques

Para o ministro-chefe da Corte, John Roberts, “limitar as emissões de dióxido de carbono em um nível que forçará uma transição energética é uma solução sensata, mas uma decisão de tal magnitude cabe ao Congresso”, escreveu, na decisão, que é considerada uma grande derrota para o presidente Joe Biden, que tentava retomar a agenda climática que havia sido suspensa durante o governo de Donald Trump.

UE e a Combustão

Ricardo Arioli comenta, também, sobre uma divergência na Comunidade Europeia envolvendo a redução de gases de efeito estufa.

A Alemanha discordou da aprovação, pela União Europeia, do projeto de proibir a venda de motores a combustão a partir de 2035 nos países do bloco.

O ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, afirmou durante em recente conferência (21 de junho) “que continuaria a haver nichos para motores a combustão” e que a proibição “estava errada”, daí a discordância do governo alemão.

Numa análise bastante sensata, os alemães entendem que acelerar a transição para carros elétricos pode criar problemas e obstáculos como montar uma rede de recarga rápida e ultrarrápida o mais pulverizada possível, levando à ampliação da demanda por metais para as baterias de íons de lítio e à oscilação (para cima) do preço das próprias baterias.

Leia mais:  Momento Agrícola: Questões de carbono nos EUA e na UE, tributos e diálogos são destaques

Outras

O Momento Agrícola traz considerações sobre questões estratégicas no Brasil, como a necessidade de importação de óleo diesel pelo País em razão de sua insuficiência nos processos de refino de petróleo. Há, neste particular, a possibilidade de importação direta de diesel por grandes produtores, o que resultaria em menor carga tributária, já que a operação aconteceria em drawback.

Ainda sobre combustíveis, Ricardo Arioli comenta sobre o ICMS dos combustíveis, que tem rendido muita polêmica entre os governadores dos estados.

Nos blocos seguintes, Arioli traz diálogos sobre “O Plano Safra 22-23”, com Antônio da Luz, da Farsul; “O Baixo Carbono da nossa Agropecuária”, com Roberto Giolo, da Embrapa; e “Nosso Agro e a Política”, com Anderson Galvão.

Para ouvir na íntegra o Momento Agrícola deste sábado, clique no podcast abaixo:

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana